16 de ago. de 2016

Editoras vendem menos ebooks nos EUA; vendas diretas de autores, disparam

Fonte: E-book News. Data: 7/08/2016.
As editoras estão vencendo a guerra quixotesca contra seus próprios ebooks, visto que as vendas de ebooks caíram entre 11% e 13% no último ano – o número varia conforme a fonte escolhida. Segundo dados da Nielsen, a queda foi de 13% em 2015, comparado com 2014. Como resultado disso, a participação de mercado dos ebooks publicados por editoras, caiu de 27% para 24%. No caso das 5 maiores editoras norte-americanas (comumente apelidadas como “Big 5”), a participação dos ebooks nas vendas caiu de 38% para 34% no período analisado.
Foram vendidas 204 milhões de unidades, contra 234 milhões em 2014. As vendas de livros impressos, por outro lado, aumentaram 2,8%, para 653 milhões de unidades.
Os ebooks tendem a ser mais lucrativos para editoras, visto que alguns custos de distribuição e criação são reduzidos. Nos EUA, porém, as editoras exercem um forte controle sobre os ebooks, como forma de frear a crescente influência da Amazon no mercado. Em termos de faturamento, segundo a revista Fortune, o faturamento com ebooks em 2015 foi de US$ 2.8 bilhões – uma queda de 11% com relação a 2014. O market-share total dos ebooks em 2015 seria de apenas 17%, contra 19% em 2014 e 21% em 2013.
Se por um lado as vendas digitais das editoras caem, o mesmo não pode ser dito das vendas “indie” (independentes), os ebooks auto-publicados por autores. A publicação independente é um fenômeno mundial, através de serviços como Amazon KDP (Kindle Direct Publishing), Smashwords e outros. A publicação digital, sendo mais simples e barata, é um dos pilares deste fenômeno — qualquer autor pode publicar seu original por conta própria, diretamente. Fenômenos recentes da literatura, tendo a série “50 tons de cinza” à frente, surgiram inicialmente por esta forma de publicação.
De acordo com dados do site Author Earnings, de 2014 até o presente as vendas de ebooks por autores independentes veem crescem vertiginosamente, tanto em faturamento quanto em unidades vendidas, compensando (ou até mais do que compensando), o decréscimo nas vendas digitais das editoras. (...)
Em dois anos, segundo a Author Earnings, a participação das editoras, grandes e pequenas, nas vendas de ebooks, caiu de quase 60% para menos de 40% (gráfico acima). Na direção oposta, as vendas de ebooks por autores disparou. Em 10 de janeiro de 2016, este era o cenário dos ebooks mais vendidos na Amazon, principal vendedora do mercado norte-americano:
·         4 dos 10 ebooks mais vendidos eram títulos autopublicados por autores
·         10 dos 20 ebooks mais vendidos eram títulos autopublicados por autores
·         56 dos 100 ebooks mais vendidos (mais da metade) eram títulos autopublicados por autores
·         20 dos 100 ebooks mais vendidos eram títulos autopublicados por autores, com preços entre US$ 2,99 e US$ 5,99

Entre comentaristas e consultores do mercado editorial americano, há uma opinião comum de que a queda na participação das editoras se deve, justamente, ao maior controle que elas passaram a exercer sobre os preços dos ebooks, nos últimos anos. Após a derrota da Apple no processo movido pelo governo dos EUA, contra as práticas comerciais adotadas para ebooks, as editoras tomaram para si o controle dos preços de venda e impuseram (inclusive à Amazon) valores acima de US$ 12,00 para os ebooks. A Amazon, do lançamento do Kindle até meados de 2012, oferecia best-sellers e lançamentos por US$ 9,99.

Biblioteca do STF completa 125 anos

Fonte: Justiça em Foco. Data: 9/08/2016.
 “Por mais que se desenvolvam meios eletrônicos para se traduzir a fala e a escrita, o livro jamais será superado”, com essa frase, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, abriu nesta segunda-feira (8) a exposição “125 anos da Biblioteca do STF”. A data comemorativa que celebra o aniversário da Biblioteca Ministro Victor Nunes Leal nesta data foi instituída pelo ministro Lewandowski por meio da Resolução 571/2016.
No discurso de abertura, o ministro registrou seu agradecimento aos servidores e colaboradores responsáveis pela conservação do acervo, “patrimônio não apenas brasileiro, mas da humanidade”, disse. O presidente ressaltou que, não somente o acervo da Biblioteca e do Museu do STF, mas o próprio prédio do STF, obra do arquiteto Oscar Niemeyer, pertencem ao povo brasileiro. Para o ministro, esses 125 anos da Biblioteca celebram muito mais do que a memória do Supremo, mas “a memória do Direito e a memória da cultura do mundo ocidental”.
O presidente citou, dentre as obras que integram o catálogo de livros raros da Biblioteca, o livro "Orationi", de Cícero, datada de 1556. “É uma biblioteca que tem mais de 100 mil livros, não só jurídicos, mas de literatura, filosofia e conhecimento geral. Portanto, é um acervo que pode ser consultado não somente por especialistas, mas pelo público”, ressaltou.
Mostra
A exposição organizada pela Secretaria de Documentação do STF acontece no Espaço Cultural Ministro Menezes Direito de 8 de agosto a 9 de setembro, oportunidade em que o visitante poderá conhecer mais sobre a história da Biblioteca, a composição das coleções do seu acervo, algumas obras raras e os produtos e serviços que o setor presta ao Tribunal e à sociedade desde a sua criação, em 1891.
Fará parte das comemorações, também, o lançamento do Catálogo de Obras Raras do STF, que será disponibilizado em meio eletrônico no ambiente da Biblioteca Digital.
Na linha do tempo que integra a mostra, consta a reinauguração da Biblioteca, em abril de 2001, quando recebeu a denominação “Biblioteca Ministro Victor Nunes Leal”. A homenagem ao ministro deu-se em razão da sua importância para a sistematização das decisões predominantes no Tribunal por meio das súmulas, das quais foi o grande idealizador.

Também entre os destaques da linha do tempo está exposto o certificado de qualidade ISO 9001:2000 recebido pela Biblioteca pelos serviços de atendimento. De acordo com a Secretaria de Documentação, a unidade do STF foi uma das primeiras bibliotecas brasileiras a obter essa certificação.

Manuscritos de Kafka ficam na Biblioteca Nacional de Israel

Fonte: Diário de Notícias. Data: 9/08/2016.
O Supremo Tribunal de Israel decidiu que os manuscritos de Kafka pertencem à Biblioteca Nacional de Israel
O Supremo Tribunal de Israel pôs fim a oito anos de processos judiciais ao decidir que a Biblioteca Nacional de Israel vai receber a herança de Max Brod, amigo e biógrafo de Franz Kafka. A herança inclui manuscritos literários do autor de A Metamorfose.
Franz Kafka terá dito a Max Brod para destruir o material após a sua morte em 1924, um pedido que Max Brod ignorou.
Após a invasão da então Checoslováquia pela Alemanha em 1939, Max Brod emigrou para a Palestina, levando consigo os manuscritos. Quando morreu, em 1968, Brod deixou os manuscritos à sua secretária, Esther Hoffe.
No testamento, pediu que Hoffe deixasse os arquivos como herança para a "Universidade hebraica de Jerusalém, para a Biblioteca Municipal de Tel Aviv, ou para outra instituição em Israel, ou no exterior". Mas mais uma vez e tal como no testamento de Kafka, a sua vontade não foi atendida.
Em 2007, a secretária morreu, e distribuiu os seus bens pelas duas filhas, com a coleção de Brod a tornar-se objeto de disputas judiciais.
O Estado de Israel, em 2009, exigiu que a família de Hoffe desse o material de Kafka a quem de direito, mas as filhas da secretária argumentaram que poderiam fazer o que quisessem com os documentos que foram oferecidos à mãe.
A família Hoffe possuía parte da coleção de Kafka e terá vendido vários documentos a privados, entre os quais o manuscrito de O Processo, que foi vendido por cerca de dois milhões de dólares.
A porta-voz da Biblioteca, com sede em Jerusalém, disse que será "uma questão de meses" até serem recuperados todos os manuscritos e preservá-los em Israel.

Franz Kafka morreu de tuberculose em 1924 e foi sepultado em Praga.

11 de ago. de 2016

Novo número: Revista Conhecimento em Ação

Novo periódico: Revista Conhecimento em Ação
Revista Conhecimento em Ação
A Revista Conhecimento em Ação (RCA) é uma publicação semestral do curso de Biblioteconomia e Gestão de Unidades de Informação (CBG) da Faculdade de Administração e Ciências Contábeis (FACC) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É um periódico das áreas de Biblioteconomia, Ciência da Informação  e áreas afins. Tem como missão proporcionar debates atualizados sobre questões de informação, no contexto da sociedade do aprendizado contínuo e assim contribuir para a disseminação e promoção de novos conhecimentos no campo da informação. Tem a participação de pesquisadores de universidades nacionais e estrangeiras, bem como de alunos de graduação e pós-graduação. Sendo a informação um elemento fundamental na sociedade contemporânea é importante possibilitar a discussão e o entendimento sobre temas como:  informação e conhecimento, cultura informacional, memória, tecnologias da informação, gestão de unidades de informação, usuários e usos da informação, comunicação e sistemas de aprendizagem,  inclusão digital e social, competências em informação, entre outros temas relevantes para o campo da informação.
O primeiro número está disponível no URL:

10 de ago. de 2016

Nomeados novos presidentes da Biblioteca Nacional e da Funarte

Fonte: Agência Brasil. Data: 9/08/2016.
A Fundação Nacional de Artes (Funarte) e a Fundação Biblioteca Nacional (FBN) têm novos presidentes. Os decretos com as nomeações, assinados pelo presidente interino Michel Temer estão publicados no Diário Oficial da União desta terça-feira (9).

A Fundação Biblioteca Nacional terá, como presidente, Helena Porto Severo da Costa, em substituição a Renato Andrade Lessa. Para a presidência da Funarte, foi nomeado Humberto Ferreira Braga, no lugar de Francisco Bosco. (...)

Evento: Pesquisa em Ciência da Informação

Apraz-nos divulgar o mais importante evento da área da Ciência da Informação do Brasil, com participação de pesquisadores nacionais e internacionais.
O XVII Encontro Nacional de Pesquisas em Ciência da Informação (ENANCIB) faz parte das comemorações dos 70 Anos da UFBA.
Inscrições abertas, pelo site

CRB-1 solicita retificação em edital do certame do IFMS

O Conselho Regional de Biblioteconomia da Primeira Região (CRB-1) solicitou junto à reitoria do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) a retificação do edital do concurso público nº 02/2016 para o certame do instituto, na vaga denominada como de nível básico – classe “c”: auxiliar de biblioteca, com exigência de ensino médio completo. A solicitação deu-se após verificação das atribuições que são privativas do profissional Bacharel em Biblioteconomia.
As exigências de atribuições privativas de bibliotecário para o cargo de auxiliar de biblioteca constatam-se em contrariedade com a Lei n. 4.084, de 30 de junho de 1962, pois deverão ser exercidas por profissional bibliotecário, portador de diploma de nível superior em Biblioteconomia e devidamente registrado no CRB–1. A apresentação do diploma de Bacharel em Biblioteconomia, assim como o registro profissional é imprescindível ao exercício da função de bibliotecário.
Entre as atribuições do cargo estão a de registro - preparo dos livros para empréstimo, seleção e aquisição, automação de bibliotecas, terminologias, preservação do acervo, disposição de estantes e de livros nas estantes, organização e recuperação da informação: representação descritiva de documentos, código e tipos de catalogação, pontos de acesso: entradas de autor, título, assunto e analíticas, classificação decimal universal, normas técnicas da ABNT, tratamento da informação (catalogação, classificação e indexação), estudo de usuários, entre outras. Assim sendo o Conselho solicitou junto à reitoria que seja devidamente corrigido e novamente publicado, alterando a descrição sumaria das atribuições do referido cargo, no edital em questão.
Com salários de até R$ 4,1 mil, o concurso do IFMS inscreve até o dia 7 de agosto e oferece 60 vagas para cargos de técnico-administrativos em educação. Os salários variam entre R$ 2.197 e R$ 4.124. As vagas são distribuídas em cargos de níveis superior, médio e fundamental. A prova está prevista para o dia 4 de setembro, nas cidades de Campo Grande, Dourados e Três Lagoas. A previsão é que o resultado seja divulgado no dia 20 de setembro.
Fonte: Conselho Regional de Biblioteconomia, 1ª. Região.

Data: 5/08/2016.

Em busca dos morcegos da Biblioteca Joanina na Universidade de Coimbra

Fonte: Visão Sete. Data: 5/08/2016.
A visita começa no mítico Paço das Escolas da Universidade de Coimbra. São 30 minutos de fado de Coimbra, para nos fazer mergulhar no espírito académico. Depois disso, estamos prontos para um banho de história, nestas visitas noturnas à UC, que se vão prolongar até final de agosto. Logo de início, ficamos a saber que alguns dos mais emblemáticos lugares da cidade foram casas das famílias reais da primeira dinastia portuguesa, antes de se tornarem lugares da Academia há 726 anos.
Entramos na Sala dos Capelos, antiga Sala do Trono, onde decorrem os doutoramentos honoris causa – e que sorte temos, já que nas visitas diurnas, está quase sempre interdita a visitantes. “De noite, isto é só nosso”, congratula-se Mercedes Gonçalves, coordenadora do turismo da Universidade de Coimbra. A visita noturna passa também pela capela de S. Miguel, de estilo manuelino, e pela prisão académica, onde os alunos passavam alguns dias quando não respeitavam as regras universitárias. Todos estes locais já são do tempo em que “para lá do Mondego, a terra era de mouros”, desvenda Cristina Perestrelo, guia desta visita, em que se permite que tudo seja fotografado livremente.
O que mais encanta muitos dos visitantes é a Biblioteca Joanina, com as suas duas colónias de morcegos que protegem os cerca de 40 mil livros dos insetos bibliógrafos. “Porque não os conseguimos ver?”, interroga-se um grupo de crianças, durante a visita. “Eles são pretos e a noite é escura”, explica a coordenadora.
A subida de 180 degraus à emblemática torre da Universidade, onde mora a “cabra”, o sino que anuncia o início e o fim do horário letivo, é a etapa final. Lá em cima, ficamos a 34 metros de altura e a vista deslumbra os visitantes com uma panorâmica da cidade de 360 graus. De tempos a tempos, ouvem-se as badaladas do maior dos quatro sinos. Fernando Gomes, 58 anos, trouxe a família para lhes mostrar a universidade onde estudou economia. “Há 20 anos que não entrava aqui. É sempre bom reviver”, diz, satisfeito.

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Apenas 13% das escolas possuem total infraestrutura

Autoria: Intia Souza.
Fonte: O Regional. Data: 6/08/2016.
Entre os indicadores levados em consideração pelo MEC estão quadra esportiva e biblioteca, presentes em 58% das instituições de ensino
Apenas 13% das escolas de Catanduva possuem total infraestrutura - É o que aponta o levantamento Todos Pela Educação do Observatório do Plano Nacional de Educação (PNE), com base em dados do Censo Escolar. Entre os indicadores levados em consideração estão quadra esportiva e biblioteca, presentes em 58% das instituições de ensino. 
Esse é o menor percentual registrado na cidade desde o início da série histórica em 2009. Na época, a infraestrutura das escolas chegava a 21,7%, ou seja, 15 instituições de ensino. O maior foi visto em 2011, com percentual de 25,1%, 18 escolas. No ano passado nove escolas possuíam todos os itens que fazem parte da infraestrutura (acesso à água tratada, esgoto sanitário, energia elétrica, banda larga, biblioteca ou sala de leitura, quadra e laboratório de ciências).
Das 69 escolas em Catanduva até o ano passado, 40 delas (58%) possuem biblioteca ou sala de leitura. O menor percentual é o visto na rede municipal de ensino. De 31 escolas, dez (32,3%) possuem biblioteca ou sala de leitura. Na sequência estão às escolas da rede privada, de 26, 19 contam com os itens (73,1%). Em terceiro estão às escolas da rede estadual, de 11, 10 possuem biblioteca ou sala de leitura (90,9%). 
O mesmo percentual (58%) foi visto quando o assunto é quadra esportiva. O menor número foi visto na rede particular de ensino, apenas 46,2% das instituições privadas, ou seja, em 12 delas. Na sequência está a rede municipal de ensino com 54,8%, 17 das escolas contam com quadras. 100% das escolas estaduais de Catanduva contam com quadra.  
Quando o assunto é laboratório de ciências o percentual em Catanduva chega a 26,1%, ou seja, apenas 18 escolas possuem o item. Na rede municipal de ensino, apenas uma escola possui laboratório (3,2%). O segundo pior registro foi para a rede privada (42,3%), ou seja, 11 escolas. Na sequência está a rede estadual (45,5%), cinco escolas. 
Com relação ao acesso à água tratada, 98,6% das instituições de ensino possuem água tratada, ou seja, 68 delas. Uma escola da rede privada não tem acesso ao item. 
Quando o assunto é banda larga, o alcance é de 88,4% das escolas, ou seja, 61 delas. O menor percentual foi para as escolas privadas (80,8%), ou seja, 21 delas. O segundo foi para as escolas estaduais (90,9%), presente em dez escolas e o terceiro foi para a rede municipal de ensino (93,5%), em 29 escolas. 
No Brasil apenas 4,5%
O mesmo levantamento mostra que no ano passado, 4,5% das escolas públicas de Educação Básica apresentavam todos os itens de infraestrutura determinados pela estratégia do Plano Nacional de Educação (PNE). Entre os itens mais escassos está a quadra esportiva, presente em apenas 31% das escolas, e um fator básico como acesso ao esgoto sanitário é verificado em apenas 37,9% delas.

A estratégia do PNE determina assegurar a todas as escolas públicas de educação básica o acesso a energia elétrica, abastecimento de água tratada, esgotamento sanitário e manejo dos resíduos sólidos, garantir o acesso dos alunos a espaços para a prática esportiva, a bens culturais e artísticos e a equipamentos e laboratórios de ciências e, em cada edifício escolar, garantir a acessibilidade às pessoas com deficiência.

9 de ago. de 2016

Evento: Arquitetura da Informação


V COLÓQUIO INTERNACIONAL DE ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO E MULTIMODALIDADE (V CIAIM):
Dados, Acervos, Tecnologias e Sociedade.
V INTERNATIONAL COLLOQUIUM OF INFORMATION ARCHITECTURE AND MULTIMODALITY (V CIAIM):
Data, Collections, Technologies and Society.

Coordenador: Prof. Dr. Cláudio Gottschalg Duque

Um evento realizado pelo Grupo de Pesquisa R.E.G.I.I.M.E.N.T.O. em apoio às comemorações dos 25 anos do Curso de Arquivologia da FCI/UnB.
Inscrições Gratuitas com certificação https://goo.gl/s6HKLZ
Local: Mini-Auditório do IFB, sala 110 Bloco A. IFB, L2, 610 Norte, Brasília, DF.
Segunda-Feira / Monday 22/08/2016 
18:00h.-18:30h. – Recepção / Inscrição / Reception/subscription.
18:30h. – Cerimônia de Abertura. / Open Cerimony.
19:00h. - 19:50h. – Palestra / Speech Prof. Dr. MEGA SUBRAMANIAM (College of Information Studies University of Maryland / USA). “Translating Numbers into Information: The Promise of Learning Analytics” / “Traduzindo Números em Informação: A Promessa de Aprendizado de Análise de Dados”.
20:00 – 20:50 – Cocktail Lançamento do livro: Ciência da Informação Estudos e Práticas Volume III.
21:00- Fechamento primeiro dia / Closing first day.
 
Terça-Feira / Tuesday 23/08/2016 
19:00h. -19:50h. – Palestra / Speech Prof. Dr. PAULO JORGE OLIVEIRA LEITÃO (Biblioteca de Arte Gulbenkian / Portugal). “Entre bibliotecas e arquivos: as coleções especiais em bibliotecas (o caso da Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian)”. / “Between libraries and archives: the special collections in libraries (the case of the Art Library of the Calouste Gulbenkian Foundation)”.
19:50h. -20:10h. - Intervalo / Coffee Break.
20:10h. – 21:00h. – Palestra / Speech R.E.G.I.I.M.E.N.T.O. (FCI/UnB/Brasil) “Arquitetura da Informação Multimodal, uma proposta e suas implicações” / “Multimodal Information Architecture, a proposal and its implications”.
Quarta-Feira / Wednesday 24/08/2016
19:00h. - 19:50h. – Palestra / Speech Prof. Dr. SERGIO PALMA DA JUSTA MEDEIROS (UFRJ/CEF) “O impossível é mais divertido – do Taxi ao Uber” / “The impossible is more fun – from Taxi to Uber”.
19:50h. - 20:10h. - Intervalo / Coffee Break.
20:10h. – 21:00h. – Palestra / Speech Sr. THIAGO VELOSO VITRAL e Sr. DENIS SILVA (Arquivo Público Mineiro - APM). “O Arquivo Público Mineiro e sua Estrutura” “O Acervo do APM” / “The Minas Gerais Public Archives” “ The APM´s collection”.

21:00h. - Encerramento / End of the Colloquium.

8 de ago. de 2016

UEMS recebe doação de biblioteca e cria Centro de Estudo de Fronteira na capital

Fonte: A Crítica (Campo Grande, MS). Data: 4/08/2016.
Todo o acervo e o prédio onde estão os livros serão repassados para a Universidade por meio de um acordo de cooperação que estabelece a criação do Centro de Estudo de Fronteira General Padilha
Amanhã (5), a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) receberá do Comando Militar do Oeste (CMO) a doação da biblioteca criada pelo Coronel Reformado da Arma de Cavalaria, Rubens de Sá Padilha.
Todo o acervo e o prédio onde estão os livros serão repassados para a Universidade por meio de um acordo de cooperação que estabelece a criação do Centro de Estudo de Fronteira General Padilha, em homenagem ao pai do Cel Padilha, Sr Rubem Menezes Padilha. Neste Centro serão desenvolvidas ações do Centro de Educação Sustentável da America Latina (Cisal) e da Rede Universitária do Corredor Bioceânico, que será coordenada pela UEMS.
História
Segundo o CMO, a construção de uma biblioteca era um sonho do Coronel Padilha, desde os tempos em que era capitão, na década de 70, estimulado pelo acervo de livros, periódicos e documentos que possuía naquela época. Ao longo de sua carreira, sua coleção foi enriquecida em sua passagem por oito das doze Regiões Militares existentes, por sete Estados da Federação e pelo Distrito Federal.
Para possibilitar a materialização desse sonho, o Coronel abriu e alimentou uma poupança ao longo de 30 anos, da qual efetuou apenas dois saques, quando precisou de recursos para atender ao nascimento de um dos seus cinco filhos e para adquirir um carro semi-novo, após ter o seu veículo furtado em Niterói-RJ. Com recursos dessa poupança, a partir de 13 de dezembro de 2010, o Cel. Padilha adquiriu o terreno, construiu o prédio, adquiriu o mobiliário e o equipamento que transformariam o seu sonho em realidade.
Atualmente, a biblioteca reúne um acervo com aproximadamente 3.000 itens, entre livros, documentos pessoais e oficiais e objetos pessoais que traçam a carreira militar do Cel. Padilha. A biblioteca possui também, na área externa, uma gruta que abriga a imagem da Santa Nossa Senhora da Conceição, que pertenceu à mãe do Cel. Padilha, e foi recuperada por ele de um antiquário em Campo Grande. Padilha decidiu doá-la ao Exército Brasileiro, com a finalidade de manter o espaço como área de pesquisas que atendesse às comunidades civil e militar.

A cerimônia de doação da Biblioteca General Padilha ao Exército Brasileiro e celebração do acordo de cooperação com o UEMS, serão realizados na sexta-feira (5), às 10hs, na sede da biblioteca, localizada na Rua Hermenegildo Pereira, nº 206, Bairro Bandeirantes, em Campo Grande

Coleção Uniafro sobre História, Cultura Afro-brasileira e Indígena será lançada na Biblioteca dos Barris

Fonte: Tribuna da Bahia. Data: 04/08/2016.
A  Biblioteca Virtual Consuelo Pondé – unidade da Fundação Pedro Calmon/SecultBa, em parceria com o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiro da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (NEAB-UFRB), realiza na próxima sexta-feira (05), a Biblioteca dos Barris, o lançamento da Coleção UNIAFRO – NEAB.
A coleção reúne 22 obras, organizadas por pesquisadores (as) de diversos estados e países, cujo tema central baseia-se no cumprimento da Lei nº 11.645 - que torna obrigatório o ensino de História, Cultura Afro-brasileira e Indígena nas escolas de educação básica. O evento é aberto ao público, a partir das 14h.
O lançamento será iniciado com uma mesa de debate entre os historiadores Fabrício Lyrio Santos (“Os índios na história da Bahia”), Isabel Cristina Ferreira dos Reis e Solange Rocha (“Diáspora africana nas Américas”) e o filósofo, Emanoel Luís Roque Soares (“As vinte e uma faces de exu na filosofia afrodescendente da educação”), que figuram dentre os 50 organizadores da obra. Com produções de 300 autores de diversas instituições do Brasil e do mundo. 
“Esta coleção é uma conquista dos movimentos negros e indígenas brasileiros em suas lutas seculares, oferecendo vasto material para professores (as) e pesquisadores (as), em variadas abordagens disciplinares, objetivando a implantação da Lei n. 11.645 de 2008”, frisa em sua apresentação, o organizador Antônio Liberac.

Debates - Às 17h, na mesa de lançamento estarão presentes, Antônio Liberac e Rosy Oliveira, organizadores gerais da coleção (NEAB/UFRB), Silvio Soglia, reitor da UFRB, Jorge Cardoso Filho, diretor do Centro de Arte, Humanidades e Letras da UFRB, Cláudio Orlando, do Mestrado Profissional em História da África, da Diáspora e dos Povos Indígenas/UFRB, e Sérgio Mattos, superintendente da Editora da UFRB. Na ocasião, a Editora doará um kit da coletânea para cada biblioteca estadual administrada pelo Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas, que será entregue à diretora de Bibliotecas Públicas do Estado/FPC, Maria Cristina Santos.

Faltam livros nas escolas brasileiras

Autoria: BEATRIZ MORRONE E FLÁVIA YURI OSHIMA.
Fonte: Época. Data: 4/08/2016.

A lei determina que cada escola do país tenha uma biblioteca. Apenas 37% delas cumprem essa exigência. São Paulo tem hoje menos bibliotecas do que tinha há quatro anos

O romance O menino do pijama listrado, de John Boyne, despertou a paixão de Sidineia Chagas, de 25 anos, pela leitura, quando ela cursava, em 2007, o 1º ano do ensino médio na Escola Estadual Professora Renata Menezes dos Santos. Sidineia mora em Parelheiros, região do extremo sul de São Paulo que lidera rankings de violência e de baixo desenvolvimento humano.
O encontro entre Sidineia e a história de Boyne ocorreu quando cada aluno de sua classe recebeu uma caixa com quatro livros. O mesmo encanto com os títulos não aconteceu com boa parte de seus colegas. “Quando a aula acabou, muita gente rasgou os livros”, diz ela. Sidineia viu páginas virar dobraduras ou munição para guerra de bolinhas de papel.
A atitude dos jovens foi um reflexo do descaso com que a própria escola tratava a leitura. Sidineia afirma que as obras foram apresentadas aos alunos sem o respaldo de qualquer atividade pedagógica que destacasse a relevância delas. Além disso, a biblioteca do colégio nunca atraiu frequentadores. Quase sempre fechado, o espaço funcionava mais como um depósito de livros do que como um ambiente de incentivo ao hábito de ler. O mesmo ocorria nas demais escolas da região de Parelheiros.
Essa realidade precária inspirou Sidineia e outros 30 jovens a criar um espaço de leitura que pudessem frequentar à vontade. Nos fundos do Cemitério do Colônia, uma pequena casa antes abandonada abriga a Biblioteca Comunitária Caminhos da Leitura, fundada em 2009, em parceria com uma ONG, o Instituto Brasileiro de Estudos e Apoio Comunitário (Ibeac). “O objetivo foi criar um lugar que, além de emprestar livros, fosse um ponto de encontro para a comunidade”, diz Sidineia. Com a ajuda de instituições públicas e privadas, hoje a biblioteca conta com um acervo de 4 mil exemplares.
Iniciativas como a de Parelheiros surgem para tapar buracos deixados pelas políticas educacionais do estado. Uma lei sancionada em 2010 determina que, até 2020, todas as escolas do Brasil tenham uma biblioteca. Os números, porém, mostram que a obrigatoriedade não será cumprida dentro do prazo – se é que ela será cumprida algum dia. O Censo Escolar de 2015 mostra que somente 37% das escolas públicas e privadas de educação básica (entre a educação infantil e o fim do ensino médio) têm biblioteca. Para que a meta seja alcançada, 84 bibliotecas teriam de ser abertas diariamente, a partir desta semana e pelos próximos 1.389 dias.
Esses números mostram apenas um dos aspectos de como o incentivo à leitura é negligenciado na educação brasileira. As poucas bibliotecas existentes na rede pública costumam funcionar de forma muito deficiente. Entre 11 escolas escolhidas aleatoriamente na cidade de São Paulo, apenas duas bibliotecas funcionam em período integral e três ficam abertas eventualmente. Em seis escolas, alunos não têm livre acesso ao espaço onde ficam os livros. “A sala fica fechada. Os estudantes só podem entrar quando acompanhados por um professor”, afirma o funcionário de uma das escolas, que não quis ser identificado. O motivo mais comum ao acesso restrito é a falta de um supervisor no local.
Isso não ocorreria se a lei fosse respeitada. As bibliotecas escolares devem contar com a presença de um bibliotecário preparado para organizar, abastecer e gerenciar o acervo. Na contramão do que diz a lei, a rede estadual de ensino de São Paulo passou a substituir, em 2009, a instalação de bibliotecas por salas de leitura. Diferentemente das bibliotecas, essas salas são espaços informais, com acervo diminuto, sem preocupação com iluminação ou organização apropriada para atividades relacionadas ao estudo e à leitura. Outra diferença fundamental da sala de leitura é que ela dispensa a presença de um profissional preparado para receber os alunos. “Um dos papéis do bibliotecário é sugerir ações pedagógicas que tornem a biblioteca um espaço convidativo para os alunos”, diz Maria Aparecida Lamas, educadora especializada em formação de leitores.

Em 2012, 13% das escolas estaduais paulistas tinham bibliotecas. Salas de leitura estavam presentes em 75,4% delas. Em 2015, o número de escolas com bibliotecas caiu para 7,4%, enquanto o de salas de leitura aumentou para 78%. Nesse mesmo período, não houve expansão da rede de bibliotecas entre as escolas municipais. (...)

A biblioteca mais antiga de SP, lar de monges e fechada ao público

Autoria: Renata Nogueira.
Fonte: UOL. Data: 2/08/2016.
O coração de São Paulo abriga a biblioteca mais antiga da cidade, que também é uma das mais antigas do país. Com 418 anos de história, a coleção de livros do Mosteiro de São Bento é conservada em amplas salas no segundo andar do histórico prédio localizado a poucos metros do local onde a metrópole nasceu. 
Os títulos da biblioteca do Mosteiro de São Bento estão disponíveis para consulta dos próprios monges, que têm a leitura como um de seus hábitos diários, e para os alunos da Faculdade de São Bento. O acesso ao ambiente da biblioteca, no entanto, é de claustro e restrito aos 40 monges beneditinos que lá vivem.
A reportagem do UOL teve a oportunidade de conhecer o local na companhia do monge bibliotecário, Dom João Baptista. O alagoano de 34 anos vive no mosteiro há oito e abriu as portas do claustro para dividir um pouco da história dos 115 mil livros que lá chegaram desde 1598 junto com os primeiros monges. 
Os exemplares mais antigos - como uma bíblia de Gutenberg do século 15 - foram trazidos da Europa pelos monges vindos do Velho Mundo ou sob encomenda. Já os mais recentes datam deste ano e atendem à demanda dos cerca de 200 alunos dos cursos de Filosofia e Teologia oferecidos pela Faculdade de São Bento.
Se engana, porém, quem pensa que apenas títulos de filosofia e teologia fazem parte do acervo. Obras de literatura, como "O Pequeno Príncipe", e ficção, como o polêmico "O Código Da Vinci", de Dan Brown, fazem companhia aos muitos títulos religiosos. "Temos que nos adaptar e adquirir essas obras. A gente tem que acompanhar sempre, não estagnar", explica Dom João.
O menino louro criado por Saint-Exupéry em 1943 ganhou até uma exposição, "O Pequeno Príncipe Descobre o Mosteiro", em cartaz até o dia 6 de agosto. Segundo Dom João, que também exerce o cargo de produtor cultural do mosteiro, esta é uma forma de aproximar a população da biblioteca exclusiva dos monges. "Eu uso as obras da biblioteca em 80% das exposições", explica o monge bibliotecário.
Livros mais populares, como autoajuda ou biografias de artistas, só não entram no acervo por falta de espaço físico. A biblioteca, antes restrita a um clássico salão repleto de estantes de madeira escura e um mezanino, hoje também ocupa um amplo espaço que antes servia como dormitório dos monges. 

Os alunos da faculdade têm à disposição uma antessala com mesas e computadores, onde podem consultar as obras trazidas pelos poucos funcionários da biblioteca. O ambiente onde os livros ficam armazenados tem acesso restrito aos bibliotecários e aos monges que leem diariamente seguindo o capítulo 48 da Regra de São Bento. "A conservação dessa maneira acabou salvando nossa cultura", defende o monge. (...)

4 de ago. de 2016

Evento:Editoração Científica


Evento: Ciência da Informação

XI Workshop Internacional em Ciência da Informação (XI WICI) Documentos digitais: gestão, preservação e acesso 12 a 15 de setembro de 2016 
O WORKSHOP INTERNACIONAL EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO é um evento do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PPGCINF), da Faculdade de Ciência da Informação (FCI) da Universidade de Brasília (UnB), cujo objetivo central é promover o debate sobre temas contemporâneos pertinentes à Ciência da Informação (CI) e às demais disciplinas com as quais a CI dialoga em uma perspectiva interdisciplinar, propiciar a integração dos docentes e discentes do PPGCINF com instituições nacionais e internacionais e especialistas no tema principal do encontro, bem como a divulgação de pesquisas desenvolvidas no PPGCINF e nos Grupos de Pesquisa. 
O evento contará com palestrantes do Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS), da Universidade de Salamanca, da British Library, do Smithsonian Center for Learning and Digital Access (SCLDA) e da Universidade do Porto. 
Poderão inscrever pôsteres na área da Ciência da Informação, professores, pesquisadores e alunos de pós-graduação (mestrado e doutorado). Os pôsteres deverão ser resultado de pesquisas em andamento ou concluídas nos últimos três anos, devendo conter os seguintes dados: título e subtítulo (se houver), nome completo de todos os alunos coautores, nome completo do professor responsável (se for o caso), e-mail preferencial para contato, url vinculada ao pôster (se for o caso). 
Prazo para submissão: 26/08/2016 Envio para o e-mail: unbwici2016@gmail.com Língua: Português, Espanhol e Inglês 

Os pôsteres ficarão disponíveis para apreciação dos interessados ao longo de todo evento, devendo os autores estar disponíveis para questionamentos no dia 15 de setembro, das 09h às 17 horas.

Ranking da Nature tem Unesp em primeiro na América do Sul

Fonte: Agência FAPESP. Data: 4/08/2016.
URL: http://agencia.fapesp.br/ranking_da_nature_tem_unesp_em_primeiro_na_america_do_sul_/23700/

A Universidade Estadual Paulista (Unesp) é a primeira instituição de pesquisa nas Américas do Sul e Central e a 81ª no mundo no Nature Index 2016 Rising Stars.
O ranking lista as “estrelas ascendentes” da pesquisa mundial com base no Nature Index, que acompanha a produção científica feita em mais de 8 mil instituições.
Segundo a Nature, o índice Rising Stars reúne organizações que “ainda não estão no topo de seus campos, mas que claramente têm o potencial de brilhar mais forte do que as demais”.
“Essas instituições e seus países têm melhorado suas performances frequentemente sem a longevidade, a reputação e os recursos de muitas instituições bem estabelecidas que lideram os rankings acadêmicos, como as universidades Harvard e de Cambrige”, destacam.
As instituições que integram o índice tiveram notável aumento em sua contribuição para importantes revistas científicas, conforme o indicador WFC (de “weighted fractional count” – “contagem fracional ponderada”).
A Unesp teve um crescimento no WFC de 109,87% entre 2012 e 2015. O Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas (Conicet), da Argentina, que vem em segundo no ranking para as Américas do Sul e Central, teve um aumento de 23,92%. A Universidade Nacional Autónoma do México está em 3º, seguida pela Universidade de São Paulo. A FAPESP ocupa a 16ª posição.
A China domina o Nature Index mundial, com nove das dez primeiras posições. A Academia de Ciências da China está em primeiro, seguida pela Universidade de Pequim e pela Universidade de Nanjing.
A Unesp está presente em 24 cidades do Estado de São Paulo com 34 faculdades e institutos, onde são desenvolvidas atividades de ensino, pesquisa e extensão em todas as áreas do conhecimento. Fundada em 1976, a instituição oferece 155 cursos de graduação e 146 programas de pós-graduação. Tem 51.311 alunos (37.770 na graduação e 13.541 na pós stricto sensu), 3.826 professores e 6.782 servidores técnico-administrativos.

Mais informações sobre o Nature Index Rising Stars: www.natureindex.com/supplements/nature-index-2016-rising-stars/index

Começam as negociações do PNLD 2017

Fonte: ABRELIVROS. Data: 29/07/2016;
Professores, coordenadores pedagógicos e diretores de escolas públicas de todo o Brasil têm até o dia 12 de agosto para eleger os livros que irão adotar no Programa Nacional do Livro Didático (PNLD 2017).

Mas, mesmo assim, a romaria de editores a Brasília já começa na próxima terça-feira (02), quando acontecerá a primeira rodada de negociações do PNLD 2017. Nesse momento, será negociada a compra de reposição e complementação de obras adquiridas em anos anteriores. Em 2016, o PNLD comprou 128,6 milhões de exemplares, o que redundou em um investimento de R$ 1,07 bi.

A importância do bibliotecário na formação educacional

Fonte: A Tribuna (Mato Grosso). Data: 24/07/2016.
Com a correta utilização das obras literárias é possível expandir o conhecimento e ampliar os horizontes dos estudantes, que além de melhorar a escrita e a fala, sentirão necessidade de acessar outras estações, como bibliotecas públicas ou a produção própria.
Não apenas por meio de livros, mas também de revistas, mapas, atlas e materiais multimídia, o educador de todas as disciplinas pode ampliar a bagagem dos estudantes, ensinar e fazê-los tomar gosto pelo conhecimento e pela leitura.
Neste processo, o papel do bibliotecário para que a biblioteca escolar realmente funcione é de extrema importância. A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) em Rondonópolis oferece, há 16 anos, o curso de Biblioteconomia, que tem formado, ao longo dos anos, uma geração desses profissionais tão importantes para a formação escolar. “O aluno que sai do curso de Biblioteconomia tem um aprendizado que vai desde a organização de uma unidade de informação, não necessariamente uma biblioteca, trabalha toda a parte técnica, classificação, catalogação e identificação, disseminação e tratamento da informação. Pode trabalhar em qualquer setor ou instituição onde existe informação, não apenas na biblioteca comum, como as digitais, base de dados e outros inúmeros locais onde podem atuar”, lembra a professora doutora Marisa Inês da Silva Pinheiro, docente do curso de Biblioteconomia da UFMT. “Ler e escrever bem, estar e ser bem informado, ter competência para gerir e utilizar de forma consciente e cidadã a informação disponível é uma questão pública, um direito do cidadão. O bibliotecário é o profissional com todos os requisitos para trabalhar nas bibliotecas escolares e outros setores econômicos informacionais e de incentivo à leitura”, endossa a professora com pós-doutorado Edileusa Regina Pena da Silva, também professora do curso de Biblioteconomia da UFMT de Rondonópolis.
Lucileia Rosa de Queiroz, que é bibliotecária e atua na rede pública de ensino em Rondonópolis, lembra que a biblioteca escolar é de fundamental importância na vida de cada aluno e comunidade, pois é dela que faz nascer o gosto pela leitura e o prazer por viajar nas histórias dos livros que se encontram organizados em seu acervo. “Através da ‘contação’ de história plantamos nos nossos alunos a semente chamada leitura. A cada dia nós bibliotecários regamos, através dos sons das palavras, para que se formem histórias que soam aos nossos ouvidos como música e alegram nossa alma. A leitura enriquece o saber e transforma uma vida”, disse Lucileia, ainda lembrando que o profissional bibliotecário frente a uma biblioteca escolar, além de organizar o ambiente e disseminar a informação, pode despertar o gosto pela leitura de forma que resgate a valorização deste espaço tão fundamental no ensino-aprendizagem dos estudantes.
EXERCÍCIO DA PROFISSÃO
Apesar de regulamentada, os profissionais da biblioteconomia ainda encontram muitas dificuldades para a inserção no mercado de trabalho. Recentemente, o Município de Rondonópolis realizou concurso público em que a categoria foi incluída nas vagas pela primeira vez na história da cidade, o que foi considerado um pequeno avanço.
Contudo, os profissionais ainda cobram que o Governo do Estado apresente mais receptividade para a criação do cargo de bibliotecário no Estado de Mato Grosso. Conforme o coordenador do curso de Biblioteconomia da UFMT local, André de S. Pena, doutor em Ciência da Informação, a profissão de bibliotecário é regulamentada no Brasil pela lei 4.084 de 1962, que estabelece a exclusividade do bibliotecário no exercício de gestão da biblioteca.
“Tal como um hospital não pode funcionar sem a presença de um médico, o bibliotecário é condição para que a biblioteca atinja seus objetivos de formação de uma população leitora. A missão é essencial porque uma população afeita ao saber poderá, inclusive, cuidar melhor da própria saúde tanto física quanto mental. Ademais, somente o desenvolvimento cultural proporcionará a formação de pessoas mais sensíveis às mazelas sociais. A biblioteca e os bibliotecários, portanto, têm a nobre tarefa de colaborar na construção de uma nova ordem mundial em que a educação seja de fato uma peça chave na construção de uma sociedade mais justa”, comenta.

Na compreensão da também professora da UFMT Lindalva Maria Novaes Garske, doutora em educação, a biblioteca numa instituição educativa exerce um papel fundamental na formação de alunos e professores, uma vez que é no espaço das unidades educativas que deve ser encontrados profissionais comprometidos e capacitados que, por meio da biblioteca, dão sustentação ao trabalho intelectual e político. “É necessário que os órgãos estatais nos âmbitos federal, estadual e municipal, compreendam a importância do profissional da biblioteconomia, garantindo para o setor da educação a criação dos cargos e a realização de concursos para estes profissionais”, disse.

1 de ago. de 2016

Bibliotecas de Uberaba recebem projeto de contação de histórias

Fonte: G1. Data: 26/07/2016.
URL: http://g1.globo.com/minas-gerais/triangulo-mineiro/noticia/2016/07/bibliotecas-de-uberaba-recebem-projeto-de-contacao-de-historias.html

O projeto de contação de histórias, da Superintendência de Bibliotecas Públicas da Fundação Cultural, estará, até sexta-feira (29) em bibliotecas de bairros do município. As atividades têm como objetivo incentivar a aproximação do leitor com o livro, além de proporcionar o convívio com a escrita literária por meio de rodas de leitura. O projeto “Ciranda de Leitura - cantos e contos que encantam” estará, nesta terça (26) e quarta-feira (27), na Biblioteca Pública Municipal Antônio Carlos Marques, no Centro Municipal de Educação Avançada (CEMEA) Abadia. Já nos dias 28 e 29 de julho, o programa será promovido na Biblioteca Pública Municipal Professor Antônio Bernardes Neto, no CEMEA Boa Vista. As atividades acontecem das 13h30 às 15h30. As sessões de contação de histórias destinam-se às crianças, pais, mães e jovens das comunidades de bairro que frequentam as bibliotecas municipais. Todas as atividades são gratuitas.

Biblioteca norte-americana indica livros baseados nas tatuagens de leitores

Autoria: Frederico Portela
Fonte: O Globo. Data: 28/07/2016 12:55
URL: http://blogs.oglobo.globo.com/tattoo/post/biblioteca-norte-americana-indica-livros-baseados-nas-tatuagens-de-leitores.html

A biblioteca pública do condado de Multnomah, no estado norte-americano de Oregon, resolveu indicar livros de uma forma curiosa. Na terça-feira, através do perfil da instituição no Twitter, uma equipe de bibliotecários pediu para que os tuiteiros enviassem fotos de suas tatuagens. A cada mensagem recebida, uma publicação era sugerida de acordo com o tema do desenho da tattoo. (...)

Morador de rua passa dia em biblioteca lendo e anotando

Autoria: Thailla Torres.
Fonte: Campo Grande News. Data: 28/07/2016.
URL: www.campograndenews.com.br/impressao/?_=%2Flado-b%2Fcomportamento-23-08-2011-08%2Fmorador-de-rua-passa-dia-em-biblioteca-lendo-e-anotando-para-matar-dor-do-tempo
Antes do sol aparecer, Carlos Augusto Durval dos Santos, de 56 anos, já está pronto para mais um dia na rua. Dobra o papelão junto com o cobertor que usa para dormir e esconde em um cantinho da cidade. Em busca de alguns trocados, pede dinheiro na rua, toma um café e segue para as escadas que dão acesso à Biblioteca Pública Estadual, na Avenida Fernando Corrêa da Costa.
O lugar parece improvável para quem não tem mais uma casa ou referência familiar, mas assim como Carlos, outros moradores de rua encontraram nos livros a fuga da solidão, do abandono e de outras válvulas de escape, como as drogas. Se para muito hoje em dia a biblioteca é algo obsoleto, para eles é o melhor jeito de ver o tempo passar. 
Há 3 anos, Carlos descobriu nos livros um mundo diferente das recaídas que há tempos ele não dava conta de superar. "Tinha problema com a bebida sabe... Na rua, a gente começa andar com outras pessoas e acaba se afundando. Mas eu nunca usei droga, só a bebida mesmo, cai nessa perdição", lamenta.
Mas logo ele abre um sorriso e faz questão de mostrar os cadernos que compra com os trocados da rua. Entre as linhas, estão as anotações de alguns livros e frases que surgem na cabeça durante a noite. Os blocos de anotações são feitos com volantes que ele pega na lotérica. Servem para guardar os trechos das leituras. 
"Não gosto muito de ficção, prefiro os livros espiritas, deixo 4 aqui na minha mesa. Mas já li a biografia da Elis Regina e da cantora Maísa", conta mostrando o amontado de livros na mesa que ele faz questão de sentar todos os dias na biblioteca.
Além das obras de Allan Kardec e as biografias, o dicionário é livro indispensável. O clássico Aurélio é como um acessório para Carlos. "Eu uso ele todo dia, tem algumas palavras nos livros que eu não entendo, aí eu devoro o dicionário. Aí, se tem alguma palavra que eu acho interessante, eu anoto aqui no caderno", explica. 
Ele passa cerca de 8 horas dentro da biblioteca todos os dias. Só para na hora do almoço. A comida ele ganha de uma marmitaria próxima, as vezes até o funcionário do prédio divide o alimento com ele. "Café da manhã para mim não pode faltar, eu sempre faço uns R$ 9 cuidando carro, de manhã eu tenho que comer 2 pães com mortadela", comenta. 
Sem mencionar o motivo, ele conta apenas que saiu de casa em 1990, depois de chegar do Rio de Janeiro. Em Mato Grosso do Sul, chegou a trabalhar em fazendas, mas depois de perder o emprego, foi a bebida que o consumiu totalmente. 
"Hoje frequento o AA (Alcoólicos Anônimos) e fico na biblioteca, tenho a cabeça no lugar, carrego aqui essa vivências e tô muito melhor. Tenho educação, não tenho passagem pela polícia e por isso eu fico aqui, tô nem aí...", reflete se referindo as pessoas que as pessoas ficam incomodadas com a presença deles por ali.
Até para quem admite não gostar de ler, o lugar é como um refúgio. Receoso com a proximidade, o morador de rua Thiago Ferreira Guimarães, de 36 anos, larga o mouse do computador e pede para não ser fotografado assim que percebe a nossa equipe. Após alguns minutos de conversa, finalmente ele topa dar entrevista.
Thiago é outro que pouco fala de onde veio. Não gosta de ser chamado de morador de rua, mas afirma que dorme pelas calçadas todos os dias. Longe de casa, não se reconhece mais em família. "Eu nunca tive família, sei que tive uma mulher velha que se diz minha tutora, mas eu sai de lá faz tempo e fiquei desempregado", conta.
 Na biblioteca, os livros não chamam atenção. Ele aproveita o dia para entrar na internet, assistir disputa de games pelo Youtube, ler o jornal e passar o tempo. Entre uma informação e outra, se confunde com a própria história. Cita os problemas na política e divaga sobre o que família viveu no tempo da guerra fria.
Por fim, admite que ali é onde encontra o apoio que ele não vê nas ruas há muito tempo. "Eu venho pra ficar sem dor, a dor do tempo sabe? É pra aliviar o tempo, eu tinha outro ritmo, usava drogas e hoje não uso nem bebida, é um jeito de não ficar vagando pela rua, sozinho...", justifica.
Rejeição - Desde que eles começaram a frequentar a biblioteca, a permanência dos moradores de rua se tornou uma batalha diante da rejeição de outros frequentadores. Quem resiste firme é a bibiotecária Eleuzina Crisanto de Lima, de 41 anos. "As pessoas se incomodaram com a presença deles, pelo fato de não tomarem banho. Mas eu pensei que isso não podia ser motivo para impedir eles de estarem aqui e muito menos das pessoas se sentirem incomodadas", conta.
Por isso a servidora arregaçou as mangas em busca de apoio para quem vivia na rua.  "Pensei comigo: eu não posso perder os meninos, aí eu conversei com eles, expliquei que bastava tomar um banho e entrar limpinho que o problema seria resolvido. Conseguimos parceria com um centro de triagem que oferece assistência social, eles tomam banho, as vezes trocam de roupa quando ela já está bem suja, procuramos fazer documentos para alguns. Tudo para não perder eles, porque isso daqui é pra todo mundo", justifica.
Eleuzina acredita no efeito positivo que os livros e o ambiente proporcionam. "Eles vivem em uma situação tão difícil e posso ver que isso aqui é um suporte de apoio. Por isso, enquanto a gente estiver aqui, vamos bater o pé para que eles continuem frequentando. Porque é uma biblioteca pública e ela deve ser para todos", reforça. 

Em Campo Grande há duas bibliotecas públicas que são abertas à população, também com empréstimo de livros. A Biblioteca Pública Estadual Dr. Isaías Paim fica na Avenida Fernando Correa da Costa, 559, Centro. A Biblioteca Pública Municipal Anna Luiza Prado Bastos fica no Horto Florestal. As duas funcionam de segunda à sexta, das 7h às 17h.