23 de mai. de 2011

Coletânea reúne textos de escritores sobre futuro do livro

Fonte: O Globo.  Blog Prosa Online. Data: 23/05/2011.

Autor: Miguel Conde .


Em vez de vagar pelo deserto com a barba engruvinhada e um manto fedorento, os profetas da era digital usam a camisa para dentro da calça, manejam com destreza o Powerpoint e substituíram o batido “apocalipse” (tão ontem) pela “mudança de paradigma”. Como seus antecessores, no entanto, eles continuam nos advertindo que “o fim” está próximo. O surgimento de novas formas de publicação, distribuição e leitura de livros não é no entanto um problema apenas industrial. Partindo dessa constatação, um livro lançado recentemente nos Estados Unidos tenta trazer para essa discussão um grupo que até agora tem participado dela de maneira marginal: os escritores. The Late American Novel: Writers on the Future of Books (Soft Skull Press, 192 pp., US$ 14,95), organizado por C. Max Magee e Jeff Martin, reúne 26 textos sobre o assunto escritos por contistas e romancistas americanos, a maioria deles jovens autores que gravitam em torno das revistas literárias.

Amazon está chegando ao Brasil. E não vai vender só livros

Fonte: Veja. Data: 20/05/2011.

Autora: Renata Honorato.

A Amazon está aportando no Brasil. A maior varejista eletrônica do mundo deve iniciar sua operação por aqui no fim deste ano ou no início de 2012. Para isso, já negocia com editoras brasileiras a conversão, em grande escala, de títulos nacionais em e-books, além de vender por aqui seu leitor de livros digitais, o Kindle. "Estamos em contato com o emissário da Amazon. E ele está conversando com várias editoras locais", revela Sérgio Machado, presidente da Record, uma das maiores empresas do setor editorial no país. A companhia americana confirma que tem "planos para o Brasil", mas guarda segredo sobre eles. Há três meses, o interlocutor com as editoras locais é o peruano Pedro Huerta, que trabalhou na prestigiosa editora americana Randon House. Ele conduz negociações a partir de Nova York e Londres. É evidente, porém, que a Amazon deve chegar ao país para empreender uma grande, ou melhor, gigantesca operação de e-commerce, que deve mexer com a vida de eventuais parceiros, concorrentes e consumidores. Faz todo o sentido. O setor de e-commerce no Brasil passa por uma fase positiva. Neste ano, deve faturar ao menos 20 bilhões de reais, segundo previsão da empresa de monitoramento de comércio eletrônico E-bit. É um crescimento de 35% em relação a 2010

20 de mai. de 2011

Pearson estréia em livro didático no Brasil

Fonte: Valor Econômico. Data: 20/05/2011.
Autora: Beth Koike.
A Pearson, grupo britânico que adquiriu os sistemas de ensino da SEB, está entrando no apetitoso mercado de livros didáticos, que movimenta aproximadamente R$ 2 bilhões. "Já conseguimos aprovar um livro de física e as obras das outras disciplinas estão em análise pelo FNDE. Mas independentemente dessa aprovação, vamos entrar no mercado de escolas privadas a partir do próximo ano", disse Nilson Curti, novo presidente da Pearson Brasil. O conteúdo dos livros didáticos será proveniente das apostilas e, principalmente, da Pearson, que conta com um vasto arquivo nas áreas de exatas, biológicas, humanas e idiomas já usados nos mais de 70 países em que atua. Nas disciplinas regionais como língua portuguesa e história do Brasil, por exemplo, serão reaproveitados os conteúdos dos sistemas de ensino do SEB (COC, Dom Bosco e Pueri Domus). A Pearson Brasil fatura R$ 150 milhões com sistemas de ensino no Brasil. O grupo Pearson encerrou o ano com faturamento mundial de US$ 9,2 bilhões.

National Jukebox: registros musicais históricos da Library of Congress

Agora é possível ouvir os registros sonoros da National Jukebox da Biblioteca do Congresso. Este acervo inclui mais de 10 mil registros feitos pela Victor Talking Machine Company entre 1901 e 1925. Os registros podem ser pesquisados, entre outros, por palavra-chave, título, músico e gênero musical. É um belo exemplo de biblioteca digital musical.

Yale Digital Commons

URL: http://discover.odai.yale.edu/ydc/Search/Results?lookfor=&type=allfields&filter%255B%255D=resource_facet%253A%2522Resource%20available%20online%2522
A Universidade de Yale provê acesso de forma gratuita a mais de 300 mil imagens de objetos digitais pertencentes às suas bibliotecas, arquivos e museus.

Imagens da Digital Gallery da Biblioteca Pública de New York


Mais de 700 mil imagens digitalizadas dos acervos da Biblioteca Pública de New York estão sendo disponibilizadas. Essas imagens incluem, entre outros, mapas históricos, posters, fotografias e manuscritos.

19 de mai. de 2011

Livros eletrônicos podem ser isentos de impostos

Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 18/05/201.
Autor: Felipe Recondo.
Um projeto para tornar imunes de impostos os livros eletrônicos foi aprovado na terça-feira pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. A proposta do senador Acir Gurgacz (PDT-RO) equipara ao livro de papel os equipamentos que tenham como "função exclusiva ou primordial a leitura de textos em formato digital ou a audição de textos em formato magnético ou ótico".
O projeto ainda precisa ser votado na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado antes de ser encaminhado para a Câmara dos Deputados. Se aprovado e sancionado, aparelhos como kindle não serão tributados.
O autor do projeto argumenta não ser possível restringir o conceito de livros apenas à "publicação de textos escritos em fichas ou folhas, não periódica, grampeada, colada ou costurada, em volume cartonado, encadernado ou em brochura, em capas avulsas, em qualquer forma e acabamento".
"Submetemo-nos a um atraso quando nos prendemos a esse conceito...", afirmou ao justificar sua proposta. Esta discussão revelou o Estado, pode levar o Supremo Tribunal Federal (STF) a rediscutir o conceito de papel e estender a imunidade tributária para os livros eletrônicos.

Cresce a produção de livros nos Estados Unidos

A Bowker, líder mundial em informação bibliográfica, divulgou o seu relatório anual sobre o mercado americano nas áreas de publicação de livros impressos, compilados a partir dos dados da sua base de dados Books in Print. Com base em dados preliminares dos editores dos EUA, a Bowker está projetando que, apesar da popularidade dos livros eletrônicos (e-books), a produção de títulos impressos em 2010 aumentou 5%. A produção de novos títulos e edições aumentou de 302.410 itens em 2009, para 316.480, em 2010. Esse aumento de 5% vem na esteira de um aumento de 4% no ano anterior com base nos valores finais do biênio 2008-2009.
Maiores informações no URL: http://www.bowkerinfo.com/bowker/IndustryStats2010.pdf

18 de mai. de 2011

Evento: Conferência sobre Tecnologia, Cultura e Memória

Local: Instituto Ricardo Brennand - Recife, Pernambuco – Brasil
Data: 13-15 de setembro de 2011.

A Conferência sobre Tecnologia, Cultura e Memória é produto da cooperação desenvolvida entre pesquisadores do Grupo de Pesquisa Memória e Sociedade do Laboratório Liber/UFPE, do Instituto Holandês do Patrimônio - Erfgoed Nederland, e do projeto Brasiliana USP. O evento vem atender a demanda de conhecimento teórico e prático no campo da curadoria do patrimônio digital e das políticas públicas para a preservação e o acesso da herança cultural.
O Coordenador é o Professor Marcos Galindo Lima, Departamento de Ciência da Informação da Universidade Federal de Pernambuco.

Após veto, livro do MEC ensina como lidar com obra de Lobato

Fonte: Portal IG. Data: 16/05/2011.
Autora: Cinthia Rodrigues.
Depois de ter a obra Caçadas de Pedrinho vetada pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) por racismo, Monteiro Lobato ganhou agora duas páginas com um “modo de usar” em livro que será enviado pelo Ministério da Educação (MEC) a 157 mil professores de 1º ao 5º ano. O volume 19 da Coleção Explorando o Ensino diz que a personagem Tia Nastácia deve ser apresentada com “análise” e sem “julgamento”.
Em outubro do ano passado, o CNE decidiu por unanimidade recomendar que não se distribuísse o livro publicado em 1933 por considerar que algumas passagens são racistas. O veto foi derrubado pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, que devolveu o texto ao conselho solicitando uma revisão, que não ocorreu até hoje. Agora, um livro elaborado pela Universidade Federal de São Paulo e que será distribuído no segundo semestre para escolas de todo o País se refere a Monteiro Lobato em capítulo intitulado “Leitura e Compreensão: a ronda dos preconceitos e estereótipos” e explica como os educadores devem tratar de “Tia Nastácia, a inesquecível personagem referida como 'negra de estimação', logo nas páginas iniciais do Sítio do Pica-Pau Amarelo.”

17 de mai. de 2011

McGraw-Hill inaugura biblioteca digital


A editora McGraw-Hill acaba de lançar a “McGraw-Hill e-book library”. Ela é uma biblioteca digital que, mediante assinatura, permite acesso imediato a mais de 1.160 títulos lançados pela editora. O direito de acesso é na base de assinatura por um período de um a quatro anos. Novos títulos serão adicionados ao acervo a cada quatro meses (Janeiro, Maio e Setembro de cada ano).

RDA: um novo paradigma na catalogação

Autor:
Murilo Bastos da Cunha
Publicado no: Infohome. Data: maio de 2011.

Acaba de ser publicado um dos primeiros livros na língua portuguesa sobre a nova norma de catalogação denominada RDA (Recursos: Descrição e Acesso). Essa nova obra é de autoria de Chris Oliver, coordenadora de Catalogação da McGill University Library, em Montreal (Canadá), e tem como título Introdução à RDA: um guia básico (1) [Brasília: Briquet de Lemos, 2011. 153 p.]. A edição original em inglês foi publicada em 2010, pela American Library Association. Portanto, ambas as edições possuem conteúdos muito recentes.
            Como se sabe a RDA está provocando uma enorme mudança na catalogação internacional desde a publicação da segunda edição do Código de catalogação anglo-americano – com edição brasileira publicada pela FEBAB em 1983 e em 2004, agora incorporando a revisão de 2002; também existe uma reimpressão, lançada em 2010 (2-4). Pensava-se que seria lançada uma nova edição do código de catalogação e que a sua nova sigla, continuando a longa tradição das versões anteriores, fosse AACR3. Além disso, essa nova edição certamente iria incluir as modificações geradas pelas atualizações ocorridas no formato MARC 21. Mas, a longa tradição de edições sucessivas do AACR foi quebrada e não teremos o AACR3!
            Todavia, “apesar de manter uma forte relação com as AACR2, a RDA delas difere em muito, devido a ser baseada numa estrutura teórica, ter sido projetada para o ambiente digital e seu escopo ser mais abrangente do que o das AACR2” (p. 1). De fato, as normas da RDA são baseadas nos modelos conceituais do Functional Requirements for Bibliographical Records (FRBR, Requisitos Funcionais para Registros Bibliográficos) e do Functional Requirements for Authority Data (FRAD, Requisitos Funcionais para Dados de Autoridade), e incorporam um ponto de vista impensável anos atrás. Agora a estrutura da descrição bibliográfica inclui também o acesso à informação do objeto descrito como um todo.
            O novo livro está composto por sete capítulos. O primeiro, intitulado “O que é a RDA?”, mostra a base teórica na qual a RDA foi baseada. A autora menciona que “a RDA consiste num conjunto de instruções práticas, que, no entanto, baseia-se numa estrutura teórica que define a forma, a estrutura e o conteúdo desta nova norma” (p. 1). Os dados RDA podem “ser codificados com o emprego de esquemas existentes, como o MARC21, Dublin Core, MODS e também podem ter correspondências estabelecidas com outros esquemas, atuais ou futuros. (...) os dados RDA também foram projetados para serem usados no ambiente da Rede e em novos tipos de estruturas de bases de dados. (...) A RDA pode ser utilizada para a descrição tanto de recursos tradicionais quanto não-tradicionais, analógicos e digitais, dentro e fora da biblioteca” (p. 3).
            O segundo capítulo aborda as relações da RDA com as normas, modelos e princípios internacionais. Nele é apontado que a RDA “emprega os conceitos, a terminologia e os princípios reconhecidos pela comunidade internacional de catalogação. Baseia-se em tradições catalográficas existentes embora também se leve em conta a forma como os dados das bibliotecas serão usados no futuro. (...) A RDA foi desenvolvida para se encaixar na matriz de normas internacionais de descrição de recursos” (p. 8).
            O terceiro capítulo comenta o FRBR e FRAD na RDA. Aí se afirma com detalhes que a RDA é de fato uma aplicação desses dois modelos conceituais. “Esses modelos moldaram a estrutura da RDA e influenciaram a linguagem empregada nas instruções” (p. 17). Um aspecto interessante é apontado pela autora: “os modelos FRBR e FRAD são modelos de entidade-relação. Foram desenvolvidos com o emprego de enfoque e metodologia semelhantes. O ponto de partida de ambos os modelos são os usuários e suas necessidades. (...) As necessidades do usuário são definidas em termos de tarefas de usuário. (...) Há quatro tarefas de usuário relativas ao uso de dados bibliográficos, e quatro relativas a dados de autoridade” (p. 19-20).
Continuando, a autora enfatiza que “o foco não está no catalogador que cria um único registro, mas no usuário que busca esse registro em grandes catálogos ou bases de dados” (p. 22). Mostra também que a RDA dá ênfase ao registro de relações.
O quarto capítulo explica que a RDA é a norma que substitui as AACR2, mas que coexiste uma continuidade entre ambas, a saber: a mesma estrutura de governança; a RDA foi construída sobre os mesmos alicerces das AACR2; muitas instruções foram derivadas das AACR2 e os novos registros catalográficos serão compatíveis com o antigo código de catalogação.
O quinto capítulo aborda as diferenças e similaridades existentes entre a RDA e o AACR2. Nessa parte da obra analisam-se os aspectos relacionados com a implantação da RDA. Nessa transição as associações profissionais, as escolas de biblioteconomia e o próprio profissional exercerão papéis primordiais para que essas mudanças sejam feitas de forma tranquila. Aqui vale a pena apontar um importante aspecto: para que as normas RDA sejam implantadas e largamente utilizadas no Brasil e nos outros países lusófonos elas precisam ser traduzidas com certa urgência. É quase certo que a barreira linguística pode ser um empecilho para a transição das normas das AACR2 para a RDA.
No último capítulo a autora comenta as vantagens, o presente e o futuro da RDA no contexto informacional. Ao finalizar ela aponta que “na medida em que os catalogadores forem construindo o corpo de dados RDA, os usuários começarão a notar as vantagens de uma norma que coloca suas necessidades no centro” (p. 130).
            Com todo esse contexto das tecnologias da informação, especialmente a internet, ficou inevitável a demanda de novas normas de catalogação que pudessem descrever os novos objetos digitais. Assim, o universo bibliográfico fica agora atualizado e de posse de regras que finalmente poderão descrever esse contexto da informação digital surgido nos últimos quinze anos. As normas da RDA vêm dar ao bibliotecário e a outros profissionais de informação um moderno e prático instrumento imprescindível para o bom exercício profissional na área de catalogação nesse mundo digital.
            O livro, portanto, é editado no momento certo. Ele pode servir como um prático e didático ponto de partida para os profissionais e estudantes nesse processo de transição ora iniciado.

Referências bibliográficas
(1) OLIVER, Chris. Introdução à RDA: um guia básico. Brasília: Briquet de Lemos, 2011. 153 p. ISBN 978-85-85637-45-3
(2) Código de catalogação anglo-americano. 2. ed. São Paulo: FEBAB, 1983. 2 v.
(3) Código de Catalogação Anglo-Americano. 2. ed., revisão 2002 São Paulo: FEBAB; Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2004. 2 v. ISBN 8585024046
(4) Código de Catalogação Anglo-Americano. 2. ed., revisão 2002, reimpressão. São Paulo: FEBAB, 2010. 2 v. ISBN 9788585024048

13 de mai. de 2011

Acervos pessoais ''encalham'' em livrarias da cidade

Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 13/05/2011.
Autor: Edison Veiga e Flávia Tavares
Quando se entra naquela livraria de obras antigas, com cheiro de páginas lidas e relidas e títulos que parecem fundamentais só pela imponência da capa de couro, pode-se ter a impressão de que se trata apenas de mais um sebo do centro de São Paulo. O que não se imagina é que naquelas estantes estão décadas de dedicação, investimentos e empenho de colecionadores e bibliófilos em encontrar as obras mais especiais. São as bibliotecas pessoais - que a Livraria Calil, descrita acima, comercializa -, que movimentam um mercado vultoso e internacional. A diferença básica desta livraria para as outras é a preferência por vender bibliotecas pessoais inteiras, sem desmembrá-las - embora haja também obras avulsas nas prateleiras. Ali, estão acervos que valem de US$ 120 mil a US$ 2 milhões.

Edmir Perrotti: "Biblioteca não é depósito de livros"


Autor: Márcio Ferrari.
Fonte: Nova Escola. Data: 11/05/2011.

Desafios como a criação do hábito da leitura entre crianças e adolescentes, as novidades tecnológicas, a ampliação do acesso ao ensino e a sofisticação do mercado editorial levaram o professor Edmir Perrotti a uma nova concepção de biblioteca escolar e de seu papel pedagógico.
Com formação em Biblioteconomia - área que combinou com seu interesse em Educação -, ele é docente da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, conselheiro do Ministério da Educação para a política de formação de leitores e autor de livros infantis.
Perrotti orientou a implantação de redes de bibliotecas inovadoras nas escolas municipais de São Bernardo do Campo, Diadema e Jaguariúna, no estado de São Paulo. Nessas estações de conhecimento, como ele prefere chamá-las, a aprendizagem é estimulada pela presença de suportes tecnológicos, como o computador e a televisão.
Em um ambiente que convida as crianças a descobrir e aprofundar o prazer da leitura, os livros convivem com outras linguagens, como a do teatro. "Assim trabalha-se o contato com as informações e também o processamento delas", diz. Ex-professor da Universidade de Bordeaux, na França, e de escolas de Ensino Fundamental no Brasil, além de editor e crítico literário, Perrotti concedeu a seguinte entrevista a NOVA ESCOLA.
O que deve orientar a constituição de uma biblioteca escolar?
Edimir Perrotti Ela não pode restringir-se a um papel meramente didático-pedagógico, ou seja, o de dar apoio para o programa dos professores. Há um eixo educativo que a biblioteca tem de seguir, mas sua configuração deve extrapolar esse limite, porque o eixo cultural é igualmente essencial. Isso significa trazer autores para conversar, discutir livros, formar círculos de leitores, reunir grupos de crianças interessadas num personagem, num autor ou num tema. A biblioteca funciona como uma ponte entre o ambiente escolar e o mundo externo.
De que modo se realiza essa abertura para fora da escola?
O responsável pela biblioteca tem o papel de articular programas com a biblioteca pública e fazer contato com a livraria mais próxima, além de estar atento à programação cultural da cidade. Há uma série de estratégias possíveis para inserir a criança num contexto letrado. A biblioteca precisa ter outra finalidade que não seja simplesmente a de um depósito de onde se retiram livros que depois são devolvidos. Nós não trabalhamos mais com a idéia de unidades isoladas. O ideal é formar redes, um conjunto de espaços que eu chamo de estações de conhecimento, cujo objetivo é a apropriação do saber pelas crianças.
Qual é a necessidade das redes?
Com o atual excesso de informações e a multiplicação de suportes, nenhuma biblioteca dá conta de todas as áreas em profundidade, até porque não haveria recursos para isso. O trabalho tem de ser compartilhado com outras unidades da rede, por meio de mecanismos de busca informatizados. Por exemplo: a escola guarda um pequeno acervo inicial sobre arte, mas, se o interesse for por um conhecimento aprofundado, recorre-se a uma biblioteca especializada na área. Hoje não há mais condições de manter o antigo ideal de bibliotecas enciclopédicas, que abarcavam todas as áreas de conhecimento.
Quem deve ser o responsável pela biblioteca?
Processar as informações e criar nexos entre elas é um ato educativo. O responsável, portanto, é um educador para a informação, que nós chamamos de infoeducador, um professor com especialização em processos documentais. Uma rede de bibliotecas tem uma plataforma de apoio técnico-especializado, que é a área do bibliotecário, um especialista em planejamento e organização da informação. Junto com ele trabalham os educadores, que são especialistas em processos de mediação de informação. Dar acesso ao acervo não basta para que o aluno saiba selecionar e processar informações e estabelecer vínculos entre elas.
De que modo se estimula a autonomia numa biblioteca?
É preciso desenvolver programas para construir competências informacionais. Isso inclui desde ensinar a folhear um livro — para crianças bem pequenas — até manejar um computador. Antigamente imperava a idéia de que os adultos é que deveriam mexer nas máquinas e pegar os livros na estante. Hoje se devem formar pessoas que tenham uma atitude desenvolvida, não só de curiosidade intelectual, mas de domínio dos recursos de informação. Essa é uma questão essencial da nossa época.
Por que a escola tem falhado em ensinar os alunos a processar informações?
Porque se acredita que basta escolarizar as crianças para formar leitores. De fato, a escola tem o papel de construir competências fundamentais para a leitura, mas isso não quer dizer formar atitude leitora. Hoje, o que distingue o leitor das elites do leitor das massas é que o primeiro tem um circuito de trocas. Ele participa do comércio simbólico da escrita, da produção à recepção: sabe o que é publicado, informa-se sobre os autores, encontra outros leitores etc. Já a criança da escola pública muitas vezes não tem livros em casa e só lê o que o professor pede. Ela não tem com quem comentar. Está sozinha nesse comércio das trocas simbólicas.
Qual é o mínimo necessário para o funcionamento de uma biblioteca escolar?
Estou convencido de que é a pessoa que trabalha ali, mediando relações entre a criança, a informação e o espaço. Não precisa ser alguém superespecializado, mas que compreenda a função da escrita e da imagem e que saiba qual é a importância daquilo na vida das pessoas. Assim, a compra de livros seguirá um critério de escolha consciente. É claro que é bom construir um ambiente agradável e funcional, mas não é indispensável, porque a leitura não depende das instalações da biblioteca; ela se dá em qualquer lugar.
Quem deve escolher o acervo?
Nós temos trabalhado um modelo em que a escolha é feita por todos os que participam dos processos de aprendizagem: professores, coordenadores, diretores e alunos. Formulários são colocados à disposição para que sejam feitas sugestões de compra. O infoeducador não só coleta esses dados como divulga, por meio dos quadros de aviso, as informações sobre lançamentos que saem na imprensa e na internet. Depois, ele vai analisar os pedidos, separá-los em categorias — livros importantes para os projetos em andamento, leituras de informação geral ou complementares etc. — e, com base nessas listas, a escolha é feita de acordo com os recursos disponíveis.
Como comprometer o aluno com a organização e a manutenção da biblioteca?
Ele participa da escolha do acervo e também pode estar pessoalmente representado nele, por meio de livros que ele escreve e de documentos de sua passagem pela escola. Uma parte do acervo vem da indústria cultural e outra é produzida internamente, com documentos e relatos referentes à história da instituição. Formar um repertório de dados locais cria relações com as informações universais.
Descreva a biblioteca escolar ideal.
É aquela que possui todo tipo de recurso informacional, do papel ao equipamento eletrônico. O espaço é construído especialmente para sua finalidade e de acordo com quem vai usar. Se o público majoritário é infantil, a disposição dos móveis e do acervo deve permitir que a criança se mova com autonomia. É preciso ser um local acolhedor, mas que empurre rumo à aventura, porque conhecer é sempre se deslocar.
Por que se diz que os jovens não gostam de ler?
Os interesses mudam na passagem da infância para a adolescência e a leitura que era feita antes já não interessa tanto, mesmo porque cresce a concorrência de outras mídias. Essa é uma transição crítica e ainda não foram definidas ações específicas para promover a leitura nessa faixa etária. Os adolescentes identificam o livro com as tarefas da escola, que reforça essa percepção porque raramente sai da abordagem instrumental da leitura. E no âmbito social, entre os amigos, a leitura não está presente. Mesmo assim, essa fase é a das grandes paixões. Portanto, há um espaço enorme para promover a leitura entre os jovens.
É possível formar leitores por meio de políticas públicas?
O problema é saber que caráter elas têm. Eu não concordo com estratégias que pretendam ensinar os alunos a gostar de ler. A função do poder público é criar ambientes que dêem condições de ler, tentar despertar as crianças para as potencialidades da escrita, prepará-las para as competências leitoras — enfim, providenciar para que seja constituída a trama que sustenta o ato de ler. Mas gostar de ler é questão de foro íntimo, não de políticas públicas.
A escola deve obrigar um aluno a ler livros e freqüentar bibliotecas mesmo que ele não goste?
Não se pode deixar de perguntar por que esse aluno não gosta de ler. Ele teve uma relação negativa com a situação de aprendizagem? Ninguém lê em casa? Tem dificuldades de visão? Não domina o código? Não tem circuitos culturais a sua volta? Tudo isso pode e deve ser trabalhado. Agora, se ele teve apoio para experimentar a prática da leitura e prefere fazer outras coisas, não adianta forçar. É claro que não estou falando da leitura funcional, indispensável para a vida diária. Nesse caso, é obrigatório negociar com a criança o "não querer ler".
É melhor ler literatura de má qualidade do que não ler nada?
A pergunta já supõe que de fato existe uma literatura de má qualidade. Há leitores que são capazes de voar longe com um suposto mau livro, assim como há muitos trabalhos escolares que se utilizam de grandes textos, mas sufocam o interesse de aprender. Por outro lado, não é possível deixar o gosto do leitor imperar sozinho. É fundamental operar mediações entre as crianças e uma literatura que tenha condições de produzir significações importantes.
O uso do livro em sala de aula está em decadência?
Ele está aquém do que gostaríamos que fosse e também do que seria necessário. Mesmo assim, o livro está entrando nas escolas numa medida que não entrava, nem que seja por meio das distribuições feitas pelo Ministério da Educação e as secretarias estaduais e municipais. Há 50 anos nem sequer se sonhava com isso no Brasil. O problema maior é o de mau uso desses livros, com estratégias impositivas de leitura. Muitas vezes falta penetrar no avesso dos textos com as crianças e realmente mergulhar numa viagem de conhecimento, de imaginação.
Até que ponto as bibliotecas levam ao hábito da leitura?
Eu participei de uma pesquisa feita com as crianças usuárias das redes de biblioteca que ajudei a implantar no estado de São Paulo. Queríamos saber se elas estão incorporando a leitura a sua prática de vida e não apenas como lição de casa. Qual é a constatação? Houve um grande avanço e as crianças se mostram muito mais familiarizadas com os livros, mas infelizmente ainda não usam as novas competências para trocas culturais. Por exemplo: não têm o hábito de comprar e emprestar livros. A prática escolar não se transferiu para a prática cultural.
Há perspectiva de mudança para essa situação?
Eu vejo uma tendência de funcionalização. Os meios eletrônicos trouxeram, aparentemente, uma presença maior da escrita, mas o uso que se faz dela é cada vez mais abreviado. Vai-se transformando a língua no elemento mínimo para a transmissão da mensagem. Nós estamos a anos-luz de formar pessoas que, ao cabo do período de escolaridade, vão se relacionar com a escrita como uma ferramenta de conhecimento e de experiências estéticas, numa dimensão não pragmática. Restringir as ferramentas de linguagem a sua função utilitária é retirar de nós mesmos aquilo que nos humaniza — a capacidade de dizer de uma forma articulada. As novas bibliotecas têm de enfrentar essa questão.

11 de mai. de 2011

Biblioteca lança campanha de cuidados com os livros no período de chuva

A Biblioteca Central da Universidade Federal de Roraima (UFRR) está com a campanha “Cuide do livro como se fosse seu”. A iniciativa é conscientizar os estudantes a protegerem ou protegerem os livros emprestados no período de chuva.
Segundo Elton Neves, diretor da Biblioteca Central, quando os estudantes deixam o livro emprestado pegar chuva, esse livro mofa e contamina os demais ao serem colocados novamente no acervo por meio de fungos e insetos. E dessa forma, ficam inutilizados e causando prejuízos a biblioteca.
Caso aconteça do livro molhar, segundo o diretor Elton, a biblioteca não recebe. O aluno deve repor a biblioteca num prazo mínimo de 30 dias um novo exemplar.
Elton recomenda que ao emprestar um livro, o usuário deve ter alguns cuidados para proteger da chuva, como por exemplo: colocar em sacolas plásticas; guardar dentro da bolsa, de preferência impermeável; ou até mesmo deixar em casa ou no carro quando não houver possibilidade de protegê-lo.
A Biblioteca Central não permitirá a saída de livros em mãos no caso de chuvas se os usuários não tiver como agasalhá-los. Se no dia do prazo da entrega estiver chovendo e não puder proteger o livro, o usuário deve comunicar a Biblioteca através do e-mail biblioteca@bc.ufrr.br ou pelo telefone (95) 3621 3110 para que seja feito o registro e não seja cobrado multa, vale apenas para o dia seguinte, para que o estudante se previna no dia seguinte.
Notícia enviada por:
Angela Maria Moreira Silva
Setor de Periódicos / Biblioteca Central da UFRR.
Campus do Paricarana,
Av. Ene Garcez, 2413, Aeroporto,
Boa Vista-RR. Fone: (95)3621.3110
URL: www.bc.ufrr.br

O número é

Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 07/05/2011.
Autora: Josélia Aguiar.
De acordo com a coluna Painel das Letras, foram vendidos em Portugal em 2010 14,5 milhões de livros. Isso representa cerca de 5% do volume no Brasil, segundo APEL e CBL.

Samba dos livros

Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 11/05/2011.
Autor: Ancelmo Góis.
De acordo com o colunista Ancelmo Góis, a Portela estuda um enredo sobre a Biblioteca Nacional, que completou 200 anos em 2010.
Nota do blog:
Caso isto se concretize será a primeira vez que uma biblioteca será homenageada por uma escola de samba carioca. Olé, olá para a Biblioteca Nacional.
Murilo Cunha

Enquanto tablets se expandem no Brasil, livro digital ainda engatinha

Fonte: O Globo. Data: 11/05/2011.
Autor: Paulo Justus.

SÃO PAULO. Enquanto a base de proprietários de tablets, como o iPad, cresce em ritmo acelerado no Brasil, a oferta de livros digitais engatinha, devido a obstáculos que vão da renegociação de direitos autorais à preocupação com pirataria. Paulo Rocco, dono da editora Rocco, conta que alguns agentes cedem os direitos autorais para o livro digital por apenas dois anos, a título de experiência.
A editora começou a vender e-books há um mês. São 50 títulos, tirados dos contratos mais novos, que preveem a cessão de direitos para livros digitais.
Apesar das dificuldades, as editoras querem dar este ano um salto no número de e-books. A LP&M, hoje com 200 títulos, pretende chegar a 450. A Zahar quer passar de 300 para 450, e a Sextante, de 50 para 100.
- Se você procura um livro digital que não existe, a chance é maior que ele seja pirateado - diz Marcos Pereira, editor e sócio da Sextante.
Download é pouco se comparado à venda impressa
O consumo ainda é modesto. O best-seller "A cabana", da Sextante, atingiu em seis meses mil downloads, contra 200 mil cópias em papel vendidas no período. Já "Comer, rezar e amar", da Objetiva, teve 75 downloads em abril, contra 10 mil impressos vendidos.
Na Zahar, que produz livros digitais há dois anos, o faturamento destes é de apenas 0,1% do total. A editora, forte em livros acadêmicos, vende títulos por 30% menos que nas livrarias e oferece capítulos separadamente, por até R$ 1,90.
De olho na demanda futura, LP&M, Objetiva, Planeta, Record, Rocco e Sextante criaram em 2010 a Distribuidora de Livros Digitais (DLD). Ela entrou efetivamente em operação há um mês, com catálogo de 400 obras, vendidas por Saraiva e Livraria Cultura e preço 30% menor que a versão em papel. Roberto Feith, diretor-presidente da Objetiva e presidente do Conselho da DLD, aposta na forte expansão quando os e-readers forem acessíveis à classe média.
Na Ediouro, a ênfase ainda é nas classes A e B. Ela tem hoje 200 livros digitais. Já a Record vem apostando em títulos para o público jovem.

10 de mai. de 2011

Novo número da revista Biblos

URL da revista: www.biblos.furg.br
A Biblos: Revista do Instituto de Ciências Humanas e da Informação da Universidade do Rio Grande (RS) está disponível com o seu mais novo número. A mudança de foco da revista, onde antigamente somente História e Biblioteconomia tinham espaço, passou a abarcar a Ciência da Informação, ampliando seus horizontes e deixando os profissionais da informação mais próximos da revista.
Dessa forma, está aberto o processo de submissão da revista, para as áreas da Arquivologia, Biblioteconomia e Museologia ou trabalhos relacionados à informação.

Uma paisagem ampliada

Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 09/05/2011.
Fonte original: New York Times.
Autora: Helena Mulkern.
Quando eu morava na Eritréia, participava de um clube do livro. Havia um núcleo flutuante com cerca de 30 pessoas, e tínhamos cerca de 700 volumes, os quais a cada mês levávamos de casa em casa em caixas de papelão, de acordo com quem recebesse o evento. Era uma baita tarefa carregá-los por aí. Como não havia mais bibliotecas em Asmara, onde eu vivia pegar emprestado e desfrutar dessa carga preciosa era um verdadeiro privilégio. Hoje, você pode colocar todos os dados impressos desses livros em um smartphone. É possível se sentar à beira de um lago no Alasca e baixar um livro libanês em árabe. Os livros agora estão disponíveis on-line para leitores que nunca tiveram acesso a materiais de leitura. Helena Mulkerns é escritora e editora na Irlanda, além de especialista em "e-books" e edição customizada.

6 de mai. de 2011

Biblioteca Pública da Bahia: 200 anos

Em 13 de maio de 2011 será comemorado o bicentenário da primeira Biblioteca Pública do Brasil: é a Biblioteca Pública do Estado da Bahia.
Parabéns aos dirigentes e colaboradores da Fundação Pedro Calmon/Secretaria de Cultura do Governo do Estado da Bahia, aos atuais responsáveis por este importante patrimônio que é a Biblioteca Pública do Estado da Bahia, conhecida também como Biblioteca dos Barris, pelo nome do bairro onde está localizada.
Contato: E-mail: bpeb.fpc@fpc.ba.gov.br
Horário de Funcionamento:
Segunda à Sexta das 08h30 às 21h

Endereço:
Biblioteca Pública da Bahia
Rua General Labatut, 27. Bairro: Barris
Telefone: (71) 3117-6000 / 6084

Novo número da Revista de História da Biblioteca Nacional

Acaba de ser lançado, em de maio de 2011, novo número da Revista de História da Biblioteca Nacional, que traz reportagem especial sobre bandidos sedutores, que discute e analisa como figuras como Lampião, Escadinha e Leonardo Pareja.
A revista publica ainda matéria sobre a eterna rivalidade entre Brasil e Argentina no futebol, além de análise do historiador José Murilo de Carvalho sobre os registros fotográficos dos fatos que marcaram a assinatura da Lei Áurea, em maio de 1888, e reportagem sobre a Guerra do Pente, que aconteceu em Curitiba no final da década de 1950.
Lançada em 2005, a Revista de História da Biblioteca Nacional é a única em seu segmento editorial especializada em História do Brasil e traz, a cada mês, reportagens e artigos assinados por importantes historiadores e sociólogos.
Para mais informações entre em contato com Luana Rocha luanarocha@belemcom.com.br ou Marlene Duarte marlene@belemcom.com.br, ou ligue para (21) 2555 8900.
Twitter @belemcom e no Facebook: facebook.com/belemcom.

4 de mai. de 2011

Todos contra o Google

Fonte: Revista Época. Data: 04/05/2011.

Depois da Nokia, Microsoft agora consegue acordo com a RIM: o Bing vai ser buscador padrão do BlackBerry. No mercado de dispositivos móveis, o Google é o inimigo
A Microsoft anunciou essa semana uma parceira com a Research in Motion, fabricante do smartphone BlackBerry. O buscador e o serviço de mapas do Bing passam a ser padrão nos celulares e tablets da RIM, substituindo o Google e o Google Maps. Steve Ballmer, diretor-executivo da Microsoft, fez o anúncio na conferência BlackBerry World, na Flórida. Essa é a segunda parceria de peso que a Microsoft conseguiu em 2011 para combater a crescente influência da Apple e - principalmente - do Google no mercado de dispositivos móveis. Em fevereiro a Microsoft e a Nokia, ainda a maior fabricante de celulares do planeta, anunciaram que os smartphones da empresa vão rodar o sistema operacional Windows Phone 7, uma mudança radical para a Nokia, que até então usava um sistema próprio, o Symbian.
O sucesso do Android, do Google e do iOS, da Apple, colocou todas essas empresas em uma situação incômoda. Uma pesquisa da Nielsen divulgada no fim de abril mostra que 31% dos consumidores afirmam que seu próximo smartphone será com Android, enquanto 30% querem um aparelho com o iOS. O BlackBerry aparece em terceiro, com 11%, e o Windows em terceiro, com 6%. O Symbian, pelo segundo ano, aparece com 0%. Da pesquisa feita entre julho e setembro de 2010 para a mais recente, de janeiro a março de 2011, apenas as intenções de compra do Android aumentaram, todas as outras diminuíram. De acordo com a Gartner, Android e iOS serão mais de 50% do mercado global de sistemas operacionais móveis já esse ano, enquanto para 2012 o Android deve ter metade do mercado sozinho.
Embora a parceria da Microsoft com a RIM seja menos estrutural que a parceria com Nokia - o BlackBerry continua rodando o sistema próprio da RIM, e continua dependendo pouco de recursos de terceiros -, a aproximação um tanto estranha entre as essas empresas mostra o quanto eles estão dispostos a lutar por mais espaço no mercado de aparelhos móveis, marcado para ser dominado pelos diversos aparelhos rodando Android e, um pouco atrás, pelo iPhone. Por outro lado, com a dominância quase completa da Apple e do iPad no mercado de tablets, a RIM apelou para o Google para conseguir crescer: no mesmo evento em que Ballmer anunciou a parceria com a Microsoft, a RIM mostrou como aplicativos para o Android serão emulados no sistema operacional do PlayBook, o recém-lançado tablet da empresa.

Projeto de lei de acesso a informações sigilosas

Fonte: Agência Senado. Data: 03/05/2011
Autora: Cristina Vidigal

O Senado poderá votar no dia 18 dois importantes projeto de lei da Câmara: o PLC 41/10, que regulamenta o acesso a informações de interesse coletivo produzidas ou custodiadas pelo Estado, e o PLC 1/10, que define as competências de estados, municípios e do governo federal na preservação de florestas, proteção de paisagens e combate à poluição. Aprovadas por duas comissões, normas de sigilo de documentos oficiais podem ter tramitação acelerada.

Evento: Conferência Luso-Brasileira sobre Acesso Aberto

Local: IBICT, Rio de Janeiro. Data: 24 e 25 de Novembro de 2011

Na sequência do Memorando de Entendimento assinado entre os Ministros da Ciência e Tecnologia de Portugal e do Brasil em Outubro de 2009, e dando continuidade à Conferência Luso-Brasileira sobre Acesso Aberto, organizada em 2010 pela Universidade do Minho, vai realizar-se nos dias 24 e 25 de Novembro (CPRM – Serviço Geológico do Brasil), no Rio de Janeiro, Brasil, a 2ª Conferência Luso-Brasileira de Acesso Aberto.
A conferência pretende reunir as comunidades brasileiras e portuguesas que desempenham atividades (pesquisa, desenvolvimento, gestão de serviços, definição de políticas, etc.) relacionadas com o acesso aberto ao conhecimento científico.
Os temas a serem tratados no âmbito da conferência são os seguintes, aqui apresentados a título de exemplo:
- repositórios de publicações científicas;
- revistas científicas de acesso aberto;
- repositórios de dados;
- direitos autorais;
- políticas e mandatos de acesso aberto;
- interoperabilidade entre os repositórios e outros sistemas de informação de apoio à atividade científica e acadêmica;
Datas importantes:
01 de Julho – Submissão das propostas de comunicação e pôsteres
01 de Agosto – Comunicação da aceitação das propostas
As propostas deverão ser apresentadas por meio do website da Conferência, a ser disponibilizado em breve.

Ministra na berlinda

Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 04/05/2011.
Autor: Jotabê Medeiros.
Cresce a possibilidade concreta de a presidente Dilma Rousseff trocar a chefia do Ministério da Cultura. Após 5 meses à frente da pasta, a ministra Ana de Hollanda dá sinais de esgotamento e isolamento - e fontes do governo dizem que a presidente está incomodada com a "paralisia" no setor cultural. No Congresso Nacional, os deputados da base de apoio ao governo já pressionam fortemente para que seja tomada uma decisão que destrave o MinC - falando abertamente na demissão da ministra. "Uma pessoa não pode continuar no Ministério da Cultura para barrar uma política que já foi aprovada nas urnas”, disse o deputado José Nazareno Cardeal Fonteles, do PT do Piauí. Fonteles assinou o manifesto que circula na internet, subscrito até ontem por mais de 2 mil pessoas, e que pede mudança urgente nos rumos do MinC.

Mais verba para a construção de bibliotecas

Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 04/05/2011.
Autora: Sonia Racy.
A Fundação Biblioteca Nacional conseguiu liberar, no Ministério da Cultura, recursos de R$ 13,3 milhões. Objetivo? Implantação de bibliotecas, pontos de leitura e bolsas para contratação de 2.415 agentes de leitura em 400 municípios para atuar junto aos beneficiados pelo Bolsa Família. Essa quantia, segundo Galeno Amorim, da BN, ajudarão a zerar, até o final do ano, o número de cidades sem bibliotecas no País.

2 de mai. de 2011

Polêmica sobre livros didáticos aprovados pelo MEC

Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 01/05/2011.
Autores: Por Luiza Bandeira e Rodrigo Vizeu.
Livros didáticos aprovados pelo MEC para alunos do ensino fundamental trazem críticas ao governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e elogios à gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Uma das exigências do MEC para aprovar os livros é que não haja doutrinação política nas obras utilizadas. O livro História e vida integrada, por exemplo, enumera problemas do governo FHC (1995-2002), como crise cambial e apagão, e traz críticas às privatizações. Já em relação ao governo Lula (2003-2010), o livro cita a "festa popular" da posse e diz que o petista "inovou no estilo de governar" ao criar o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. A Folha não conseguiu falar com os autores da obra. Os livros aprovados pelo MEC no Programa Nacional do Livro Didático são inscritos pelas editoras e avaliados por uma comissão de professores. Hoje, 97% da rede pública usa livros do programa.

Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 01/05/2011.
O Ministério da Educação não comentou o tratamento dado a FHC e Lula nos livros. Em nota, listou os critérios técnicos que usa para aprovar os livros, como o que veta obras que "fizerem doutrinação religiosa ou política". A autora Joelza Ester Rodrigues, do livro História em documento, da editora FTD, afirmou que seu livro é imparcial. Ela disse que detalhou as alianças com "conservadores" só no caso de FHC porque o contexto do livro deixa pressuposto que os "partidos adversários" aos quais o PT se aliou também eram conservadores. A Abril Educação, que controla as editoras Ática e Scipione, afirmou, por meio da assessoria de imprensa, que tem uma "política voltada à pluralidade de seus autores e à independência e excelência editoriais".

Suspensão de blog com livros piratas cria discussão na web

Autor: Miguel Conde.

Fonte: Prosa Online. Data: 29/04/2011.

URL: http://oglobo.globo.com/blogs/prosa/posts/2011/04/29/suspensao-de-blog-com-livros-piratas-cria-discussao-na-web-377257.asp

Uma mensagem de violação dos termos de uso anunciou semana passada aos milhares de visitantes diários do blog Livros de Humanas a suspensão da página, que era hospedada pelo Wordpress. Criado em 2009 por um aluno da USP, o blog formou em pouco mais de dois anos uma biblioteca maior do que a de muitas faculdades brasileiras. Até sair do ar, reunia 2.496 títulos, entre livros e artigos, de filosofia, antropologia, teoria literária, ciências sociais, história etc. Um acervo amplo, de qualidade, que podia ser baixado imediatamente e de graça.
Muitas pessoas, é claro, adoravam a página. Entre elas, no entanto, não estavam os editores dos livros reunidos ali. A biblioteca do Livros de Humanas era toda formada sem qualquer autorização.
- É óbvio que o blog desrespeita a legislação vigente - diz o criador da página, que mantém anonimato, numa entrevista por e-mail. - Mas não porque somos bandidos, mas porque a legislação é um entrave para o desenvolvimento do pensamento e da cultura no país.
O mesmo argumento foi defendido nos últimos dias no Twitter por intelectuais como o crítico literário Idelber Avelar, o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro, a escritora Verônica Stigger e o poeta Eduardo Sterzi. Do outro lado da discussão, críticas à pirataria. A Editora Sulina, que vinha pedindo a remoção da página, falou em "apropriação indevida" e o escritor Juremir Machado escreveu: "Quem chama pirataria de universalização da cultura é babaca q ñ vende livro, mas quer q alguém pague a conta. Livro tem de ser barato e pago".
O caso chama atenção para a ampliação da circulação de arquivos digitais de livros na internet, uma prática que dá novo sentido e escala à discussão sobre a circulação de cópias xerocadas no meio acadêmico.
Leia abaixo entrevista feita por email com o criador do Livros de Humanas.
Por que você criou o blog e como ele funcionava?
O blog nasceu no começo de 2009 (e saiu do ar na sexta-feira passada) para ser uma alternativa dos estudantes de letras da USP à copiadora que existe no prédio do curso e que tinha aumentado arbitrariamente em 50% (de 10 pra 15 centavos) o valor da cópia (o contrato de cessão de espaço com o Centro Acadêmico estabelece que a decisão deve ser conjunta). No começo havia a ideia de colocar apenas os textos das disciplinas de cada semestre. Esta iniciativa surgiu sem vínculo algum com o CA, que nunca se manifestou sobre o blog. No começo recebi de alguns colegas os programas das disciplinas e procurava na net se já existia cópia digital dos livros no 4shared ou similares. Se eu não encontrava, mas tinha o texto, escaneava. Por isso, no começo o blog era mais próximo dos meus interesses acadêmicos (mais crítica literária do que linguística, p. ex.) Também recebia textos de outros colegas e assim criamos o blog. No primeiro mês tínhamos menos de cem textos. Com o crescimento deste número e das visitas o blog deixou de ser apenas algo relacionado ao curso de Letras da USP (apesar de ter mantido o nome por mais um ano) e se tornou um depositário de textos da área de humanidades. O blogue saiu do ar com exatos 2.496 arquivos – não necessariamente livros, porque colocávamos também capítulos de livros, alguns de livros que surgiram inteiros no blogue tempos depois.
Com isso meu critério passou a ser o seguinte: se alguém enviava o arquivo eu publicava, independente do ano de publicação e seu estado no mercado (se era lançamento ou texto fora de catálogo). Porém eu só escaneio obra esgotada e que seja difícil de encontrar.
O perfil de seleção era bem básico: textos da área de humanidades ou correlatos. Tínhamos de obras do Will Eisner a livros sobre lógica. De autores brasileiros contemporâneos a material de ensino de língua estrangeira. De Sociologia a Ecologia. Majoritariamente entravam livros em português, mas tínhamos muitas obras em espanhol, inglês, italiano, alemão e francês.

Quantos usuários o blog tinha e qual o perfil deles?
No começo o público era quase que inteiramente uspiano. Nos últimos tempos era majoritariamente universitário, com visitas de todas as partes do globo. De estudantes de Nova Orleans ('terra' de um grande entusiasta do blogue, o professor Idelber Avelar) a visitantes dos PALOP (Países Africanos de Língua Portuguesa). Pelos e-mails de pedidos que eu recebia dava para traçar um perfil mínimo: são estudantes de universidades brasileiras com péssimas bibliotecas. É comum eu receber pedidos do tipo "preciso do livro tal para minha iniciação científica mas não o temos aqui e vi no dedalus (sistema de consulta da USP) que a biblioteca da FFLCH tem". Não consigo – pelos dados informados pelo Wordpress – determinar quantos visitantes únicos o blog recebia diariamente. Nos últimos meses a média de pageviews/dia passava de 10 mil. Em um ano no Wordpress (antes o blogue estava abrigado no blogspot) passamos dos 1,8 milhões de pageviwes, uma média de quase 5 mil/dia.

Antes desse episódio recente você já havia tido algum outro problema?
Sim. Desde o começo links são retirados do ar. E logo depois, claro, eu colocava de volta. Ficamos - eu e ABDR (Associação Brasileira de Direitos Reprográficos) - neste gato e rato até o fim. Quando o blog ainda estava no Blogspot recebi do Google um aviso sobre infração às leis americanas de Direito Autoral. Daí mudei pro Wordpress que é (ou achei que era) mais flexível. Algumas editoras me davam mais trabalho, como a Jorge Zahar e os livros do Zygmunt Bauman ("capitalismo parasitário" era o que tinha mais links retirados) mas nunca passou disso. Denúncia para os sites de hospedagem dos textos e livros. E é preciso dizer, apesar de óbvio, que não fui o responsável pela primeira disponibilização de quase todo o conteúdo do blogue. Mais procurei, editei e organizei num único centro os textos do que outra coisa.

Por que o blog saiu do ar?
Fora os e-mails da ABDR, nunca recebi nada de mais substancial. Nos últimos dias a Editora Sulina (inexpressiva, de quase 3 mil livros que tenho em casa apenas 3 são editados por ela) – seja por seu perfil ou de seu editor no Twitter – reclamou muito do blog e disse que tomaria medidas contra. E dias depois, sem aviso prévio, o Wordpress retirou o blog do ar. E, se não me engano, temos 3, no máximo 5 livros dela. Honestamente, não sei apontar (até porque alguns – como os livros do Maffesoli, hoje editado pela Sulina – são de edições anteriores, como as da Brasiliense) quais são os livros reclamados. Editoras como a Companhia das Letras, que tem cópias de milhares de livros rodando na internet, nunca se manifestaram.

Algumas pessoas defenderam o blog dizendo que ele era como uma biblioteca pública. Concorda com a comparação?
Acredito que a comparação é ruim – posto que o blog é apenas um paliativo que nasceu das péssimas condições das bibliotecas públicas do país – porém não de todo despropositada. O blog era gratuito (tempos atrás fizemos um rateio com doações diversas para a compra de um hd para becape dos arquivos) e acessível para todos. Como uma biblioteca.

E o que você acha da crítica de que o blog desrespeita a legislação vigente?
Bem, é óbvio que o blog desrespeita a legislação vigente. Mas não porque somos bandidos, mas porque a legislação é um entrave para o desenvolvimento do pensamento e da cultura no país. O blog é tão ilegal quanto a cópia xerox nas universidades os sebos de livros antigos. E sem sebo e xerox uma universidade não funciona. Das bibliotecas universitárias a Florestan Fernandes (biblioteca da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP) deve ser uma das 3 ou 4 mais completas do país. E mesmo contando com determinada obra, o número de volumes é insuficiente.
Um exemplo prático: O livro "O demônio da teoria" ficou por anos esgotado (foi reeditado no ano passado – e eu comprei o meu exemplar!) e possuía 3 exemplares na Florestan. Emprestei o livro, escaneei e hoje milhares de outros estudantes tiveram acesso a um texto fundamental para o estudo da teoria literária. A revisão da lei é uma necessidade de nossos tempos. Acreditava muito em avanços durante a gestão Gil/Juca no MEC. Mas o retrocesso defendido por este ministério novo é assustador.
Sem uma revisão da Lei de Direito Autoral que tente equilibrar estas duas demandas teremos mais problemas como este. As editoras de livros preferem seguir o estúpido caminho das gravadoras. E, se não acordarem logo, terão o mesmo destino.

Como possível futuro autor de obras acadêmicas, você consideraria normal que seus livros fossem distribuídos de graça?
Claro! Ainda mais se eu estiver vinculado a alguma universidade pública. A questão não deve ser essa. É óbvio que o autor deve ter remuneração por sua produção. Mas não podemos aceitar como normal que o critério para acesso a um texto (que é produto de sua época e dialoga com toda uma tradição intelectual – seja de domínio público ou não) seja o econômico. Um estudante sem dinheiro para pagar R$ 100 numa obra deve ser desprezado? Acredito que o direito ao acesso e a difusão do conhecimento se sobreponha ao do autor de receber dinheiro por sua obra.
Outro exemplo prático: quando ingressamos na Letras-USP usamos em elementos de linguística o livro "Introdução à linguística" (volumes I e II) editado pela Contexto. O livro é organizado por um professor da USP e os autores dos capítulos são também professores da casa, todos contratados em regime de dedicação exclusiva, além de contar com verba da órgãos públicos (Capes, CNPq, fapesp) de fomento. É justo que este profissional exija de 850 ingressantes (isso só na USP, o livro é usado em outras Instituições de Ensino Superior também) a compra dos dois volumes? E, principalmente, quem recebe este dinheiro? Porque os autores (são mais de dez por livro) recebem centavos de cada edição vendida por quase R$ 40 nas livrarias. Outra situação comum (desculpe se me concentro muito na USP, mas é de onde sou e de onde vejo tudo): livro escrito por pesquisador da USP, editado pela EDUSP ou pela Humanitas (editora da FFLCH) e sem exemplar nas bibliotecas da USP. Se não há cópia nas bibliotecas, por qual motivo não devemos copiá-los?
Por último, duas considerações. A primeira pessoal: Sem a contribuição de centenas de outras pessoas – sejam estudantes universitários ou não – o blog jamais existiria. Sou apenas quem procura na net, organiza os arquivos e escaneia dois ou três livros por mês. E, ao contrário do que acreditam editores como este da Sulina, sou do tipo que não possui e-reader, só usa xerox quando não tem jeito e ainda gasta meio salário mínimo por mês em livros físicos. O livro pirata não tira público do livro "oficial". Não acho que a cópia pirata seja a responsável pelo número cada vez menor nas tiragens das editoras. Acredito no que disse o Gaiman quando veio pra Flip: "O inimigo não é a ideia de que as pessoas estão lendo livros de graça ou lendo na internet de graça. Da minha perspectiva o inimigo é as pessoas não lerem."

A outra é de apoio político. Desde intelectuais do porte de Eduardo Viveiros de Castro e Idelber Avelar a novos pensadores e escritores como Eduardo Sterzi, Veronica Stigger e outros tantos (muitos deles seguidores do perfil do blog no Twitter) apoiam o blog. Todos os que citei aqui possuem obras no blog e deixaram de ganhar (segundo o cego argumento de alguns editores do país) algumas dezenas, talvez centenas, de reais. E não ficam bravos com isto. Pelo contrário, como certa vez tuitou o professor Avelar: "Piratearam meu 1º livro! Tá na net pra baixar. E eu, como autor, gosto disso: http://bit.ly/ikvMaR #PegaECAD"