18 de jan. de 2016

Empreendedor cria biblioteca digital para escola e empresas

Fonte: Diário Comércio e Indústria. Data: 14/01/2015.
Autoria: Elaine Coutrin
Quando atuava no ramo educacional, mais particularmente com programas de leitura em instituições de ensino públicas e privadas, o empreendedor João Leal notou que faltavam livros nessas escolas e alunos interessados em lê-los. Dessa experiência surgiu a ideia de criar o serviço de biblioteca virtual por assinatura Árvore de Livros, para ser acessado no computador e nos dispositivos móveis - algo como uma Netflix dos livros.
O serviço é voltado para instituições públicas, privadas, escolas, empresas e bibliotecas. Para ter acesso, o interessado paga uma mensalidade com base na quantidade de usuários. Presente em mais de 800 escolas, a maioria no Nordeste, a startup carioca já oferece um acervo com cerca de 14 mil títulos, composto por obras clássicas e contemporâneas, diversos gêneros da literatura e best-sellers, por meio de contratos firmados com mais de 200 editoras.
O custo unitário começa em R$ 9,90 por aluno e varia de acordo com a quantidade de usuários que a escola ou instituição tiver - se for em grande escala, o valor pode ser menor. A plataforma gera relatórios que mostram os livros mais lidos, as páginas em que os usuários demoram mais tempo para ler, nível de dificuldade e outras informações para auxiliar no monitoramento do desempenho dos alunos e funcionários. Ainda é possível criar atividades relacionadas à leitura dentro da biblioteca virtual.
Cada instituição também tem a possibilidade de personalizar a biblioteca e catalogar os livros de acordo com a faixa etária dos alunos. A Árvore permite que o usuário tome emprestado até três livros ao mesmo tempo. Caso queira um novo título, é preciso devolver um deles. Isso é parte das condições acertadas entre a startup e as editoras. Os alunos podem salvar livros para ler quando estiverem sem conexão com a internet, mas o texto só pode ser acessado pelo aplicativo - o arquivo não é baixado, para evitar pirataria.
Leal não revela o recurso inicial investido no projeto, lançado em 2013, mas afirma ter ultrapassado o valor com o faturamento de 2015 e espera neste ano aumentar a quantidade de escolas e instituições contratantes do serviço, em razão de melhorias que estão em fase de implementação.
Entre as novidades está uma ferramenta desenvolvida em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (URFJ), que define o índice de dificuldade de leitura para cada livro. O empreendedor explica que o algoritmo vai analisar todas as obras e gerar uma nota para cada uma de acordo com a complexidade da leitura, para que, a partir disso, a plataforma possa oferecer sugestões de títulos de acordo com o perfil do usuário. "Com esse mecanismo esperamos reduzir o risco de desmotivação entre os leitores, caso comecem a leitura por um livro mais difícil", afirmou.  
A startup também tem trabalhado em uma forma de colocar a biblioteca offline paras as escolas públicas.

Recentemente a Árvore de Livros foi selecionada em conjunto com outras 14 startups no Pitch Gov SP, programa do governo paulista que seleciona projetos ligados a administração pública. Leal ainda não sabe como será a parceria, mas espera contar com ela para crescer no mercado. 

Bibliotecas nacionais pretendem criar biblioteca digital comum

Fonte: Diário Digital. Data: 14/01/2016.
URL; http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=807004
"A nossa ideia é criar uma única biblioteca digital comum, um espaço onde o cidadão de qualquer Estado pode ter acesso às informações dos países da lusofonia", disse Jairoce, em declarações à Lusa em Maputo.
Quando o acesso à informação é ainda um desafio para alguns Estados africanos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), como é o caso de Moçambique, Jorge Jairoce entende que a criação de uma biblioteca digital comum pode dinamizar o processo da democratização da informação, ponto destacado como elementar no quadro das estratégias de governação destes Estados.
"Nós temos de perceber que o acesso à informação, através da plataforma digital, é um elemento importante hoje para o desenvolvimento de qualquer país", acrescentou o diretor da Biblioteca Nacional de Moçambique.
Numa primeira fase, o projeto dependerá do orçamento interno de cada país, tendo em conta as assimetrias que existem a nível económico entre os Estados integrantes da CPLP, adiantou Jorge Jairoce.
Enquanto Portugal e Brasil já possuem bibliotecas nas plataformas digitais, países como Moçambique e Angola debatem-se ainda com o problema da digitalização do seu espólio, condição elementar para a sua integração na iniciativa.
"A nossa grande dificuldade neste projeto está relacionada com os recursos financeiros", lamentou Jorge Jairoce, lembrando que uma única máquina de digitalização de documentos no mercado internacional está orçada em cerca de 100 mil euros.

"A vontade política até existe, mas não basta vontade sem financiamento", concluiu o diretor da Biblioteca Nacional de Moçambique, prevendo para os próximos dois anos a implementação efetiva do projeto.

Biblioteca da Academia Pernambucana de Letras

Fonte: Jornal do Comércio. Data: 10/01/2016.
URL: http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cidades/geral/noticia/2016/01/10/biblioteca-da-academia-pernambucana-de-letras-aberta-ao-publico-215952.php
A partir das 16h desta segunda-feira (11), a Academia Pernambucana de Letras apresenta ao público, pela primeira vez, a Biblioteca Waldemar Lopes, formada por mais de 30 mil livros dos séculos 17 ao 21. Quase todos ficarão à disposição dos interessados, para leitura no prédio anexo da instituição (Avenida Rui Barbosa, 1596, Graças, bairro da Zona Norte do Recife) ou empréstimo por tempo limitado, exceto as obras raras e valiosas.
Por enquanto, mais de quatro mil volumes, do acervo construído ao longo dos 114 anos de fundação da APL, estão prontos para consulta. Os demais exemplares serão liberados aos poucos. Grande parte dos livros é de literatura brasileira e francesa nos mais variados gêneros (poesia, romance, biografia, conto). Mas há publicações em diversas áreas de conhecimento.
O leitor poderá fazer pesquisas nos campos da matemática, arquitetura, astronomia, história, geografia, religião, direito, arte e teatro, avisa a bibliotecária Bernadette Amazonas. Dos 30 mil volumes, 463 foram classificados como raros e valiosos e 545 pertencem à Coleção Camiliana, com obras assinadas pelo escritor português Camilo Castelo Branco (1825-1890).
Uma das raridades é a primeira edição das Reflexões sobre a Vaidade dos Homens ou Discursos Morais, de 1752, de Mathias Ayres Ramos da Silva de Sá. “É uma publicação portuguesa, de um escritor moralista”, diz Bernadette. Ela e outra bibliotecária foram contratadas com recursos da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), para catalogar os livros.

Entre as preciosidades encontram-se o Petite Astronomie, um manual descritivo de astronomia, todo ilustrado, publicado em 1887 pelo francês Camille Flamarion (1842-1925). E Estilhaços, do jornalista e poeta pernambucano Isodoro Martins Júnior (1860-1904), lançado em 1885 com a marca “edição definitiva”, observa Bernadette.

Novo número: Revista Brasileira de Educação em Ciência da Informação

A “Revista Brasileira de Educação em Ciência da Informação” acaba de publicar seu último número, v. 2, n.1, 2015.
Sumário:
Editorial. Marta Lígia Pomim Valentim
Artigo de Pesquisa
O PROFISSIONAL DA INFORMAÇÃO NAS EQUIPES DE PRODUÇÃO EM EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA: TEORIA E PRÁTICA.        Claudia Silveira da Cunha, Alcenir Soares dos Reis.
EL ROL SOCIAL DEL PROFESIONAL DE LA INFORMACIÓN: UN PUNTO DE VISTA DESDE ARGENTINA. Julio Díaz Jatuf,Mabel Silvia Bizzotto, Thiago Giordano de Souza Siqueira,Vanesa Elisabeth Berasa.
COMPETÊNCIAS E HABILIDADES SOLICITADAS EM CONCURSOS PÚBLICOS PARA A ATUAÇÃO PROFISSIONAL DO ARQUIVISTA. Priscila Etsuco Kawabata,Marta Lígia Pomim Valentim.
ENFOQUES DA REVOLUÇÃO FRANCESA, NAZISMO E DITADURA MILITAR NO BRASIL: REFLEXOS DA REPRESSÃO, INFORMAÇÃO E CENSURA. Alessandra Nunes de Oliveira, Jetur Lima de Castro.
Artigo de Revisão
NOVAS FORMAS DE APRENDIZAGEM E A MEDIAÇÃO DA INFORMAÇÃO: COMPETÊNCIAS NECESSÁRIAS AOS BIBLIOTECÁRIOS. Regina Garcia Brito, Valéria Martin Valls.
O PROFISSIONAL DA INFORMAÇÃO E A BARREIRA LINGUÍSTICA. Luís Carlos Batista Jesus.

Detalhes no URL:

Gestão de documento eletrônicos

O Ministério da Educação da Espanha publicou um importante documento contendo as diretrizes para a gestão de documentos eletrônicos. É um documento técnico com diretrizes, esquema de metadados, normas, etc., para a gestão dos documentos e processos eletrônicos, com a finalidade de garantir a sua preservação para as gerações futuras e facilitar o acesso à informação pública.
 O texto completo, dividido em duas partes, está disponível no URL:

11 de jan. de 2016

Novo número: Revista Tendências da Pesquisa Brasileira em Ciência da Informação

Acaba de ser publicado o v. 8, n. 2, 2015, da revista “Tendências da Pesquisa Brasileira em Ciência da Informação”.
Abaixo o sumário desse número.
Editorial
Artigos
As bases epistemológicas do patrimônio institucionalizado. Maira Cristina Grigoleto,
Eduardo Ismael Murguia.
Informação étnico-racial: proposta de glossário sob a égide da semântica discursiva. Maria Antonia de Sousa, Maria Elizabeth Carneiro de Albuquerque.
Organização do conhecimento na perspectiva do modelo dinâmico de análise conceitual. Hildenise Ferreira Novo, José Gacia Vivas Miranda.
Mediação da informação e violência contra mulheres: disseminando dados quantitativos no centro estadual de referência da mulher Fátima Lopes. Gisele Rocha Cortes, Edvaldo Carvalho Alves, Leyde Klebia Rodrigues da Silva.
Competência informacional em ambientes de trabalho: uma nova abordagem. Ricardo Rodrigues Barbosa, Joubert R. F. Fidelis.
Inteligência competitiva organizacional: um modelo apoiado nos comportamentos de busca, compartilhamento e uso de informação e de tecnologias de informação e comunicação. Thiciane Mary Carvalho Teixeira, Marta Lidia Pomim Valentim.
Bibliotecas escolares: políticas públicas para a criação de possibilidades. Christiano Benvindo Dos Santos.
Poder informacional e desinformação. Vladimir de Paula Brito, Marta Macedo Kerr Pinheiro.
A coerência entre uma metodologia de ensino-aprendizagem inovadora e sua metodologia avaliativa: o caso da disciplina tecnologias da informação. Antonio Wagner Chacon Silva, Jefferson Veras Nunes.
La producción científica latinoamericana desde una mirada poscolonial. Nancy Sánchez-Tarragó, Leilah Santiago Bufrem, Raimundo Nonato Macedo dos Santos.
Knowledge Graph e a significação: novos agenciamentos semióticos dos índices contemporâneos. Silvana Drumond Monteiro.
Web semantica, dados ligados e dados abertos: uma visão dos desafios do brasil frente às iniciativas. José Eduardo Santarem Segundo.
Museu e informação artística: a dimensão informacional e o horizonte da divulgação em museus de arte. Julia Nolasco L. de Moraes.
"O Inhotim que o outro Inhotim engoliu”: museu, silêncio e transfiguração de memórias. Luiz Carlos Borges.
Informação, memória e processos curatoriais: disrupções e diafanizações nos museus de história natural. Sabrina Damasceno Silva, José Mauro Loureiro.
Mídia e as informações sobre o patrimônio cultural e a cidade. Valdir José Morigi, Luis Fernando Herbert Massoni.
Implementando o prontuário eletrônico openehr em sistemas gestores de conteúdo: uma aproximação. Christiano Pereira Pessanha, Marcello Peixoto Bax.

Os documentos podem ser acessados no URL:

Arquivo de Garcia Marques será digitalizado

Fonte: O Globo. Data: 5/01/2016.
A Universidade do Texas, em Austin, anunciou na segunda-feira que vai digitalizar mais de 24 mil páginas do arquivo de Gabriel García Márquez. O autor colombiano, vencedor do Nobel de Literatura em 1982, morreu em 2014.
A entidade anunciou que o trabalho será possível graças a uma verba de US$ 126 mil (cerca de R$ 500 mil) doada pelo Conselho de Recursos para Documentação e Informação.
O projeto levará 18 meses e deve começar apenas em junho. Serão escaneados manuscritos, cadernos de notas, bloquinhos, rascunhos e fotografias. O material, que vai de 1950 a 2013, ficará acessível na internet.
Em 2014, a Universidade havia anunciado a aquisição do arquivo. Em outubro do ano passado, ele havia sido aberto para pesquisadores. Atualmente, apenas uma pequena parte da coleção está disponível na internet.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/livros/arquivo-de-garcia-marquez-comecara-ser-digitalizado-em-junho-18412545#ixzz3wwSkZDR6

Tupã (SP): biblioteca oferece acervo com mais de 36 mil livros

Fonte: Interativa.Fm Data: 7/01/2016.
URL: http://interativa.fm/2016/01/biblioteca-oferece-acervo-com-mais-de-36-mil-livros-aos-tupaenses/
A Biblioteca Municipal Professor Tobias Rodrigues de Tupã contém um acervo com exatamente 36.170 mil livros disponíveis para a população. Para os amantes da leitura, no período de férias a biblioteca pode ser uma opção de lazer.
Segundo Tarciso Mendes, bibliotecário, além de gibis, áudio books, mapas e livros tradicionais e para pesquisas, o acervo conta com livros para deficientes visuais em braile. “Nós temos desde grandes clássicos internacionais, bem como da literatura nacional como Monteiro Lobato. Além disso, também temos 80 livros falados”, disse.
A biblioteca conta com acervo infantil e juvenil, e o espaço é propício para receber leitores de todas as idades. Outro serviço diferenciado é a Árvore de Livros, que são livros digitais disponibilizados para a população.
Para o empréstimo de qualquer um desses livros, o usuário deve fazer um cadastro na biblioteca levando documento com foto e um comprovante de residência de Tupã, aos menores de 16, é necessário a autorização do responsável para a criação da carteirinha. Vale destacar que todos os serviços são totalmente gratuitos.

A biblioteca está localizada na avenida Tamoios, 1685. O telefone para contato é 14 3491-3015. O horário de atendimento é das 7h às 13h

10 de jan. de 2016

Rio: bibliotecas estão abandonas, diz sindicato

Autoria: Armando Cardoso.
Fonte: Agência Brasil. Data: 03/01/2016.
Apesar de a prefeitura do Rio de Janeiro ter assumido parte dos custos das bibliotecas parque da cidade até o fim de 2016, projeto do governo do estado, os equipamentos de responsabilidade do Poder Executivo municipal estão abandonados. A denúncia é do Sindicato dos Bibliotecários do Estado do Rio de Janeiro (Sindib-RJ).
Segundo a presidenta da entidade, Luciana Manta, a prefeitura sucateou o sistema de bibliotecas e transferiu os equipamentos da Secretaria de Cultura para a de Educação, além de extinguir outras.
“Caso da Biblioteca de Santa Teresa, que foi extinta de fato, mas que só não fechou as portas pela insistência da Associação de Moradores e Amigos de Santa Teresa (Amast) e pelo apoio do Sindib-RJ no movimento criado na época. Hoje, a biblioteca funciona sem verba, sucateada e sem segurança, já que não existe por ter sido extinta”.
A Secretaria Municipal de Cultura foi procurada pela Agência Brasil, mas não respondeu às ligações. No site da pasta, há uma lista de 12 bibliotecas populares do município, sendo que uma, na Gamboa, consta como fechada para obras.
A Biblioteca de Santa Teresa só não fechou as portas pela insistência da Associação de Moradores e Amigos de Santa Teresa (Amast)Tomaz Silva/Agência Brasil
A de Santa Teresa aparece na lista. A reportagem esteve no local e verificou que o lugar é pequeno, com cerca de 20 cadeiras e cinco estantes de livros, e exala forte cheiro de mofo.
O acervo conta com cerca de 5 mil livros, entre literatura infantil e adulto. A atendente informou que o local é frequentado por estudantes e moradores da área, mas que, no período de férias escolares, quando estivemos no local, não tem muita gente.
Na Biblioteca Popular Abgar Renault, localizada no interior do prédio da Prefeitura, na Cidade Nova, o acervo tem cerca de 10 mil livros e apenas uma mesa com quatro cadeiras. O local é acessado principalmente pelos funcionários da prefeitura.
Concurso e terceirização
De acordo com a presidenta da Sindib-RJ, há décadas estado e município não abrem concurso para bibliotecários. “São quase duas décadas sem concurso público para bibliotecários no âmbito da Secretaria de Educação. O Estado não abre concurso para a Secretaria de Cultura há mais de 25 anos, sem falar na pasta da Educação, que nunca fez concurso. Os bibliotecários lotados na secretaria foram do concurso para Fundação de Apoio a Educação Pública [FAEP] e, com a extinção do órgão, acabaram vinculados à SEE-RJ”.
Para Luciana, a intenção é terceirizar os serviços, como ocorre com as bibliotecas parque do estado, cuja administração é feita pela Organização Social (OS) Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG). “O IDG não cumpre a lei que institui os pisos no estado e que deveria ser seguida em todos os editais para contratação de empresa prestadora de serviço. Ela aplica-se também à administração indireta, inclusive às organizações sociais contratadas pelo Poder Público. Encaminhamos ofício ao IDG, mas ainda não obtivemos resposta. O caminho será a justiça. ”
Integrante do Movimento Abre Biblioteca Rio, o bibliotecário Chico de Paula questiona o modelo de gestão via OS para as bibliotecas parque. “Como o estado do Rio de Janeiro não realiza concurso para bibliotecário há cerca de 30 anos, acaba contratando uma organização social. Não vou entrar no mérito, mas o fato é que terceirizado é precário. Tanto que o governo pode não repassar a verba e, da noite para o dia, despedir todo mundo, como corremos o risco agora”.
Segundo ele, a terceirização só é permitida para atividades meio. “A terceirização nas bibliotecas parque é uma piorada. Pela legislação, somente as atividades meio é que podem ser terceirizadas. Poderia a segurança e o pessoal de limpeza, nunca os bibliotecários, jornalistas e historiadores. Mas como é contratação por uma organização social, ela terceiriza até a atividade fim."
O IDG foi procurado e informou que apenas a Secretaria de Estado de Cultura pode se pronunciar sobre o assunto. A superintendente da Leitura e do Conhecimento da secretaria, Vera Schroeder, explicou que os profissionais que trabalham nas bibliotecas parque não são concursados justamente porque são contratados via OS.
“ Se você for estudar esse modelo de gestão via OS, pode ter crítica, achá-lo ele insuficiente ou não tão bom, mas um contrato de gestão não é um contrato de terceirização de um serviço. Muito pelo contrário, esse modelo já existe no Brasil há algum tempo. A acusação de não ter concurso para trabalhar nas bibliotecas parque é totalmente incorreta. O que deveria ser cobrado é um concurso dentro do próprio estado para contratar museólogos, bibliotecários e produtores culturais. Aí eu concordaria", afirmou a superintendente.

Conforme Vera, o país também não consegue formar profissionais de biblioteconomia em número suficiente para suprir a demanda dos espaços de leitura do Brasil, o que acaba levando pessoas com outras formações a gerirem algumas bibliotecas, prática proibida por lei.

Bolsas da IFLA

Programa de Bolsas para profissionais em Início de carreira- 2017 Jay Jordan IFLA / OCLC. Até cinco indivíduos são selecionados a cada ano para a participação neste Programa de Bolsas de quatro semanas intensivas baseadas na sede da OCLC em Dublin, Ohio, EUA. O programa oferece oportunidades para se reunir com líderes profissionais de informação e explorar tópicos, incluindo as tecnologias da informação, operações e gerenciamento de bibliotecas e biblioteconomia cooperativa global. Data limite para inscrições: 12 de fevereiro de 2016. Detalhes no URL: www.ifla.org

Novo número: "Informação e Tecnologia"

Acaba de ser publicado o v. 2, n. 1, 2015, da revista “Informação & Tecnologia”.
Abaixo o sumário desse número.
Editorial. Guilherme Ataíde Dias.
Pontos de vista
·         Novas Perspectivas e Diálogos para a Arquivologia:  Tecnologias e Ciências Jurídicas (5-22). Américo Augusto Nogueira Vieira, Josemar Henrique de Melo, Marcílio Toscano Franca Filho, Ademir Clemente.
Artigos de pesquisa
·         Há Futuro para as Bibliotecas de Pesquisa no Ambiente de eScience? (23-45). Luana Farias Sales, Luis Fernando Sayão.
·         Ciência da Informação, Imagem e Tecnologia (46-58). Ana Carolina Simionato, Júlio Afonso Sá de Pinho Neto, Plácida Leopoldina Ventura Amorim da Costa Santos.
·         Análise do Modelo de Dados SKOS: Sistema de Organização do Conhecimento Simples para a Web (59-72). Rogério Aparecido Sá Ramalho.
·         Políticas de Formatos de Arquivos para Objetos de Aprendizagem: Preservação Digital no Saber Tecnologias Educacionais e Sociais (73-90). Vildeane da Rocha Borba, Sandra de Albuquerque Siebra, Marcos Galindo, Josiane Lemos Machiavelli, Cristine Martins Gomes Gusmão.
·         Quão Estratégica Pode Ser a Gestão Arquivística de Documentos? Aportes da Arquitetura Corporativa (91-107). Fernando Hadad Zaidan, Marco Aurélio S. Mendes, Marcello Peixoto Bax.

Os textos podem ser acessados no URL:


Melhorias no "MeSH Thesaurus"

O “Medical Subject Headings” é o vocabulário controlado da National Library of Medicine (NLM) e que, anualmente, realiza atualizações. A NLM usa o MeSH para indexar artigos de milhares de periódicos biomédicos para a base de dados MEDLINE/PubMed, bem como na catalogação de livros, documentos e audiovisuais adquiridos pela biblioteca.
Para a edição de 2016 foram realizadas as seguintes alterações:
- 438 novos descritores foram adicionados;
- 17 descritores foram substituídos por terminologia mais moderna;
- 9 descritores foram cancelados.
Assim, o MeSH passou a contar com:
- 27.883 descritores;
- 82 qualificadores.
Maiores detalhes no URL:

8 de jan. de 2016

Anuidade do Conselho de Biblioteconomia

Anuidade do Conselho de Biblioteconomia

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Senhor (a) Bibliotecário (a),

Comunicamos o envio do boleto bancário emitido pelo SICOOBCredijustra, referente ao pagamento da parcela única ou 1ª parcela da anuidade do exercício de 2016, de acordo com a Resolução nº 159/2015, do Conselho Federal de Biblioteconomia, publicada no DOU de 09/09/2015, Seção I, página 172 (anexa).

Informamos que o valor da anuidade é de R$ 406,41 (quatrocentos e seis reais e quarenta e um centavo), podendo ser pago integral com desconto ou parcelado em 05 (cinco) vezes, adotando o seguinte critério:

Integral com desconto de:
  • 15% até 31/01/2016 no valor de R$ 345,45;
  • 10% até 28/02/2016 no valor de R$ 365,77;
  • 05% até 31/03/2016 no valor de R$ 386,09.
Parcelado em 05 (cinco) parcelas de R$ 81,28 (oitenta e um reais e vinte e oito centavos), com vencimentos em 31/01/2016, 28/02/2016, 31/03/2016, 30/04/2016, 31/05/2016, sendo que as parcelas que vencem a partir de 31/03 terão seus valores acrescidos de atualização e juros. Alertamos os colegas para o parágrafo 2º do artigo 1º da Resolução nº 159/2015.

Esclarecemos que os profissionais que optarem pelo pagamento parcelado receberão as parcelas restantes nos meses de seus vencimentos.

Caso V.Sª. não receba o carnê para pagamento da citada anuidade até o dia 20/01/2016, favor  contatar a Secretaria deste Conselho pelos fones 61-32740345 / 32734684 ou pelo e-mail 
crb1@crb1.org.br, para emissão da 2ª via.

Ressaltamos que esta mensagem é direcionada somente aos profissionais que encontram-se registrados e ativos neste Conselho Regional de Biblioteconomia - 1ª Região.

Atenciosamente,

DIRETORIA DO CRB-1

Portugal: recomendações para bibliotecas universitárias

O Grupo de Trabalho das Bibliotecas do Ensino Superior (GT-BES) da Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas (BAD) apresenta as Recomendações para as Bibliotecas de Ensino Superior em Portugal. A publicação destas recomendações para 2016 tem a intenção de: 1º) explorar as áreas de intervenção que exigem atualmente às bibliotecas a definição de uma estratégia de ação efetiva e imediata, 2º) potenciar a cooperação entre profissionais de bibliotecas de ensino superior, e 3º) promover a atualização de competências e de métodos de trabalho dos profissionais de informação.
O GT-BES da BAD teve oportunidade de apresentar as recomendações para discussão pública no 12º Congresso da BAD realizado em outubro de 2015 na Universidade de Évora. Resultado do trabalho do grupo desenvolvido ao longo no ano e com o contributo da sessão de trabalho realizada no Congresso BAD, o grupo vem agora apresentar estas recomendações para 2016 que se destinam a todos os profissionais de informação das bibliotecas de ensino superior nacionais, bem como às estruturas de tutela das instituições de ensino superior.
As 10 recomendações focam-se essencialmente em quatro vertentes da ação das bibliotecas: o apoio ao ensino e aprendizagem, especificamente na promoção das competências de literácia de informação; o suporte às atividades de investigação e de publicação científica; a gestão organizacional de parcerias e de projetos de cooperação entre bibliotecas; a concepção e disponibilização de serviços, sistemas e espaços que facilitem e potenciem a aprendizagem e a descoberta e gestão da informação.
  1. Reafirmar a relevância das competências de literácia da informação na comunidade académica.
  2. Desenvolver competências dos profissionais das bibliotecas para apoio às atividades de ensino e aprendizagem.
  3. Apoiar projetos editoriais de publicação académica e científica.
  4. Assegurar repositórios institucionais alinhados com os padrões de interoperabilidade e preservação.
  5. Criar serviços de apoio à gestão de dados científicos.
  6. Potenciar o papel da biblioteca no apoio à investigação.
  7. Fomentar parcerias com estruturas de apoio à comunidade académica.
  8. Promover e facilitar o acesso às fontes de informação.
  9. Reinventar e potenciar os espaços das bibliotecas.
  10. Aprofundar redes de colaboração entre profissionais e instituições.

Biblioteca histórica da Igreja de Itu (SP)

Fonte: Itu.com
Data:
URL: www.itu.com.br/nossa-cidade/noticia/biblioteca-historica-identifica-periodicos-do-acervo-20151229
Entre os meses de setembro e novembro de 2015 os trabalhos de organização da Biblioteca Histórica da Igreja do Bom Jesus estiveram focados na identificação dos periódicos do acervo. Dezenas de revistas católicas e da cultura geral foram separadas, acondicionadas e classificadas por datas de publicação. O projeto é dirigido pela Bibliotecária voluntária, Prof. Maria Cristina Monteiro Tasca, que tem dedicado um tempo à organização desse precioso acervo.

Grande número de exemplares da revista Mensageiro do Coração de Jesus, fundada em Itu em 1896, foi identificado. A biblioteca está localizada exatamente onde foram as oficinas da revista, entre 1896 e 1927. O acervo já está servindo a pesquisadores. Em novembro houve duas pesquisas para estudos de doutorado em Linguística e para montagem de mostra no acervo do Museu da Música – Itu.



2 de jan. de 2016

Novo número: Informação e Sociedade

Acaba de sair o v. 25, n. 3, 2015, da revista “Informação & Sociedade”.
Sumário
Editorial
Efemérides de um ano marcante. Gustavo Henrique de Araújo Freire, Isa Maria Freire.
Artigos de Revisão
Modelos de negócios de livros eletrônicos para bibliotecas. Raquel Pereira Costa, Murilo Bastos da Cunha,
O grupo focal na Ciência da Informação.  Bárbara Martins Zaganelli, Moises André Nisenbaum, Karla dos Santos Guterres Alves, Sarah Barreto Marques, Gilda Olinto.
Memórias Científicas Originais
Relatos de Pesquisa
Comunicação científica: reflexões sobre o conceito. Rita de Cássia do Vale Caribé.
A representação temática no contexto da web semântica.  Maria Elisabete Catarino, Brígida Maria Nogueira Cervantes, Ilza Andrade de Almeida.
Mobile augmented reality interaction: an approach to the phenomenonJavier Fombona, Victor Coto, David Caldevilla.
Cultura informacional: uma proposta de modelo com foco organizacional. Leonardo Barbosa de Moraes, Ricardo Rodrigues Barbosa.
Formas de compartilhamento de informações e do conhecimento na cooperação internacional de pesquisadores. Fernanda Cristina Barbosa Pereira Queiroz, Helena de Fátima Nunes Silva, Carlos Olavo Quandt.
Brazilian Model of Library and Information Studies in the Bachelor's level . Chaim Zins, Plácida L. V. Amorim da Costa Santos.
Comunicações de Trabalhos/Pesquisas em Andamento
Implantação da Biblioteca no Cárcere: desafios e possibilidades.  Leni Beatriz Colares, Catia Rejane Lindemann.

Os textos completos dos documentos podem ser acessados no URL: