12 de jul. de 2012

Universia oferece acesso a obras literárias


Fonte: Correio Braziliense (Brasília, DF). Data: 6/07/2012.
URL: http://www2.correioweb.com.br/euestudante//noticias.php?id=30789
Está disponível no site da rede de colaboração universitária Universia Brasil o download gratuito de várias obras literárias cobradas nos 20 maiores vestibulares do Brasil.
Além disso, para aqueles que provavelmente não terão tempo para ler todos os livros, mas precisam se inteirar sobre as obras, a rede também oferece o resumo das leituras, com importantes dicas que podem ser cobradas nas provas, como linguagem utilizada, informações do autor, resumos dos personagens, da trama, desfecho, entre outras.
Ricardo Fasti, diretor da Universia Brasil, afirma que o serviço foi pensado para auxiliar o aluno neste período importante de decisões. “Essa é uma chance para que os vestibulandos encontrem com rapidez e facilidade tudo que precisarão ler num lugar só, o que facilita muito”, diz Fasti.
Para baixar os livros ou os resumos, basta acessar o portal da rede Universia Brasil.
Confira abaixo a lista de livros disponíveis para download:
- Auto da barca do inferno, de Gil Vicente (USP, UNICAMP)
- A cidade e as serras, de Eça de Queirós (USP, UNICAMP)
- Memórias de um Sargento de Milícias, de Manuel Antônio de Almeida (USP, UNICAMP)
- Iracema, de José de Alencar (USP, UNICAMP)
- Dom Casmurro, de Machado de Assis (USP, UNICAMP, UFPE, UFPR)
- O Cortiço, de Aluísio Azevedo (USP, UNICAMP)
- Inocência, de Visconde de Taunay (Alfredo d’Escragnolle Taunay) (UFPR)
- O Primo Basílio, de Eça de Queirós (UFPE, UFRGS)
- Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis (UFRGS, UEG)
- Mestre, Meu Mestre Querido!; Ao Volante do Chevrolet pela Estrada de Sintra; Grandes São os Desertos, e Tudo é Deserto; Lisboa com suas Casas; Todas as Cartas de Amor São; Ode Triunfal; Lisbon Revisited (1923); Tabacaria; Aniversário; Poema em linha reta, poemas de Álvaro de Campos, heterônimo de Fernando Pessoa. (UFRGS)
- Espumas Flutuantes, de Castro Alves (UEL)
- O Bom-Crioulo, de Adolfo Caminha (UEL)
- A Capital Federal, de Artur Azevedo (UEL)
- A Confissão de Lúcio, de Mario de Sá-Carneiro (UEL)
- Contos Gauchescos, de João Simões Lopes Neto (UEL)
- Helena, de Machado de Assis (UFJF)
- Lira dos Vinte Anos, de Álvares de Azevedo (UFJF)
- Civilização e Singularidades de uma rapariga loira, de Eça de Queirós (UFJF)
- Poesias Selecionadas, de Gregório de Matos

Nota:

URL da biblioteca digital: http://livros.universia.com.br/tag/livro/

Google digitaliza livros da Biblioteca Britânica


Fonte: TVI24.
URL: www.tvi24.iol.pt/tecnologia/google-biblioteca-britanica-leitores-titulos-online-tvi24/1261581-4069.html
A Biblioteca Britânica e a empresa Google anunciaram esta segunda-feira uma parceria para digitalizar 250 mil livros do acervo da imponente biblioteca.
Segundo a BBC, o projeto vai disponibilizar 40 milhões de páginas escritas entre 1700 e 1870 online.
A consulta viabiliza que investigadores e estudantes de todo o Mundo, que até aqui não tinham acesso à estrutura física da biblioteca que se situa no Reino Unido, possam agora consultar vários milhares de obras da Biblioteca Britânica.
Uma vez digitalizados, os textos podem ser copiados, compartilhados e lidos através do programa «Google Books».
O projeto é inteiramente financiado pelo Google.

5 de jul. de 2012

Trabalho apresentados na 16th International Conference on Electronic Publishing


Os trabalhos apresentados na 16th International Conference on Electronic Publishing (ElPub 2012), realizada em Guimarães (Portugal), nos dias 14-15 de junho de 2012, podem ser consultados no URL:
No repositório digital ELPUB [URL: http://elpub.scix.net/cgi-bin/news/Show?_id=1&sort=TIME&search=&hits=8] podem ser consultados todos os trabalhos desse evento.

E-books ajudam editoras a entender hábitos do leitor


Autora: Alexandra Alter.

Fonte original: Wall Street Journal. Fonte brasileira: Valor Econômico.

O leitor típico leva apenas sete horas para ler o último livro da trilogia "Jogos Vorazes" no leitor digital Kobo - cerca de 57 páginas por hora. Quase 18.000 leitores que usaram o Kindle, da Amazon.com, marcaram a seguinte frase do segundo tomo da série de Suzanne Collins: "Porque, às vezes, acontecem coisas com as pessoas com as quais elas não estão preparadas para lidar". Já no Nook, o leitor digital da Barnes & Noble, a maior rede americana de livrarias, a primeira coisa que a maioria dos leitores faz ao terminar o primeiro volume da trilogia é baixar o segundo.
Antigamente, nem editora nem autor tinham como saber o que acontece quando um leitor senta para ler um livro. Desiste depois de três páginas? Ou termina o livro em uma sentada? A maioria pula a introdução? Ou a lê com interesse, sublinhando trechos e fazendo anotações nas margens?
Isso mudou. O livro eletrônico - o "e-book" - abriu uma janela para a história por trás das cifras de vendas, revelando não só quanta gente compra um determinado livro, mas com que intensidade a obra foi lida.
Se der para saber que um livro é longo demais e que é preciso ser mais rigoroso no corte, eu, pessoalmente, adoraria ter essa informação', diz o escritor Scott Turow
Durante séculos, a leitura foi, basicamente, um ato solitário e privado, uma troca íntima entre o leitor e as palavras impressas no papel. Mas a popularização do livro digital provocou uma profunda mudança na modo como se lê, transformando a atividade em algo mensurável - e de caráter quase público.
Os principais nomes no setor de e-books - Amazon, Apple e Google - podem facilmente saber o quanto um leitor já avançou no livro, quanto tempo dedica à leitura e que palavras usou na pesquisa para encontrar a obra. Aplicativos de leitura para tablets como iPad, Kindle Fire e Nook registram quantas vezes o leitor abre o aplicativo e quanto tempo passa lendo. Varejistas, e certas editoras, começam agora a digerir esses dados, que renderão uma visão sem precedentes da relação do público com livros.
O meio editorial sempre perdeu para o resto da indústria de entretenimento na hora de determinar gostos e hábitos do consumidor. Na televisão, produtores testam incessantemente novos programas em grupos de discussão; estúdios de cinema submetem filmes a uma bateria de testes e alteram o produto final com base na reação do público. Já no mundo editorial, a satisfação do leitor até aqui era avaliada com dados de vendas e resenhas - o que dá uma medida "post mortem" do êxito, mas não ajuda a influenciar ou a prever o sucesso. Isso começa a mudar à medida que editoras e livreiros vasculham a montanha de dados a seu dispor e que mais firmas tecnológicas entram no negócio.
A Barnes & Noble, dona do leitor digital Nook e de 25% a 30% do mercado de livros eletrônicos nos Estados Unidos, começou há pouco a estudar os hábitos de leitura digital do público. Dados colhidos via Nook revelam, por exemplo, até onde o leitor chega em um determinado livro e qual a relação de leitores deste ou daquele gênero com o livro. Jim Hilt, diretor de e-books da empresa, diz que a Barnes & Noble já começa a dividir suas descobertas com editoras para ajudá-las a criar livros que prendam mais a atenção das pessoas.
Para a empresa, que busca uma fatia ainda maior do mercado eletrônico, há muito em jogo. No último ano fiscal, as vendas do Nook subiram 45% e a de livros digitais para o aparelho, 119%. No todo, a Barnes & Nobble faturou US$ 1,3 bilhão com Nooks e e-books, em comparação com US$ 880 milhões no ano anterior. A Microsoft há pouco pagou US$ 300 milhões por uma fatia de 17,6% do Nook.
Hilt, diz que a empresa ainda está "nos estágios iniciais de um profundo [processo] de análise" e está vasculhando "mais dados do que poderia usar". Mas toda essa informação - reunida por grupos de leitores, não individualmente - já rendeu dados úteis. Algumas simplesmente confirmam o que o varejo já sabia só de examinar listas de best-sellers. Um exemplo: quem usa o Nook para ler o primeiro livro de uma série infanto-juvenil popular como a "Divergente", da escritora Veronica Roth (que a Rocco lança no Brasil em novembro), tende a emendar a leitura de um tomo com a do seguinte, quase como se estivesse lendo um único romance.
Graças à análise de dados gerados pelo Nook, a Barnes & Noble já descobriu que se o livro é de não ficção a leitura tende a ser intermitente, que um romance costuma ser lido de uma só vez e que livros de não ficção tendem a ser abandonados antes. Fãs de ficção científica, romances populares e policiais costumam ler mais obras, e mais depressa, do que leitores de ficção literária.
São revelações que já estão influenciando o tipo de obra que a Barnes & Noble vende no Nook. Hilt diz que quando os dados mostraram que o leitor volta e meia não chega ao fim de longas obras de não ficção, a empresa buscou maneiras de envolver mais o leitor de não ficção e longos ensaios jornalísticos. Daí veio a ideia de lançar a coleção "Nook Snaps", com obras curtas sobre temas variados como religião e o movimento Ocupe Wall Street.
Saber exatamente em que ponto o leitor se cansa também poderia ajudar editoras a criar edições digitais com mais firulas - um vídeo, um link ou algum outro recurso multimídia, diz Hilt. Daria para saber, por exemplo, que o interesse em uma série de ficção está caindo se leitores que compraram e devoraram os dois primeiros volumes de repente perdem o pique para ler novos tomos da série, ou simplesmente desistam.
"A maior tendência que estamos tentando descobrir é em que ponto ocorre esse abandono com determinados tipos de livro e o que daria para fazer com as editoras para evitá-lo", explica Hilt. "Se pudermos ajudar escritores a criar livros ainda melhores do que hoje, todo mundo ganha".
Tem escritor que adora a ideia. O romancista Scott Turow diz que sempre achou frustrante a incapacidade do setor de estudar a base de clientes. "Quando reclamei a um dos meus editores que, depois de tanto tempo publicando, ele ainda não sabia quem comprava meus livros, ele respondeu: 'E aí? Ninguém no meio editorial sabe.'". Turow, que é presidente da associação dos escritores dos EUA, a Authors Guild, acrescenta: "Se der para saber que um livro é longo demais e que é preciso ser mais rigoroso no corte, eu, pessoalmente, adoraria ter essa informação".
Outros temem que esse apego a dados acabe impedindo o escritor de assumir o risco da criação - risco que produz a grande literatura. Um livro "pode ser excêntrico, do tamanho que tiver de ser e, nesse quesito, o leitor não devia meter o bedelho", diz Jonathan Galassi, diretor de operações da editora Farrar, Straus & Giroux. "Não vamos encurtar 'Guerra e Paz' só porque alguém não conseguiu chegar ao fim".
A Amazon, em particular, tem uma vantagem na arena: por ser, ao mesmo tempo, varejista e editora, tem condições únicas de usar dados que coleta sobre os hábitos de leitura de clientes. Não é segredo que a Amazon e outras lojas de livros digitais coletam e guardam informações sobre o consumidor - que livros comprou, que livros leu. Usuários do Kindle assinam um termo que autoriza a empresa a armazenar dados gerados pelo aparelho - incluindo a última página lida pelo usuário, além de seus marcadores, observações e anotações - em servidores da empresa.
A Amazon consegue saber que trechos de livros digitais são populares com o público leitor - e exibe parte dessa informação publicamente em seu site.
"Vemos isso como a inteligência coletiva de todas as pessoas que leem pelo Kindle", diz Kinley Pearsall, porta-voz da Amazon.
Certos defensores da privacidade acham que quem lê um livro eletrônico devia ter a garantia de que seus hábitos de leitura digitais não serão registrados. "Há um ideal na sociedade de que o que alguém lê não é da conta de ninguém", diz Cindy Cohn, diretora jurídica da Electronic Frontier Foundation, uma ONG que defende direitos e a privacidade do consumidor. "Hoje, não há nenhuma maneira de dizer à Amazon que eu quero comprar um livro [no site], mas não quero que xeretem o que estou lendo".
A Amazon não quis comentar a análise e o uso que faz de dados coletados via Kindle.
A migração para o livro digital deflagrou uma verdadeira corrida entre novas empresas de tecnologia interessadas em faturar com a montanha de dados reunida por leitores digitais e aplicativos de leitura. A Kobo, que fabrica leitores, tem um serviço que armazena 2,5 milhões de livros e conta com mais de oito milhões de usuários, verifica quantas horas os leitores dedicam a este ou àquele título e até onde avançam na leitura.
Certas editoras já estão começando a testar digitalmente livros antes de lançar a versão impressa. Mas poucas foram tão longe quanto a Coliloquy. A editora digital, que vende pelo Kindle, pelo Nook e em leitores com sistema Android, tem um formato - o "escolha sua própria aventura" - que permite ao leitor alterar personagens e tramas. Engenheiros da empresa consolidam os dados obtidos de seleções feitas por leitores e mandam o resultado para o autor, que pode ajustar a trama dos próximos livros para refletir a opinião do público.
"Queríamos criar um mecanismo de feedback que até então não existia entre escritor e leitor", diz Waynn Lue, engenheiro da computação que é um dos fundadores da Coliloquy.

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4 de jul. de 2012

Biblioteca Comunitária será reinaugurada em Congonhas


Fonte: Jornal da Cidade. Data: 2/07/2012.
Na próxima sexta-feira, 6, acontecerá a reinauguração da Biblioteca Comunitária  “Ler é Preciso Mestre Aleijadinho”, a partir das 10h. A biblioteca fica à Rua São João Del Rei, nº 193, Bairro Cristo Rei, e contará com uma programação cultural aberta ao público.
Programação Cultural
10h - Apresentação teatral com o Grupo de Teatro “Cá entre Nós”.
14h – "Roda de Histórias" com as funcionárias da Biblioteca Pública Júnia e Adriane.
15h - Apresentação teatral com o Grupo de Teatro “Pés Descalços”.

Memorial do amor


Fonte: O Globo. Data: 02/07/2012.
Autor: Ricardo Viel.
No dia 18 de junho de 2011, em uma cerimônia que lembrou o primeiro ano da morte do Nobel português José Saramago, os restos do escritor foram depositados em frente à Casa dos Bicos, na Baixa de Lisboa. Nesse prédio de quatro andares e cinco séculos de história funciona a sede da Fundação José Saramago. Ali estão a biblioteca e o acervo pessoal do escritor. O local foi aberto ao público no último dia 13 e servirá como espaço para exposições, lançamento de livros, exibição de filmes e realização de palestras. Mais do que cuidar do legado do Nobel, a fundação presidida pela espanhola Pilar del Río tem por objetivo servir de centro cultural. Depois da morte do marido a jornalista pediu e obteve a nacionalidade portuguesa, e se mudou a Lisboa para comandar a fundação de perto.

3 de jul. de 2012

Informação pública e as bibliotecas


Autor: Luís Milanesi
Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 1/07/2012.
O papel da biblioteca não deve ser só emprestar livros, ainda mais com a internet. Ela pode servir ao cidadão promovendo a Lei de Acesso à Informação
"É letra morta?", perguntou-se depois que a Lei de Acesso à Informação entrou em vigor.
A expressão vai das resistências dadas pelo mandonismo político que embaralha o público com o privado à exequibilidade da lei por falta de ferramentas adequadas.
Se houver o desejo de saber, como proceder para ter a resposta?
Prestar informação é difícil quando não existe a infraestrutura necessária para isso, como não é possível escoar a produção agrícola sem boas estradas.
Esse déficit de meios para informar não poderá ser resolvido em curto prazo, principalmente porque informação pode ser percebida como menos necessária que o feijão.
Os administradores quantificam os prejuízos pela falta de boas estradas. Raramente fazem isso quando se trata do valor da informação. Quanto vale uma biblioteca que propicia à população o conhecimento que lhe seja necessário? O projeto de Mário de Andrade para as bibliotecas paulistanas, em 1935, que ele sonhava como centros de informação e cultura, foi rara exceção no deserto de séculos e se perdeu.
Em 1982, no governo Montoro, foi criado o Sistema de Bibliotecas Públicas do Estado de São Paulo. No ânimo da "abertura" política, ousou-se com um projeto que dava uma nova dimensão às bibliotecas públicas, valorizando-as como centros de informação e cultura.
De acervos quase sempre precários para atender à demanda escolar, buscou-se um novo perfil: ser espaço para informar, discutir e criar. É desse período um fato inusitado: o prefeito de uma pequena cidade paulista ergueu na praça da matriz um placar de madeira e lata com os números diários da contabilidade municipal.
Essa iniciativa tosca e comovente foi um indicador dos rumos que deveriam ser tomados por todos, inclusive pelas bibliotecas públicas. Era a ideia de "informação necessária" à pessoa e à coletividade como tarefa fundamental das bibliotecas.
Mas essa prática pouco prosperou. Persistiu a política do acervo literário como fim exclusivo, agora para um público cada vez menor. A pesquisa em enciclopédias de papel deu lugar ao copie e cole da internet. As bibliotecas municipais nesse modelo se tornaram obsoletas, repartições públicas de reduzido papel social e, progressivamente, sem função.
No entanto, prestar informações persiste como pedra angular da biblioteca pública. Como a unidade de entre informação e cultura mais frequente no Brasil, ela deverá ser atualizada, indo do século 19 ao século 21. E se não for por outros motivos, que seja para cumprir o que determina a lei: a "criação de serviços de informações ao cidadão".
Estudos para essa atualização das bibliotecas públicas já estão na pauta da Escola Politécnica associada à Escola de Comunicações e Artes da USP. Os obstáculos para concretizar esse objetivo são grandes, mas não intransponíveis, se houver vontade política para tanto.
As bibliotecas, com as ferramentas necessárias, poderão formar uma rede com milhares de pontos -portas para o conhecimento- importantes para que a lei seja letra viva, pois ela é um marco histórico que separa a indiferença da participação, o individualismo da cidadania.
Para que isso ocorra, será necessário acreditar na informação como alavanca para o desenvolvimento. Não só estradas para escoar a soja são necessárias, também as vias de informação que levam ao conhecimento. Aliás, quantas bibliotecas poderiam ser construídas com o valor de dez km de estrada asfaltada?

LUÍS MILANESI, doutor em ciências da comunicação, é professor de biblioteconomia na USP

Amazon deve chegar este ano ao país


Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 30/06/2012.
Autor: Por Esteban Israel.
A Amazon planeja abrir sua loja digital de livros no Brasil no quarto trimestre de 2012, buscando obter uma fatia no mercado on-line de rápido crescimento do país. A companhia quer conquistar um espaço na maior economia da região com seu tablet, o Kindle, e um catálogo de livros digitais em português, disseram representantes de editoras locais e uma fonte da indústria a par dos planos da empresa. A Amazon espera controlar 90% do mercado de e-books no Brasil, adicionou a fonte, parcialmente porque muitos brasileiros já baixam conteúdo de seu site utilizando dispositivos de leitura comprados no exterior. Brasileiros respondem por 1% do tráfego mundial aos sites da Amazon. Isso se compara a 2,3% no Reino Unido e 1,3% na Alemanha, onde a empresa já opera. Para adquirir fatia de mercado rapidamente no Brasil, a Amazon provavelmente venderá o Kindle a um preço subsidiado de R$ 500 (US$ 239) – três vezes mais caro que nos Estados Unidos, mas abaixo de produtos rivais no mercado brasileiro. A Amazon já assinou contrato com cerca de 30 editoras brasileiras e corre para estabelecer um portfólio de cera de 10 mil e-books até o Natal. (Reuters)

Biblioteca de São João del-Rei pede socorro


Fonte: Portal Uai. Data: 1/07/2012.
Autor: Walter Sebastião
O acervo sofre com fungos e bactérias
Quem está vivendo drama e pede socorro para salvar uma importante coleção de jornais mineiros é a Biblioteca Municipal Baptista Caetano de Almeida, de São João del-Rei. Inaugurada em 1827, é a primeira instituição pública no gênero em Minas Gerais. O acervo está se degradando devido à contaminação por fungos e bactérias, com as folha soltando pedaços. São cerca de quatro mil exemplares de cerca de 40 publicações, editadas entre 1829 e 1938, com títulos como Astro de Minas, O Imparcial, A Bigorna, O Collegial, A Caveira, Sentinella e A Gralha. Devido aos problemas, o acesso à coleção já foi interditado, assim como o processo de digitalização.
“Nossa prioridade é a restauração física das publicações”, afirma Rose Oliveira, bibliotecária da instituição, explicando que a biblioteca inicia luta para conseguir recursos para o projeto. “É material que, com riqueza de informações, constitui panorama histórico da passagem do século 19 para o 20”, explica. “Estamos vivendo situação gravíssima, com ameaça de perda completa dos originais, fontes primárias de informação para muitos pesquisadores”, completa. A bibliotecária avisa que não é muito diferente a situação de outros documentos que estão no local, como as Atas da Câmara Municipal de São João del-Rei, para os quais são necessários trabalhos semelhantes aos que pedem os jornais.
A biblioteca, conta o professor Sérgio Farnese, foi criada no âmbito de movimento por uma sociedade politécnica, com objetivo de ser meio de instrução da população. O nome Baptista Caetano d'Almeida é homenagem ao fundador e principal incentivador, que, em 24 de julho de 1824, encaminhou petição à Corte solicitando autorização para criar uma livraria pública. O primeiro acervo foi coleção dele. Em 1824, foram feitas as primeiras tentativas de inaugurar a biblioteca, mas o estado recusou-se a prover qualquer tipo de recurso para sua manutenção ou ampliação. Só em 1827 a biblioteca começou a funcionar, tendo como sede uma das salas da Santa Casa da Misericórdia. Baptista Caetano manteve a biblioteca até 1836, vindo a falecer em 1838, ficando o local aos cuidados da municipalidade.
História
“As autoridades e o patrimônio histórico precisam dar atenção à coleção de jornais da biblioteca. Não é só história de São João del-Rei, mas do Brasil. E até do mundo, quando se observa que são publicações editadas pela principal colônia do império português”, defende Sérgio Farnese. O impressionante número de jornais editados em São João del-Rei, para ele, revela o quanto a cidade, que os inconfidentes queriam transformar em capital, tinha vida social, econômica e intelectual ativa. O viajante inglês Robert Walsh, que passou por lá na época, não só registrou que a cidade tinha a primeira impressora de jornais do Brasil, como considerou que São João tinha maior dinamismo intelectual que São Paulo. No Colégio Santo Antônio estudaram João Guimarães Rosa, Otto Lara Resende e Paulo Mendes Campos.
Sérgio Farnese já fez pesquisa na coleção de jornais e também afirma que o material é muito rico de informações. Neles, exemplifica, há artigos do jovem Tancredo Neves até anúncio do compositor João da Mata (que tinha entre seus admiradores Carlos Gomes), vendendo partituras para comprar passagem para o Rio, onde esperava editar suas composições. “O meu medo é que tudo isso se perca”, alerta o professor, sem esconder incômodo “com a situação da biblioteca, que não recebe a atenção que merece”.

1 de jul. de 2012

Novo número: "Perspectivas em Gestão e Conhecimento"


Novo número: “Perspectivas em Gestão e Conhecimento”
Acaba de ser publicado o v. 2, n. 1, 2012, da revista “Perspectivas em Gestão & Conhecimento”. O seu sumário incluiu os artigos abaixo.
Editorial
  • PG&C: novo ano de comunicação de saberes e práticas sobre gestão e conhecimento (p. 1-2). Luciana Ferreira da Costa, Jorge de Oliveira Gomes.
Artigos de Revisão
  • Gerenciamento de informações em cadeias de prestação de serviços (p. 3-20). Fábio Favaretto.
  • Gestão do conhecimento em processos de transformação organizacional: o desenvolvimento da intimidade como fator facilitador (p. 21-35). Ricardo Alves Rabelo, Helio Aisenberg Ferenhof, Gregório Varvakis Rados, Paulo Mauricio Selig.
  • Planejamento criativo em instituições de longa permanência para idosos: estudo de caso em Foz do Iguaçu – PR (p. 36-51). Maria Luisa Trindade Bestetti, Tássia Monique Chiarelli.
  • Las nuevas tecnologías y reencuadramiento de paradigmas educativos (p. 52-69). Alessandro Marco Rosini, Adilaurinda Ribeiro de Oliveira.
  • El cuadro de mando integral como herramienta de gestión estratégica del conocimiento (p. 70-102). Patricia Rodrigues Quesado, Beatriz Aibar Guzmán, Lúcia Maria Portela Lima Rodrigues.
  • A representação do arquivista em obras de ficção: perspectivas do profissional sob o olhar do cinema e da televisão (p. 103-119). Alessandro Ferreira Costa, Eliane Bezerra Lima.
Relatos de Pesquisa
  • Reorganização burocrática, institucionalização e governança corporativa: um estudo em uma empresa de economia mista (p. 120-136). Odilardo Viana Avelar Jr.
  • Compartilhamento de conhecimento: um estudo de caso em uma instituição financeira (p. 137-154). José Geraldo Pereira Barbosa, Lucila Siqueira Incerti Monteiro, Jorge Augusto de Sá Brito e Freitas.
  • Gestão integrada para a qualidade: um estudo de caso no arquivo público do estado do Espírito Santo (p. 155-169). Luciane Scoto da Silva, Daniel Flores.
  • Metodologia científica: análise e reflexão sobre a eficácia dos resumos de artigos acadêmicos (p. 170-181). Claudia Abramczuk, Marcel Dilly, Ricardo Engelbert, Alexandre Reis Graeml.
  • Inteligência estratégica antecipativa: oportunidades para uma nova empresa de tecnologia da informação (p. 182-193). Priscila Coelho Silva, Edson Rodrigues Bicca.
  • A gestão e a engenharia do conhecimento aliadas na modelagem do conhecimento: análise sistêmica cesm e contextual commonkads de um repositório na web (p. 194-217). Cássio Frederico Moreira Druziani, Vinicius Medina Kern, Araci Hack Catapan.
Relatos de Experiência
  • A emergência da gestão do conhecimento para ancorar a excelência organizacional (p. 218-227). Rosane de Fátima Antunes Obregon, Gisele Vasconcelos Dziekaniak, Tarcisio Vanzin.

Perspectivas em Gestão & Conhecimento

Evento: Direito e Informação


Promoçao: Universidade do Porto. Faculdade de Direito.
Local: Porto (Portugal)
Data: 11 e 12 de outubro de 2012
Encontro científico que congrega especialistas portugueses e brasileiros das áreas do Direito e da Ciência da Informação, e que procura estreitar as relações académicas científicas e profissionais entre as duas áreas, discutindo problemáticas de interesse mútuo e que possam ser vistas numa perspetiva interdisciplinar.
Maiores informacoes:
Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Gabinete de Eventos, Comunicação e Imagem
Tel.: 226077123/05
E-mail: geci@letras.up.pt

Novo número: "Biblionline"


“Biblionline” acaba de publicar seu último número. Abaixo o sumário do v. 8, n. 1, 2012, com os artigos:
Editorial
Publicando com alunos de graduação e construindo o futuro com novos pesquisadores-aprendizes. Patrícia Maria Silva, Wagner Junqueira Araújo.
Artigos de revisão
Interfaces entre controle bibliográfico e recuperação da informação. Débora Adriano Sampaio, Alla Moanna Cordeiro de Souza, Ticiane Pereira Silva.
Relatos de pesquisa
Reflexões sobre o papel do bibliotecário de referência na transferência da comunicação científica. Cláudia Regina dos Anjos, Ana Paula da Cruz Calixto, Robson Dias Martins.
A mediação da informação na rede de bibliotecas do ministério público federal: um mapeamento sobre o uso dos serviços de referência online disponíveis no sistema Pergamum. Cleide Furtado Nascimento Dantas, Ana Carolina Oeiras Quaresma, Érik André de Nazaré Pires, Mikally Alves de Andrade Amanajás.
Formação empreendedora nos currículos dos cursos de biblioteconomia na região sul do Brasil. João Paulo Borges da Silveira.
Indexação automática de conteúdos na web: análise de sites de museus. Cínthia Holanda, Márcia Ivo Braz.
Usar ou não usar - qual a relevância das meta tags na recuperação da informação pelos mecanismos de busca? Gilvan Araújo de Oliveira, Wagner Junqueira Araújo.
Relatos de experiência
Ferramentas tecnológicas na representação descritiva de documentos: abordagem como conteúdo e como instrumentos. Hamilton Rodrigues Tabosa, Denyse Maria Borges Paes.
O papel do bibliotecário na implementação de repositórios institucionais. Eliane Apolinário Vieira, Talita Caroline Botelho Aleones da Silva.
Resumos de monografias
O marketing de produtos e serviços e a satisfação do usuário: um estudo de caso da Biblioteca Setorial de Ciências Agrárias da UFSCAR. Keila Souza Cruz.
Estresse e síndrome de burnout na atividade de bibliotecários: um estudo com os profissionais da Universidade Estadual do Piauí (UESPI). Lucas Veras de Andrade, Joimara Lima Santos.

O Biblionline está acessível no URL: http://www.biblionline.ufpb.br/

30 de jun. de 2012

Rede de bibliotecas públicas no Paraná


Fonte: Bem Paraná. Data: 29/06/2012.

URL: http://www.bemparana.com.br/noticia/221546/comeca-segunda-feira-processo-de-integracao-das-bibliotecas-publicas

A Biblioteca Pública do Paraná começa nesta segunda-feira (02) a implantação da rede de bibliotecas públicas. Até sexta-feira (06), as Divisões de Extensão e Informática, em parceria com a Pontifícia Universidade Católica do Paraná, promovem curso para bibliotecários de 21 cidades sobre o software Pergamum. Usado por mais de 5 mil bibliotecas públicas do país, o programa é uma ferramente de fácil utilização e facilitar o acesso a informações e o compartilhamento de dados.
A chefe do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas Municipais, Maria Marta Sienna, e a chefe da Divisão de Informática da BPP, Izabel Cristina de Souza, explicam que será formada uma grande rede informatizada em todo o Estado. O curso cumpre as metas do Plano Estadual do Livro, Leitura e Literatura do Paraná (PELLL/PR), instituído em outubro do ano passado e que prevê a promoção e a informatização de catálogos e acervos de bibliotecas, entre outras ações.
A PUC desenvolveu o Pergamum para gestão de bibliotecas, há 16 anos, e cedeu a licença do software à Biblioteca Pública - Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas Municipais. “Esse software permite que os bibliotecários saibam quais conteúdos existem nas unidades que utilizam o programa, o que resulta em um melhor serviço e atendimento aos usuários”, afirma Marcos Rogério de Souza, que atua no projeto Pergamum.
De acordo com o diretor da Biblioteca Pública do Paraná e Coordenador do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas Municipais, Rogério Pereira, a BPP já adota o software e todo o acervo está informatizado, o que facilita a localização de livros, periódicos e demais conteúdos.
Na segunda-feira (02), a partir das 9h, Rogério Pereira fará a palestra de abertura do curso, na Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, em Curitiba. Participam do treinamento 32 profissionais das cidades de Araucária, Assaí, Bandeirantes, Bela Vista do Paraíso, Cambé, Campo Mourão, Cascavel, Colombo, Fazenda Rio Frande, Guaraci, Ibiporã, Maringá, Paranaguá, Ponta Grossa, Rio Negro, Rolândia, São José dos Pinhais, Sertaneja, Telêmaco Borba, Tijucas do Sul e Toledo.

28 de jun. de 2012

Hábito de ler está além dos livros


Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 24/06/2012.
URL: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,-habito-de-ler-esta-alem-dos-livros-diz-um-dos-maiores-especialistas-em-leitura-do-mundo,891006,0.htm

Um dos maiores especialistas em leitura do mundo, o francês Roger Chartier destaca que o hábito de ler está muito além dos livros impressos e defende que os governos têm papel importante na promoção de uma sociedade mais leitora.

O historiador esteve no Brasil para participar do 2º Colóquio Internacional de Estudos Linguísticos e Literários, realizado pela Universidade Estadual de Maringá (UEM). Em entrevista à Agência Brasil, o professor e historiador avaliaram que os meios digitais ampliam as possibilidades de leitura, mas ressaltou que parte da sociedade ainda está excluída dessa realidade. “O analfabetismo pode ser o radical, o funcional ou o digital”, disse.

 

Agência Brasil: Uma pesquisa divulgada recentemente indicou que o brasileiro lê em média quatro livros por ano (a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, divulgada pelo Instituto Pró-Livro em abril). Podemos considerar essa quantidade grande ou pequena em relação a outros países?

Roger Chartier: Em primeiro lugar, me parece que o ato de ler não se trata necessariamente de ler livros. Essas pesquisas que perguntam às pessoas se elas lêem livros estão sempre ignorando que a leitura é muito mais do que ler livros. Basta ver em todos os comportamentos da sociedade que a leitura é uma prática fundamental e disseminada. Isso inclui a leitura dos livros, mas muita gente diz que não lê livros e de fato está lendo objetos impressos que poderiam ser considerados [jornais, revistas, revistas em quadrinhos, entre outras publicações]. Não devemos ser pessimistas, o que se deve pensar é que a prática da leitura é mais frequente, importante e necessária do que poderia indicar uma pesquisa sobre o número de livros lidos.

Agência Brasil: Hoje a leitura está em diferentes plataformas?

Chartier: Absolutamente, quando há a entrada no mundo digital abre-se uma possibilidade de leitura mais importante que antes. Não posso comparar imediatamente, mas nos últimos anos houve um recuo do número de livros lidos, mas não necessariamente porque as pessoas estão lendo pouco. É mais uma transformação das práticas culturais. É gente que tinha o costume de comprar e ler muitos livros e agora talvez gaste o mesmo dinheiro com outras formas de diversão.

Agência Brasil: A mesma pesquisa que trouxe a média de livros lidos pelos brasileiros aponta que a população prefere outras atividades à leitura, como ver televisão ou acessar a internet.

Chartier: Isso não seria próprio do brasileiro. Penso que em qualquer sociedade do mundo [a pesquisa] teria o mesmo resultado. Talvez com porcentagens diferentes. Uma pesquisa francesa do Ministério da Cultura mostrou que houve uma redistribuição dos gastos culturais para o teatro, o turismo, a viagem e o próprio meio digital.

Agência Brasil: Na sua avaliação, essa evolução tecnológica da leitura do impresso para os meios digitais tem o papel de ampliar ou reduzir o número de leitores?

Chartier: Representa uma possibilidade de leitura mais forte do que antes. Quantas vezes nós somos obrigados a preencher formulários para comprar algo, ler e-mails. Tudo isso está num mundo digital que é construído pela leitura e a escrita. Mas também há fronteiras, não se pode pensar que cada um tem um acesso imediato [ao meio digital]. É totalmente um mundo que impõe mais leitura e escrita. Por outro lado, é um mundo onde a leitura tradicional dos textos que são considerados livros, de ver uma obra que tem uma coerência, uma singularidade, aqui [nos meios digitais] se confronta com uma prática de leitura que é mais descontínua. A percepção da obra intelectual ou estética no mundo digital é um processo muito mais complicado porque há fragmentos e trechos de textos aparecendo na tela.

Agência Brasil: Na sua opinião, a responsabilidade de promover o hábito da leitura em uma sociedade é da escola?

Chartier: Os sociólogos mostram que, evidentemente, a escola pode corrigir desigualdades que nascem na sociedade mesmo [para o acesso à leitura]. Mas ao mesmo tempo a escola reflete as desigualdades de uma sociedade. Então me parece que, também, é um desafio fundamental que as crianças possam ter incorporados instrumentos de relação com a cultura escrita e que essa desigualdade social deveria ser considerada e corrigida pela escola que normalmente pode dar aos que estão desprovidos os instrumento de conhecimento ou de compreensão da cultura escrita. É uma relação complexa entre a escola e o mundo social. E é claro que a escola não pode fazer tudo.

Agência Brasil: Esse é um papel também dos governos?

Chartier: Os governos têm um papel múltiplo. Ele pode ajudar por meio de campanhas de incentivo à leitura, de recursos às famílias mais desprovidas de capital cultural e pode ajudar pela atenção ao sistema escolar. São três maneira de interação que me parecem fundamentais.

Agência Brasil: No Brasil ainda temos quase 14 milhões de analfabetos e boa parte da população tem pouco domínio da leitura e escrita – são as pessoas consideradas analfabetas funcionais. Isso não é um entrave ao estímulo da leitura?

Chartier: É preciso diferenciar o analfabetismo radical, que é quando a pessoa está realmente fora da possibilidade de ler e escrever da outra forma que seria uma dificuldade para uma leitura. Há ainda outra forma de analfabetismo que seria da historialidade no mundo digital, uma nova fronteira entre os que estão dentro desse mundo e outros que, por razões econômicas e culturais, ficam de fora. O conceito de analfabetismo pode ser o radical, o funcional ou o digital. Cada um precisa de uma forma de aculturação, de pedagogia e didática diferente, mas os três também são tarefas importantes não só para os governos, mas para a sociedade inteira.

Agência Brasil: Na sua avaliação, a exclusão dos meios digitais poderia ser considerada uma nova forma de analfabetismo?

Chartier: Parece-me que isso é importante e há uma ilusão que vem de quem escreve sobre o mundo digital, porque já está nele e pensa que a sociedade inteira está digitalizada, mas não é o caso. Evidente há muitos obstáculos e fronteiras para entrar nesse mundo. Começando pela própria compra dos instrumentos e terminando com a capacidade de fazer um bom uso dessas novas técnicas. Essa é outra tarefa dada à escola de permitir a aprendizagem dessa nova técnica, mas não somente de aprender a ler e escrever, mas como fazer isso na tela do computador.

Angra dos Reis terá biblioteca

Fonte: Diário do Vale. Data: 26/06/2012.
A Associação Cultural Raul Pompéia já está nos últimos ajustes para a inauguração da Biblioteca Raul Pompéia. Na semana passada foi finalizado o convênio com a Academia Brasileira de Letras, que proporcionará a doação de livros para a biblioteca do grupo. No próximo mês de agosto a comunidade de Jacuecanga, em Angra dos Reis, deverá receber a Biblioteca Raul Pompéia, que será montada na sede do Sindicato dos Metalúrgicos - localizado ao lado do Estaleiro Brasfels. De acordo com a Associação Cultural Raul Pompéia, a unidade terá livros e computadores para pesquisa, além de literatura internacional, infantil e moderna.
- A nossa comunidade é muito carente de locais para estudo. Aliás, mesmo com uma Biblioteca Municipal, Angra dos Reis é carente de uma boa unidade para estudos e pesquisas. Por isso, resolvemos nos mover e montar um local para que muitos estudantes e universitários possam dar continuidade aos seus estudos, e Jacuecanga é um ótimo ponto para isso - disse o presidente da associação, José Mário dos Santos.
Até o momento, a biblioteca já possui mais de cinco mil livros. O acervo doado pela Academia Brasileira de Letras será por tempo indeterminado.
- A Academia ficará responsável pela doação e renovação dos livros. Foi uma ótima parceria, que vai nos ajudar e muito. Não vemos a hora de inaugurar a nossa biblioteca - afirmou José Mário.
A associação surgiu no ano passado a partir da paixão pela vida e obra de Raul Pompéia, que nasceu em Angra dos Reis em 1863 e morou parte de sua vida em Jacuecanga. Ele formou-se em advocacia, foi escritor, jornalista e diretor da Biblioteca Nacional. Seu mais famoso livro foi "O Ateneu". Por problemas profissionais e desilusões políticas, acabou se suicidando em 25 de dezembro de 1895. A Associação Cultural Raul Pompéia tem o intuito de promover as Letras e as Artes, a Educação, as Ciências e atividades sociais na cidade de Angra dos Reis, e sua sede está localizada em Jacuecanga.
Segundo o presidente do grupo, a intenção é montar mais três bibliotecas.
- Desde que iniciamos a associação, nossa ideia é montar um Centro Cultural Raul Pompéia, na Jacuecanga. Mas estamos realizando tudo aos poucos. Nosso objetivo é criar mais três salas, a Maestro Galloway - destinada a pesquisas sobre música; a unidade Benedita da Guia Jorge, para livros sobre política; e a Cornelis Verolme, para assuntos como construção civil e naval, química, física e matemática aplicada. A primeira já está sendo feita, e as outras também serão, aos poucos - ressaltou José Mário

Propostas inovadoras fortalecem bibliotecas escolares

Fonte:24 Horas News. Data: 26/06/2012.
URL: http://www.24horasnews.com.br/index.php?mat=417301
O conceito de biblioteca como porta de entrada para o conhecimento - como determina o manifesto realizado pela Unesco, em 1976 - é fortalecido em Mato Grosso na rede estadual de Educação. A Secretaria de Estado de Educação (Seduc), em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), desenvolveu e encaminha às escolas um caderno orientativo para o uso da biblioteca escolar. O documento será uma peça chave para os servidores responsáveis pelo funcionamento das bibliotecas. 
Paralelamente à distribuição dos cadernos, a Seduc está implantando nas unidades escolares um software de gerenciamento do acervo das bibliotecas. A partir da orientação e apoio de uma Central, que estará sediada em Rondonópolis, com a assessoria de três bibliotecários, todos os técnicos que atuam nas bibliotecas escolares poderão tirar dúvidas e receber auxílio para o funcionamento correto das unidades. E mais, para o mês de agosto, está programada uma capacitação para os técnicos que atuam nas bibliotecas escolares. 
A partir da experiência bem sucedida e desenvolvida em Rondonópolis, na Escola Estadual Professora Renilda Silva Moraes, todas as demais escolas do Estado serão beneficiadas pela prática. A responsabilidade pelo projeto partiu da bibliotecária Luciléia Rosa de Queiroz Rodrigues, que atua na escola. Com a colaboração dos professores da UFMT, Mariza Inês da Silva Pinheiro e Alexandre Oliveira Gusmão, o eles fizeram do espaço um ponto de encontro para troca de conhecimento entre os estudantes. 
A biblioteca da Escola Renilda é uma referência para Rondonópolis. O espaço é tão bem aproveitado que possui uma porta voltada para a rua, por onde toda a comunidade do município pode ter acesso ao acervo e pesquisar. "Conseguimos isso com organização e dedicação. É preciso ter amor pela profissão”, destaca Luciléia. 
Para os professores de Biblioteconomia da UFMT, Mariza Pinheiro e Alexandre Gusmão, a proposta desenvolvida pela Seduc “fará das bibliotecas escolares um espaço vivo, voltado para a busca de conhecimento”, disseram. 
O caderno, desenvolvido pela Seduc, foi entregue aos diretores que participam do evento em Cuiabá. A técnica da coordenadoria de Projetos Educativos, responsável pelo trabalho, Telma Peres, destaca que esse documento deve ser um instrumento a ser consultado e pesquisado pelos responsáveis pelas bibliotecas. “Foi elaborado de forma simples e de fácil de consulta”, conclui. 

27 de jun. de 2012

Japão: um milhão de artigos em acesso livre


Bases científicas abertas no Japão ultrapassam 1 milhão de artigos
Fonte: FAPESP. Data: 21/06/2012.
URL: http://agencia.fapesp.br/15769
O número de artigos científicos e tecnológicos e outros registros em bases de acesso livre no Japão ultrapassaram a marca de um milhão.
O anúncio foi feito pela JAIRO (sigla para “Repositórios On-line Institucionais Japoneses”), um serviço do Instituto Nacional de Informática do país que reúne metadados de mais de 200 bases individuais japonesas de artigos científicos.
O milionésimo artigo foi publicado no dia 1º de junho, na base de dados de Kagoshima, intitulado “Studies on the Relationship between the Gear-types and the Fishing Efficiencies in the Trawl Nets II: Relationship between the Towing Force of the Trawler and the Catch of the Eastern Net”.
Mais informações sobre a JAIRO: http://jairo.nii.ac.jp/en

Revista da Biblioteca Mário de Andrade


Biblioteca Mário de Andrade e Imprensa Oficial de São Paulo lançam revista em coedição
Fonte: Portal Imprensa. Data: 22/06/2012.
URL: http://portalimprensa.uol.com.br/noticias/brasil/50967/biblioteca+mario+de+andrade+e+imprensa+oficial+de+sao+paulo+lancam+revista+em+coedicao
Na próxima segunda-feira (2/6), será lançado o número 67 da Revista da Biblioteca Mário de Andrade, de São Paulo, em coedição com a Imprensa Oficial de São Paulo. 
O lançamento acontecerá na própria biblioteca e contará com a presença de vários autores e uma exposição dos materiais do acervo da instituição comentados na edição. O evento será aberto ao público.
Segundo o site Inteligemcia, a seção "Fortuna Crítica" do número 67 apresenta um retrato crítico e afetivo sobre o tradutor e escritor Boris Schnaiderman organizado por Antonio Candido, Aurora Bernardini e Paulo Bezerra.
Em "Bibliotecas", a edição mostra um panorama da coleção de periódicos da Mário de Andrade, procurando estimular sua consulta e contar a riqueza do acervo, no momento em que a biblioteca prepara a inauguração da sua Hermeroteca.
O número 67 da publicação será distribuído a colaboradores, bibliotecas públicas e especializadas e instituições culturais em geral.

Biblioteca Braile em Sinop (MT)

Biblioteca Municipal de Sinop disponibiliza coleção em Braile para portadores de deficiência visual

Fonte: Expresso MT. Data: 22/06/2012.
URL: www.expressomt.com.br/matogrosso/biblioteca-municipal-de-sinop-disponibiliza-colecao-em-braile-para-por-19124.html
Um mundo de encantos, construído por pontos e curiosidades e desvendado com cuidado, com a “pontinha” dos dedos e muita sensibilidade. É assim que os portadores de deficiência visual descobrem os segredos escondidos em cada livro. Para quem quer se aventurar nesse mundo, a Biblioteca Municipal disponibiliza espaço adequado à cadeirantes e mais de 70 títulos em braile. De acordo com a encarregada da Biblioteca, Darceli Lopes Vargas, entre os títulos estão obras de literatura, física e química. Segundo Darceli “Muitas pessoas com deficiência visual procuram a Biblioteca, procuram esse cantinho especial para a leitura”, contou.
Além da coleção em braile, a Biblioteca disponibiliza no acervo mais de 18 mil títulos entre obras de literatura e livros didáticos. Para quem deseja retirar um título, Darceli explica que é necessário somente apresentar os documentos pessoais e o cadastro é realizado na hora. O empréstimo é válido por dez dias, podendo ser renovado por igual período caso não haja reserva da obra. Para empréstimo, são disponibilizados os livros de literatura, já a coleção de didática pode ser consutlada no próprio espaço e xerocados capítulos. “A procura pelos livros aqui é grande, tanto de alunos de escola publica quanto particular. Além de recebermos aquelas pessoas que estudam para vestibular, concursos e até mesmo para a prova da Ordem (Ordem dos Advogados do Brasil/OAB). A Biblioteca atende das 7h30 às 18h, sem fechar ao meio dia, na Avenida Júlio Campos, 1124. Sinop, Mato Grosso.

Sustentabilidade dos repositórios


Erway, Ricky. Lasting Impact: Sustainability of Disciplinary Repositories. Dublin, OH: OCLC Research, 2012. Disponível em: http://www.oclc.org/research/publications/library/2012/2012-03.pdf.
Este relatório examina como os repositórios especializados são financiados e se eles são sustentáveis. Os repositórios avaliados foram: AgEcon Search: Research in Agricultural & Applied Economics, arXiv.org, EconomistsOnline, E-LIS: E-Prints in Library & Information Science, PubMed Central, RePEc: Research Papers in Economics; SSRN: Social Science Research Network. O documento aponta que as principais fontes de financiamentos foram: “apoio institucional”, “contribuições institucionais baseadas no uso”, “suporte via consórcios”, “rede distribuída de voluntários”, “recursos do governo federal”, “arranjos descentralizados” e “serviços comerciais”. O autor comenta que não existe um único caminho para o financiamento dos repositórios e que a maioria deles utiliza uma combinação de diversas abordagens.

22 de jun. de 2012

Curso: Técnicas de usabilidade e pesquisa com usuários


Local: São Paulo. Data: 25 de agosto de 2012.
Endereço: Av. Paulista, São Paulo, SP.
Instrutor:
Prof. Dr. Robson Santos, da Content Mind Capacitação Profissional.
Maiores detalhes no URL:

Revista quer mudar publicação científica


Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 20/06/2012.
Periódico internacional de baixo custo promete transparência em processo que filtra a qualidade das pesquisas.
Uma revista científica com acesso gratuito para o público, transparente quanto às condições de edição dos trabalhos e que cobra taxas de publicação até 90% menores que a concorrência pode sobreviver no bilionário mundo dos periódicos acadêmicos?
Tem muita gente apostando que sim. Parte do entusiasmo se deve a Peter Binfield, que capitaneia a empreitada. Ex-editor da revista científica "PLoS One" e entusiasta do livre acesso à pesquisa, ele ajudou a consolidar o periódico como uma das mais importantes e inovadoras publicações de leitura gratuita.
As novidades da revista, a "PeerJ", começam pelos custos. Em muitos periódicos, em especial nos de acesso livre, os pesquisadores precisam pagar por cada artigo que fazem, e pagam caro. A "PLoS One" cobra US$ 1.350. Esse valor chega a US$ 2.900 na "PLoS Biology".
Na "PeerJ", em vez da cobrança a cada novo artigo, basta pagar uma única taxa de publicação vitalícia. São três "planos". Quem desembolsa US$ 259 pode publicar quantas vezes quiser. A primeira edição da revista sai em dezembro.
Binfield afirma que, apesar do modelo de "baixo custo", seu projeto é sustentável. "Todos os coautores precisam pagar, e cada artigo tem, em geral, cinco ou seis coautores". Ele também chama atenção para a transparência no processo de revisão por pares, no qual cientistas independentes avaliam a qualidade de cada trabalho.
Na maioria dos periódicos, as etapas da publicação costumam ser fechadas, e os leitores não têm acesso às possíveis discussões e reavaliações dos artigos. "Os revisores serão encorajados, mas não obrigados, a revelar sua identidade aos autores. Depois, os autores terão a opção de submeter o 'histórico' da revisão junto com o artigo", afirma.
"É difícil dizer se a revista vai dar certo. Mas ela propõe um modelo novo, que merece ser estudado", avalia o professor da Universidade de São Paulo (USP) e especialista em publicações científicas Rogerio Mugnaini.
O lançamento da publicação pega carona na crescente polêmica sobre os altos preços dos periódicos. A Elsevier, que publica cerca de 2.000 revistas, é alvo de um abaixo-assinado que já tem milhares de assinaturas.
Só em 2011, o governo brasileiro gastou R$ 133 milhões para que 326 instituições de pesquisa tivessem acesso a mais de 31 mil periódicos.

Presos de penitenciárias federais poderão reduzir pena lendo livros


Fonte: Valor Econômico. Data: 22/06/2012.

Autora: Bárbara Pombo.

Os presos em penitenciárias federais terão direito a uma diminuição de 4 dias da pena por livro lido, de acordo com portaria do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) publicada nesta sexta-feira no "Diário Oficial". Caso leia 12 obras ao longo de um ano, o preso terá remissão de 48 dias de pena.
De acordo com a Portaria nº 276, para ter o benefício o detento precisará escrever uma resenha de cada obra lida. O texto será avaliado quanto à fidedignidade, estética e limitação ao tema.
Outra condição para obter a remissão é que o livro seja lido entre 21 e 30 dias.
O ingresso do preso no projeto “Remissão pela leitura” é voluntário, e vale também para aqueles que aguardam julgamento.
Maiores detalhes no URL:

Nova revista: “Informe: Estudos em Biblioteconomia e Gestão da Informação”


Acaba de ser publicado o primeiro número da revista “Informe: Estudos em Biblioteconomia e Gestão da Informação”, editada pelo Departamento de Ciência da Informação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
O seu objetivo principal é realizar a divulgação de textos técnicos e científicos oriundos das atividades de ensino, pesquisa e extensão. A periodicidade é semestral e o sistema de avaliação é a cega (blind review).
Sumário do v. 1, n. 1, 2012:
Sumário
Editorial. Fábio Assis Pinho.
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