25 de mar. de 2011

Obras sobre educação e África foram acessadas 50 mil vezes

Fonte: Ministério da Educação. Data: 23/03/2011.
Autor: Diego Rocha.
O Portal Domínio Público, do Ministério da Educação, publicou na internet em 21 de fevereiro as coleções Educadores e História Geral da África. Desde então, até esta quarta-feira, 23, as obras foram baixadas mais de 50 mil vezes. Os textos são dirigidos a professores e instituições que formam docentes, porém qualquer pessoa pode acessá-los pelo portal. A coleção Educadores conta com 62 títulos de autores importantes que refletiram sobre a área, como Paulo Freire, Darcy Ribeiro, Ortega y Gasset e Antonio Gramsci. Já a coleção História Geral da África foi criada por iniciativa da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), que a lançou em língua francesa em 1980. Aborda desde a pré-história do continente africano até os anos 1980.
Nota do blog:
O URL do Portal é: http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/PesquisaObraForm.jsp

Casa de Guimarães Rosa tem visita virtual

Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 24/03/2011.
O novo passeio via web do projeto Era Virtual (http://www.eravirtual.org/) é pelo Museu Casa Guimarães Rosa, em Cordisburgo (MG), onde o autor nasceu e passou parte da infância. O Era Virtual reúne em um website visitas virtuais a alguns museus brasileiros e ruas das cidades onde eles ficam. No caso do museu de Rosa, o passeio pode começar pela casa em si ou por Cordisburgo e suas ruas pacatas de cidade do interior. Já na entrada, um dos contadores de histórias Miguilim apresenta o museu. É o primeiro de vários Miguilins que acompanham a visita virtual pela casa simples com chão, portas e janelas de madeira

“Perspectivas em Ciência da Informação” completou 15 anos

A revista Perspectivas em Ciência da Informação (PCI) publicada pela Escola de Ciência da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais acaba de completar 15 anos de publicação corrente. O seu último número pode ser acessado no URL:
http://portaldeperiodicos.eci.ufmg.br/index.php/pci

Juiz rejeita acordo do Google para biblioteca digital

Fonte: Reuters. Data: 23/03/2011.
Autora: Diane Bartz
Um juiz norte-americano rejeitou um acordo de 125 milhões de dólares entre o Google e uma associação de escritores que permitiria ao serviço de buscas publicarem versões online de milhões de livros, criando a maior biblioteca digital do mundo.
Denny Chin, juiz federal em Nova York, afirmou que o acordo dava ao Google vantagem competitiva significativa e 'simplesmente iria longe demais' ao conceder à empresa o poder de 'explorar' trabalhos digitalizados sobre os quais existem direitos autorais, permitindo que vendesse assinaturas para acesso a eles sem permissão dos autores.
O Google digitalizou cerca de 12 milhões de livros do acervo de algumas das melhores bibliotecas norte-americanas, como parte de um esforço definido como tentativa de oferecer acesso mais fácil ao conhecimento humano.
Em 2005, a Authors Guild e a Association of American Publishers abriram processo contra o Google por violação das leis de direitos autorais, mas chegaram a um acordo com a empresa, que concordou em pagar 125 milhões de dólares às pessoas cujos livros foram digitalizados, e localizar os autores que ainda não haviam se apresentado, dividindo com eles as receitas auferidas com as obras digitalizadas.
Ainda assim, alguns críticos alegam que o acordo oferece ao Google vantagem competitiva desleal e representa violação das leis antitruste. Chin, juiz de segunda instância que presidiu o caso quando ainda era juiz de primeira instância, acatou as duas alegações.
'O acordo conferiria ao Google vantagem significativa diante dos concorrentes, recompensando a empresa por ter realizado cópias em massa e não autorizadas de obras protegidas por direitos autorais', escreveu Chin em sua decisão que rejeita o acordo.
Ele mandou o Google e as organizações que representam autores e editoras a alterar o acordo de forma a incluir apenas obras cujos detentores de direitos autorais tenham aceitado explicitamente o acordo, em lugar do modelo atual, sob o qual os autores que não desejem que suas obras digitalizadas sejam comercializadas pelo Google teriam de optar explicitamente por isso.

Evento: Acesso livre ao conhecimento

Evento: Acesso livre ao conhecimento
Data: 11 e 12 de abril de 2011.
Local: Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca. Auditório térreo
Fundação Oswaldo Cruz
Rua Leopoldo Bulhões, 1480. Bairro Maguinhos. Rio de Janeiro, RJ
A ENSP promove em sua aula inaugural um seminário internacional. Acesso livre ao conhecimento será o tema debatido reunindo especialistas internacionais e nacionais. Com este evento, a Escola leva à comunidade científica questões importantes como os impactos na produção acadêmica, as mudanças na comunicação da divulgação científica e a inovação no ensino. Para a palestra de abertura, no dia 11/4, às 9h30, no auditório térreo, o diretor da Universidade do Minho (Portugal) e um dos responsáveis pela definição da política de acesso livre à produção científica da instituição, Eloy Rodrigues, abordará a mudança do sistema de comunicação da ciência e seus impactos na produção científica. As inscrições para o seminário já estão abertas.

Novo livro eletrônico: “Gestão, Mediação e Uso da Informação”.

A obra:
VALENTIM, M. L. P. (Org.). Gestão, mediação e uso da informação. São Paulo:
Cultura Acadêmica, 2010. 393p. ISBN: 978-85-7983-117-1
O download é gratuito. O livro pode ser acessado na página da Editora Unesp:
http://www.culturaacademica.com.br/titulo_view.asp?ID=115

College & Research Libraries agora com acesso livre

A importante revista College & Research Libraries (C & RL) vai se tornar uma publicação com acesso livre a partir da edição de maio 2011. Esta mudança na política facilita o acesso público ao conteúdo completo da revista de 1997 até o presente. Para aqueles que trabalham com bibliotecas universitárias esta é um fantástica noticia.
Maiores detalhes no URL: http://crl.acrl.org/
Murilo Cunha

23 de mar. de 2011

Biblioteca empresta cachorro!

Fonte: Yale Daily News
A Biblioteca de Direito da Yale University iniciou um novo serviço: agora é possível levar para empréstimo domiciliar um cachorro! O diretor da biblioteca, Blair Kauffman, informa que os estudantes podem levar Monty por um período de 30 minutos. Ele espera que este novo programa vá reduzir o stress dos estudantes. Caso essa experiência seja aprovada pelos usuários da biblioteca o programa será instituído de forma permanente. É a “dogterapia” em ação!

Bibliotecas japonesas atingidas pelo terremoto

Fonte: Save the library
O grande terremoto, seguido de um maremoto, que atingiu o Japão em 11 de março de 2011, também afetou bibliotecas. Foi criado um sitio na internet que está compilando informações sobre os estragos causados nas bibliotecas, arquivos e museus japoneses.

21 de mar. de 2011

O fascínio das guardas dos livros

Autora: Raquel Cozer
Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 19/03/2011.
Neta de José Mindlin (1914-2010), envolvida na digitalização do acervo do bibliófilo, a fotógrafa Lucia Loeb prepara desde o ano passado um livro todo composto por reproduções de guardas – aquelas páginas duplas, coloridas ou não, que colam a capa ao miolo e antecedem as páginas impressas. As guardas surgiram para proteger o corpo do livro da cola usada na capa, como explica em prefácio a encadernadora Thereza Brandão Teixeira, e adquiriram na Idade Média função de ornamentação. Lucia escolheu pela beleza centenas de modelos encontrados no acervo do avô. “Por enquanto, está com 140 páginas, mas ainda estou trabalhando no material. Talvez diminua para viabilizar a publicação”, diz Lucia à coluna Babel.

STF decide se livro eletrônico é igual a livro de papel

Autor: Felipe Recondo
Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 19/03/2011.
A evolução da tecnologia levará o Supremo Tribunal Federal (STF) a rediscutir o conceito de papel, usado para a publicação de livros, jornais e periódicos. Por consequência, poderá estender a imunidade tributária prevista na Constituição para os livros aos aparelhos de leitura, como o Kindle, e às publicações em CD. Em um processo que trata do tema, os ministros do tribunal reconheceram que o assunto tem repercussão geral. É um indicativo da importância do tema e um sinal de que o tribunal pode alterar seu entendimento sobre o assunto. No processo específico, o STF julgará se são imunes as peças eletrônicas vendidas junto com material didático destinado ao curso prático de montagem de computadores.

18 de mar. de 2011

Um livro didático digital possível

Fonte: PublishNews. Data: 18/03/2011.
URL: http://www.modernaplus.com.br/
Moderna cria material didático apoiado no livro impresso, mas com conteúdo adicional digital
Os estudantes de hoje já nasceram na era digital, mas seus professores não. Como, então, encontrar um ponto de equilíbrio entre a antiga forma de ensinar e a nova forma de aprender e de assimilar uma quantidade cada vez maior de informações que chegam de todos os lados? Durante três anos, a Moderna se empenhou em tentar entender o que seria um livro didático digital e criou a sua própria versão, o Moderna Plus. Não se trata, porém, de um livro totalmente eletrônico. “Não dá para oferecer um livro digital porque o professor não é digital”, disse Miguel Thompson, diretor de serviços educacionais e marketing da Moderna. O Moderna Plus compreende novas mídias e está amarrado ao bom e velho livro de papel, onde estão assinalados os conteúdos adicionais.

17 de mar. de 2011

Com livros na estante, nota aumenta em até 17%

Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 11/03/2011.
O aluno brasileiro que tem até 10 livros em casa tem notas 15% menores em português e ciências do que aquele que tem entre 100 e 200 obras literárias. No caso de matemática, o impacto é de 17%.
O estudo do Todos Pela Educação mostra que a quantidade de livros em casa acompanha uma melhora no desempenho no Pisa. Educadores concordam.
"Um leitor crítico tem mais potencial na escola, especialmente nas disciplinas de ciências humanas. Um exemplo é o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem): se não souber interpretar o texto, não adianta saber o conceito", opina Luiz Chinan, presidente do Instituto Canal do Livro.
Para tornar as obras atraentes, as escolas investem em diversas iniciativas. No Colégio São Domingos, na zona oeste paulistana, por exemplo, os alunos fazem viagens à terra natal dos autores. Cordisburgo, no norte de Minas Gerais onde nasceu Guimarães Rosa, e o sul da Bahia, onde Jorge Amado ambientou suas histórias, são destinos certos.
"O livro tem de fazer sentido. Só assim o aluno se interessa de verdade", afirma o diretor Silvio Barini Pinto.
Promover a interdisciplinaridade, relacionando literatura com geografia e história, e trabalhar parcerias com as famílias são outros recursos explorados pelas escolas.
"Com o repertório mais amplo, o aluno transporta conhecimento para sua vida escolar e para o mundo, contribuindo como cidadão", conta Gisele Magnossão, diretora pedagógica do Colégio Albert Sabin.
Resultados
Os alunos que leem por prazer afirmam que é nítido o impacto positivo do hábito na vida escolar. Eliakim Ferreira Oliveira, de 15 anos, atribui sua conquista - uma bolsa no colégio Santa Maria - ao "vício" em livros. Ex-aluno da rede pública, ele se destacou por seu desempenho e conseguiu a vaga na escola, uma das melhores de São Paulo segundo o Enem.
"Ler bastante foi crucial na minha vida", diz ele, que leu A Evolução da Física, de Albert Einstein e Leopold Infeld, aos 9 anos. Entre os autores que já leu estão Friedrich Nietzsche, James Joyce, John Keats e até Dan Brown (O Código da Vinci).
Brasil: baixa posição
A média do País no Pisa subiu 33 pontos entre 2000 e 2009. Mas o Brasil ainda figura no 53º lugar entre 65 países e a maioria dos alunos não passou do primeiro dos seis níveis de conhecimento.

Arca das Letras leva livros a comunidades e faz sucesso

Fonte: Globo Rural. Data: 17/03/2011
URL: http://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2011/03/arca-das-letras-leva-livros-para-comunidades-e-faz-sucesso-no-ce.html
O programa Arca das Letras, que leva livros para comunidades distantes das bibliotecas, faz sucesso no norte do Ceará. As famílias de agricultores estão encantadas com a oportunidade de leitura.
Mulheres e homens são voluntários na divulgação do saber. Em uma sala, agricultores do município de Itapipoca, na região norte do Ceará, vieram conhecer mais sobre a caixinha vermelha. É uma Arca das Letras que vai ser instalada na comunidade deles.
O programa Arca das Letras é do Governo Federal e existe há 8 anos. O objetivo é levar, através de uma caixa recheada de livros, a leitura e outras atividades educacionais aos moradores da zona rural, onde uma biblioteca é algo raro. Oito mil comunidades da agricultura familiar em todo o Brasil já foram beneficiadas.
O Ceará é o segundo estado em número de arcas, com 807. “Um dos resultados mais comemorados é o aumento considerável no número de leitores que leram 30 livros por ano, sendo que a média nacional é de apenas dois”, explica Cleide Soares, coordenadora Nacional do Programa Arca das Letras.
Os livros, de vários temas, são doados pelo Governo Federal. Eles são organizados nas prateleiras de acordo com as áreas. Depois que os monitores são capacitados sobre o projeto, as arcas seguem para onde eles moram. Uma novinha está chegando na localidade de campo grande. Na frente da casa é colocada a indicação de que lá tem livro para todos e de graça.
Agora a Arca vai ficar permanente na casa do agricultor Francisco Rodrigues que se ofereceu para receber a pequena biblioteca. É só organizar a criançada para todo mundo exercitar a leitura.
Os livros despertam o interesse de todos. Dos mais pequenininhos aos mais velhos.
O mais curioso é saber que Francisco nem sabe ler e mesmo assim reconhece a importância do conhecimento para a melhoria de vida. “Para mim é uma satisfação muito grande porque a comunidade não precisa deslocar. Estou muito orgulhoso de receber a biblioteca aqui em minha casa”.
No Ceará, a estante de livros é feita pelos presos do Instituto Penal Professor Olavo Oliveira, em Itaitinga. Eles têm a pena reduzida e ganham bolsas de trabalho do governo.

16 de mar. de 2011

Educação e Tecnologia - O prazer da leitura

Autor: Cesar Brod. Data: 15/03/2011.
Em 2003 tive a honra de participar de um projeto financiado pelo Ministério de Apoio ao Desenvolvimento da Finlândia, que gerou o livro Free as in Education. Minha parte do projeto consistia no levantamento do uso de softwares de código livre e aberto e seu potencial de melhoria das condições de vida das pessoas da América Latina. Mas, para fazer isto, senti a necessidade de colocar no trabalho um breve apanhado do uso de tecnologias de informação e comunicação em nossa região que, passados oito anos, mudou significativamente.
Lembrei-me deste trabalho lendo a reportagem especial da Zero Hora de sábado, 26 de fevereiro: "Além dos Livros - Estratégias para cortejar o leitor", de Jaime Silva. A matéria fala da concordata da livraria Borders, uma das maiores dos Estados Unidos, com mais de 650 lojas no país. Mas o que chamou-me mesmo a atenção foi um gráfico mostrando que enquanto nos Estados Unidos o mercado editorial movimenta R$ 19,41 milhões, no Brasil este número é equivalente a menos de um quinto deste valor: R$ 3,37 milhões. Mesmo levando em conta a população de cada país (o Brasil tem quase 200 milhões de habitantes, os Estados Unidos cerca de 300 milhões), a diferença ainda é representativa.
Em meu estudo, em especial nas páginas 10 e 11, comparo a quantidade de cartas, per capita, enviadas em 1995 nos países industrializados e na América Latina. Perdemos muito feio! Mandávamos apenas a sexta parte do que os países industrializados enviavam como correspondência internacional e a vigésima parte quando a comparação era feita com a correspondência doméstica. Nos comunicávamos mal com os outros mas pior ainda com nós mesmos.
Mas, tudo mudou! Ao menos no Brasil somos os campeões das redes sociais! Uma reportagem de Camila Fusco para a Folhapress mostra que 34 milhões de brasileiros, representando 85% dos internautas do país, estão no Twitter, Orkut, Facebook e outras redes. Destes, 24 milhões participam de jogos como o Colheita Feliz.
Não é incomum uma nova tecnologia ser adotada sem que se passe por pressupostos requisitos. Países que tinham baixíssima penetração de redes telefônicas convencionais deram o salto direto para a telefonia celular. No Brasil a gente podia até não ler muito, mas rapidinho ultrapassamos o número de americanos no Orkut. Nos dêem mais um tempinho que os alcançamos no Facebook também. Também não há razão alguma para que as nossas gerações anteriores tenham conhecido livrarias. Elas podem saltar direto para a leitura em netbooks, tablets e sabe-se lá mais o que está por vir.
Eu gosto de ler. Criei o hábito, desde pequeno, de sempre ler antes de dormir. Isto é tão arraigado em mim que não consigo pegar no sono sem ler. Meus pais são os responsáveis por este saudável vício, compartilhado pela família. Assim, livros saem relativamente baratos para nós, já que eles circulam por muitas mãos dentro do ambiente familiar e outras tantas fora dele. Mas, comparando com os Estados Unidos, os livros aqui são muito caros. Passei algum tempo nos Estados Unidos e lá os livros caros eram os recém lançados, em capa dura. Pouco tempo depois os mesmos livros saíam com capa mole e preços promocionais. Além disso, muitas livrarias tinham seu "sebo" interno com livros usados e pontas de estoque.
Mas eu acho que o preço não é uma desculpa muito válida para se ler pouco. Há muitos bons sebos espalhados pelo Brasil e mesmo na web. Minha mulher compra muita coisa baratinha na Estante Virtual. Também há bibliotecas legais espalhadas pelo Brasil inteiro. Eu li muito do Isaac Asimov, Bertrand Russel, José Mauro de Vasconcelos, Mário Chamie e tantos outros em livros que eu tomava emprestado da Biblioteca Municipal de Guarulhos durante minha infância e adolescência. Histórias de biblioteca fazem parte do meu folclore individual e, quem sabe, um dia ainda escrevo mais sobre elas.
Talvez as redes sociais estejam levando o brasileiro a um meio de leitura com o qual, agora, ele venha a tomar gosto mesmo pela coisa. Bom, tomara! Ler é um prazer tão grande que, aqueles que o sentem, desejam que todos os demais possam desfrutá-lo.

Random House adere ao modelo de agência

Fonte: The Shatzkin Files. URL: www.idealog.com/blog
Data: 16/03/2011.
Agora todas as Big Six estão vendendo livros pelo modelo de agência. A Random House se uniu a suas cinco concorrentes.
Faz quase um ano que a Apple lançou o iPad, abriu a iBookstore e entregou às grandes editoras uma oportunidade para reescrever as regras do mercado de e-book, pelo menos para seus próprios livros e por algum tempo. Como leitores desse blog certamente sabem, cinco das maiores editoras (Hachette, HarperCollins, Macmillan, Penguin e Simon & Schuster) usaram a oportunidade apresentada pela chegada da Apple à cena e implementaram a mudança para o modelo de agência para todos seus clientes. A Random House, por motivos que fizeram sentido para mim na época – e quase certamente ganhando algumas vantagens competitivas no último ano, julgando pela raiva entre muitos de seus concorrentes de igual tamanho –, ficou com o modelo de distribuição original.
A vantagem competitiva vinha do fato de que todas editoras com modelo agência “forçavam” uma margem de 30% no canal de venda de e-book enquanto que a Random House pode ter, no final da história, abocanhado mais margem do canal de varejo.
Estas são minhas interpretações sobre essa mudança:
1. O modelo agência foi bem-sucedido em quebrar a hegemonia da Amazon sobre o mercado de e-book. Um ano atrás, parecia possível que a Amazon conseguisse manter de forma duradoura entre 75% ou 80% do mercado de e-book. Hoje, apesar de ainda terem a maior fatia, e quase certamente terem mais do que o dobro de qualquer outro, o modelo de agência permitiu que se desenvolvesse uma competição real com a iBookstore, o Nook da B&N, Kobo e Google. E os independentes servidos por Google, Ingram e Overdrive ao redor do mundo podem oferecer uma alavancagem de mercado em potencial, se não forem expulsos do jogo pela competição do preço. A Amazon ainda é um gigante, mas não é o único player do mercado. Ao implantar o modelo de agência agora tanto a Random House como a Amazon ganham alguma vantagem comparativa. Se a Amazon ainda tivesse 80% do mercado, não veríamos essa mudança.
2. A Google pode não estar vendendo (ainda) muitos e-books (o sentido de não terem uma grande fatia do mercado), mas estão abrindo cada vez mais espaço para os independentes. Estes conversam com representantes de venda e a Random House possui mais representantes do que qualquer outro. Eu imagino que a empresa começou a sentir um certo desconforto com o feedback que estavam do varejo que eles querem manter vivo.
3. Até o momento, nenhuma das grandes editoras tomou a iniciativa de vender agressivamente e-books diretamente para os consumidores online. Mas elas acabarão tendo de fazer isso. Vocês podem se lembrar que o CEO da Random House, Markus Dohle, me contou no ano passado que tinha percebido que as editoras precisariam se tornar B2C. Ele não estava sugerindo que venderia livros direto ao consumidor no momento; na verdade, ele insistia que havia outras formas de manifestar aquela visão que não fossem vendas diretas. Mas se alguma vez você pensar em vender direto e dedicar quinze minutos a isso, vai perceber que ou terá de fazer sob termos de agência ou enfrentará complicadas e bastante problemáticas conversas com seus varejistas.
E é isso que estou vendo.
No momento, até onde posso afirmar, há muito pouco uso, entre as grandes editoras, de sua capacidade de gerenciar os preços no mercado. Não conheço muitas experiências sendo feitas. Não conheço nenhum especialista em marketing direto ou em dinâmica de preços (duas coisas que seriam relevantes) sendo contratados por grandes editoras para ajudá-las a perceber o potencial das oportunidades. E só posso lembrar de um executivo sênior conhecido que possui um interesse pessoal em dinâmica de preços.
Talvez seja diferente com a Random House. Eles são os líderes tradicionais da indústria em termos de operações e análises. Fazem inventários gerenciados por vendedores para as contas de varejo; não conheço nenhuma outra grande editora que faça o mesmo. Possuem um sofisticado gerenciamento de cadeias de suprimento há anos.
Agora têm a vantagem de ver o que seus concorrentes fizeram e o que não fizeram, durante o primeiro ano de preços pelo modelo de agência. Será importante ver se aproveitam de forma mais enérgica a oportunidade com o gerenciamento de preços do que as outras editoras fizeram até o momento.

15 de mar. de 2011

Curso sobre MARC 21

Estão abertas as matrículas para a próxima turma do curso de extensão, totalmente a distância, MARC21 – Formato Bibliográfico, oferecido pela PUC-Rio, com início das aulas em 04/abril/2011 e duração de 11 semanas.
O curso apresenta o formato, sua finalidade e importância na informatização das bibliotecas, e descreve sua estrutura de campos, indicadores e sub-campos.
O curso tem como objetivo subsidiar os alunos na aquisição de conhecimentos teóricos e práticos para utilização dos campos e sub-campos mais utilizados do formato MARC21 na catalogação de livros, periódicos e outros materiais.
Mais informações e matrícula on-line no sítio da CCEAD/PUC-Rio - http://bit.ly/9kR7wg
Atenciosamente,
Ana Maria Neves Maranhão
Divisão de Bibliotecas e Documentação
PUC-Rio
tel: 55 21 3527-1090
fax: 55 21 3527-1091

Simpósio sobre bibliotecas digitais

Será realizado em Porto Alegre, na PUCRS, de 17 a 19 de maio de 2011, o 6º Simpósio Internacional de Bibliotecas Digitais, organizado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e pelo Consórcio Ibero-americano de Educação em Ciência e Tecnologia (Ibero American Science & Technology Education Consortium, ISTEC).
O  Simpósio pretende ser um fórum de apresentação e debate sobre as últimas novidades  e  tendências  em bibliotecas digitais, com especial destaque às bibliotecas  universitárias na sua função de suporte ao ensino e à pesquisa em  suas  instituições  e  pela  sua  contribuição  ao  desenvolvimento  da sociedade.
O tema  Central  "TECNOLOGIA  E  COMUNICAÇÃO  DIGITAL  PARA  A MEDIAÇÃO DA INFORMAÇÃO"  abrange  os  eixos  temáticos da gestão da informação digital, assim  como  os  serviços  e  a  sua mediação em bibliotecas. Assuntos como cibercultura e  o  pensamento  contemporâneo,  gestão e as perspectivas de futuro  em  bibliotecas  digitais,  a  cultura  digital  e o seu impacto na comunicação  científica e serviços para ambientes virtuais serão amplamente debatidos no Evento.
Maiores informações em: http://www.pucrs.br/istec/sibd

14 de mar. de 2011

Boicote à Harper Collins

Autores: Mànya Milles e Miguel Conde.
Fonte: O Globo. Data: 12/03/2011.
Bibliotecas americanas iniciaram uma campanha de boicote a livros da megaeditora Harper Collins, em resposta à decisão da empresa de estabelecer um limite de 26 empréstimos para as versões digitais de seus títulos, informa a coluna No Prelo. Na semana passada, a editora anunciou um novo modelo de venda de e-books para bibliotecas, no qual cada título digital só poderá ser lido 26 vezes. Depois disso, as bibliotecas terão que recomprar a licença para manter o livro em seu catálogo. A medida pretende estabelecer para os e-books, por contrato, um limite de uso que no caso dos livros impressos ocorre naturalmente, devido ao desgaste que obriga as bibliotecas a reporem periodicamente seus exemplares.

Buscas no Bing crescem e Google encolhe nos EUA, apontam pesquisas

Autor: Jon Brodkin.
Fonte: Networld (US). Data: 14/03/2011.
Taxa de sucesso nas consultas também foi maior no buscador da Microsoft, que viu sua participação subir até um ponto porcentual em fevereiro.
O Bing, mecanismo de busca da Microsoft, está em crescimento, enquanto o Google, dominante nesse mercado, caiu para praticamente dois terços das pesquisas feitas nos EUA, de acordo com novos dados da Experian Hitwise.
O Google.com foi utilizado em 66,69% das pesquisas no período de quatro semanas encerrado em 26/2, caindo de 67,95% em comparação ao mês anterior.
As pesquisas no Bing, incluindo aquelas no Yahoo.com, que utiliza o mecanismo, saltaram de 27,44% em janeiro para 28,48% em fevereiro.
As informações da Hitwise mostram que pouco mais da metade das buscas feitas com o Bing nos EUA ainda ocorre a partir do Yahoo, em vez de pelo próprio site do Bing. No entanto, de acordo com informações da StatCounter divulgada este mês, o Bing teria superado o Yahoo pela primeira vez em escala global.
Há ainda outro relatório divulgado na sexta-feira (11/3) pela ComScore que mostra as pesquisas feitas no Google caindo por causa da concorrência do Bing e do Yahoo. Segundo a empresa de pesquisas, o Bing retinha certa de 13,6% do mercado de buscas nos EUA em fevereiro, meio ponto percentual acima do que o mês passado, de acordo com um artigo publicado no site Bloomberg.
Um porta-voz da ComScore confirmou a precisão dos números destacados pelo Bloomberg. A ComScore também apontou que a parcela de mercado do Google caiu de 65,6% em janeiro para 65,4% em fevereiro, enquanto o Yahoo ficou com 16,1%.
Resultados diferentes
Os dados da Hitwise e da ComScore são muito próximos, mas o método da StatCounter mostra uma liderança muito mais tranquila do Google. De acordo com os dados da empresa, o Google têm 89,94% do mercado de pesquisas global, e 79,63% do mercado americano.
Em escala mundial, o StatCounter dá ao Bing somente 4,37% de parcela de mercado, maior do que do Yahoo, que ficou com 3,93%, mas diz que o Yahoo está à frente do Bing nos EUA por uma pequena parcela.
O StatCount possui códigos de rastreamento instalados em mais de 3 milhões de sites ao redor do mundo, e analisa cerca de 2 bilhões de referenciais de sistemas de busca ao redor do mundo por mês. A Experian Hitwise afirma que reúne dados de 25 milhões de usuários na internet através de 1 milhão de sites, enquanto a ComScore rastreia mais de 3 milhões de websites.
A Microsoft lançou o Bing em junho de 2009. Mais tarde, anunciou o acordo que permitiu ao Yahoo utilizar o mecanismo de busca. A Microsoft até se juntou ao Facebook na criação de uma ferramenta de busca social para ajudar na popularidade do Bing.
A companhia também pode se orgulhar do fato de as pesquisas do Bing e do Yahoo terem maior taxa de sucesso do que aquelas feitas no Google. De acordo com a Hitwise, 81% das buscas no Bing e no Yahoo resultaram no website desejado, enquanto a taxa de sucesso do Google ficou em 66%.

TV e Internet em excesso debilitam saúde de crianças

Fonte: Jornal do Brasil. Data: 13/02/2011.
Passar muito tempo assistindo TV, jogando videogames e navegando pela Internet faz com que as crianças fiquem mais sujeitas a diversos problemas de saúde, entre os quais obesidade e fumo, disseram pesquisadores norte-americanos, ao divulgar recente pesquisa realizada sobre o assunto. Especialistas do National Institutes of Health dos Estados Unidos, da Universidade Yale e do California Pacific Medical Center analisaram 173 estudos conduzidos desde 1980, em uma das mais abrangentes avaliações já realizadas sobre a maneira pela qual a exposição a fontes de mídia pode afetar a saúde de crianças e adolescentes.
Os estudos, a maioria dos quais realizados nos EUA, se concentram em televisão, mas alguns também consideram videogames, filmes, música e uso de Internet e computadores. Três quartos das avaliações apontam que consumo mais alto de mídia está associado a resultados negativos de saúde. Os estudos oferecem fortes indícios de que as crianças com mais exposição à mídia têm maior propensão à obesidade, ao fumo e a iniciar atividades sexuais mais cedo do que as crianças que passem menos tempo diante de uma tela, dizem os pesquisadores.
Outras pesquisas apontam que mais exposição à mídia também está vinculada a uso de álcool e drogas e desempenho escolar mais baixo, mas os indícios quanto a um vínculo a problemas de deficiência de atenção e hiperatividade não são tão firmes, eles apontam.
– Acredito que o número de pesquisas que demonstram esse impacto negativo de saúde tenha sido uma surpresa – disse o médico Ezekiel Emanuel, do NIH, um dos pesquisadores responsáveis pelo relatório divulgado pela organização sem fins lucrativos Common Sense Media, em entrevista por telefone.
Os especialistas alertam há década sobre o impacto do conteúdo sexual ou violento de alguns programas de TV, filmes e videogames sobre os jovens espectadores. Outra questão preocupante é que as crianças passam cada vez mais tempo no sofá assistindo TV ou jogando videogames, quando deveriam estar brincando ao ar livre.
– O fato de que a questão da quantidade talvez importe mais que o conteúdo em si também é causa de preocupação. Temos uma vida de alta saturação de mídia, no século 21, e reduzir as horas de exposição será uma questão importante – acrescentou.

A força da internet

Fonte: Diário Catarinense. Data: 13/03/2011.
As catástrofes naturais não mudam – e, ao que parece, nem toda a tecnologia de última geração é capaz de contê-la. Mas a maneira como a informação circula mesmo em circunstâncias quase totalmente adversas, caso do terremoto seguido de tsunami no Japão, esta sofre mudanças a cada novo episódio do gênero.
Diante do colapso da telefonia, do fornecimento de energia e do sistema de transporte no Japão, as ferramentas sociais se encarregaram de difundir notícias e de prestar solidariedade.
Pelo Twitter, foi possível traçar um quadro da vida cotidiana no centro da tragédia. Brasileiros que vivem no Japão atualizaram em seus microblogs, minuto a minuto, as dificuldades diante do caos. Alguns, com boa conexão de internet, relatavam o exato momento de novos tremores em Yokohama, na região próxima a Tóquio.
– Mais outra sacudida em Yokohama. Droga, porque me assusto com isso ainda – escreveu um deles.
– Finalmente chego em casa. Demorei duas horas em um trajeto de carro que normalmente faço em 40 minutos – desabafou outra tuiteira.
Uma brasileira, em São Paulo, se comunicava via celular no Brasil, com a irmã, em Tóquio, pelo Twitter. Outros postavam fotos sobre o caos do trânsito. Havia quem, inclusive, criticasse o caráter mais ou menos exagerado das notícias que chegavam ao Brasil.
O objetivo central de quem está no ambiente da tragédia é deixar familiares tranquilos em seus respectivos países de origem. O gigante de buscas Google criou uma ferramenta (bit.ly/goojp11) que funciona como um quadro de mensagens e um diretório por meio do qual é possível procurar parentes e amigos e escrever notas para descobrir se eles estão a salvo.
Voluntários ajudaram na montagem do banco de dados do sistema, usado pela primeira vez no terremoto do Haiti, em janeiro de 2010. Além disso, o Google usou pela primeira vez um alerta noticioso em sua página inicial. Estampou na sexta-feira um alerta de tsunami para os países do Oceano Pacífico ameaçados pelo reflexo da onda gigante que atingiu o Japão. “Alerta de tsunami para Nova Zelândia, Filipinas, Indonésia, Papua Nova Guiné, Havaí e outros”, indicava a mensagem.
Mas nem tudo são flores no universo web. Nem bem foram noticiados o terremoto e a tsunami no Japão, e os criminosos digitais puseram mãos à obra. Já apareceram na internet sites com malware fingindo distribuir antivírus. Certos resultados de busca para expressões como “most recent earthquake in Japan” ou “terremoto mais recente no Japão” levam a tais páginas, informou a Trend Micro. A empresa recomenda buscar sites reconhecidos para ler sobre a tragédia.
Outro alerta da mesma empresa diz que o malware Zeus, um dos piores da praça, passou a atacar os sistemas do smartphone Blackberry. Ele se esconde dentro do sistema e é capaz de apagar mensagens SMS. Também pode bloquear números de telefone, chamadas e mensagens – e até mesmo desligar o aparelho.

Nuvem, internet das coisas e internet semântica

Autor: Ethevaldo Siqueira.
Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 13/03/2011.
Até 2020, a tecnologia vai mudar a comunicação entre os equipamentos e a forma como nos relacionamos com eles
Ao longo desta década, pelo menos três avanços notáveis da internet estarão amadurecidos e vão acelerar ainda mais a mobilidade de terceira geração: a nuvem, a internet das coisas e a internet semântica.
Relembremos que nuvem significa "em algum lugar da internet" (em data centers públicos ou privados) ou a nova forma de computação conhecida como cloud computing. A nuvem nos permitirá armazenar quase tudo que hoje guardamos em nossos computadores e smartphones. Ela será o repositório quase inesgotável de nossos conteúdos pessoais, programas e aplicativos.
Tudo o que você quiser, leitor, estará disponível na nuvem: programas, jogos, filmes, aplicativos e todos os tipos de conteúdos. Um exemplo típico dos benefícios da nuvem nessa nova fase da revolução da mobilidade 3.0 é o projeto que a sueca Ericsson desenvolve com a empresa americana Akamai para criação de programas e aplicativos que permitirão aos usuários dos smartphones baixar todo tipo de conteúdo direto da nuvem.
O segundo avanço extraordinário que beneficiará a todos será a "internet das coisas" - um salto da web que estará intimamente ligado à nuvem e nos permitirá estabelecer elos virtuais ou links entre objetos materiais: livros, discos, móveis, documentos, mercadorias, produtos físicos e outros. Essa nova internet terá grande aplicação não apenas em ambiente doméstico ou industrial, mas, principalmente, em ambientes de mobilidade.
A internet das coisas permitirá que nossos carros troquem informações não apenas com os pedágios eletrônicos, mas também com outros veículos e com as estradas, com os sistemas de sinalização e de segurança. Mais ainda: poderão estacionar com precisão e segurança, sem bater nos outros nem na sarjeta.
Nossas roupas, smartphones e objetos pessoais falarão entre si e com o mundo à sua volta, com as portas, paredes e com outros aparelhos domésticos. Com a internet das coisas, o mundo viverá o auge da comunicação máquina-máquina. Bilhões de sensores falarão entre si e estabelecerão um novo diálogo com semáforos, sistemas de transporte, de segurança pública e doméstica, de vigilância de prédios e ruas, de controle do consumo de energia e outras aplicações.
A terceira inovação que vai revolucionar a web e as comunicações pessoais será a "internet semântica", que pode ser definida como um conjunto de métodos ou tecnologias que permitem às máquinas entender o significado da informação. Ou, em outras palavras, entender a semântica da informação. Esse conceito de uma internet avançada foi estabelecido por Tim Berners-Lee, o criador da teia mundial (www, de worldwide web), para quem essa nova internet poderá ser processada direta e indiretamente pelas máquinas.
O melhor benefício que o cidadão de 2020 terá com a internet semântica, em sua fase mais avançada, talvez sejam as pesquisas que seus aplicativos poderão fazer na web. Essas transformações terão enorme impacto na economia, na produtividade, no estilo de vida e no comportamento, em especial com a expansão acelerada do uso dos dispositivos de tecnologia pessoal, como smartphones e tablets.

12 de mar. de 2011

SCIELO em primeiro lugar

Fonte: Portal da FAPESP. Data: 4/03/2011.
A biblioteca digital SciELO Brasil foi classificada em 1º lugar no ranking mundial de portais de acesso aberto Webometrics, divulgado pelo laboratório Cybermetrics, da Espanha. A SciELO Brasil (Scientific Electronic Library Online), é um programa da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de SP) e abrange uma coleção selecionada de 221 periódicos brasileiros.

Autores querem campanha contra pirataria de livros

Fonte: Portal Terra. Data: 11/03/2011.
Alguns autores ingleses de livros pediram para que seja lançada uma campanha contra a pirataria de livros. Eles se referem a obras digitalizadas baixadas pelo Torrent. O autor britânico de romances policiais David Hewson, por exemplo, quer o slogan: "Pessoas que amam livros não roubam livros". O mais recente livro de Hewson, The Fallen Angel, é uma das mais baixadas obras digitais no Torrent. O lançamento foi em fevereiro, e em menos de uma semana, o livro já estava disponível para download. O agente literário do autor britânico, Carole Blake, diz que todos dias sem falhar o Google manda alertas de novas edições pirateadas de Hewson. "É uma guerra de muitos fronts", afirmou Blake.

8 de mar. de 2011

Evento distribui 1 milhão de livros na Grã-Bretanha e na Irlanda

Cópias de 25 títulos foram dadas gratuitamente em ruas, pubs e hospitais durante o 'World Book Night'.

Fonte: BBC. Data: 6/3/2011.

Cerca de 20 mil voluntários ajudaram na distribuição
O montante de um milhão de livros, de autores como Gabriel Garcia Márquez e John Le Carré, estava sendo distribuído neste sábado na Grã-Bretanha e na Irlanda na inauguração do evento 'World Book Night'.
A distribuição era feita por 20 mil voluntários e pelos organizadores, em ruas, albergues para sem-teto, prisões, pubs e hospitais, com o objetivo de incentivar a leitura.
Cada voluntário escolheu 48 cópias de 25 títulos e passou-os adiante para outras pessoas, inclusive amigos.
Os 25 títulos incluem romances de diferentes estilos e nacionalidades e foram escolhidos por um comitê de vendedores de livros, bibliotecários e membros da mídia, inclusive da BBC.
A ideia recebeu o apoio de autores, mas livreiros independentes advertiram que o evento poderia prejudicar futuras vendas.
Já o autor Philip Pullman, que tem um de seus livros sendo distribuído no evento, acredita que o 'World Book Night' pode incentivar as pessoas a comprarem ainda mais livros.
O evento ocorre dois dias após a celebração do Dia Mundial do Livro, data criada pela Unesco (braço da ONU para a educação e a cultura) e celebrada na Grã-Bretanha e na Irlanda.
Fechamento de bibliotecas
Na sexta-feira, a festa de lançamento do 'World Book Night' contou com artistas diversos, e alguns aproveitaram a ocasião para criticar o fechamento de bibliotecas na Grã-Bretanha em decorrente da crise econômica.
A escritora Edna O'Brien, que fez sessões de leitura durante o evento, disse que 'se os jovens pararem de ler, a banalidade vai se proliferar como uma praga'.
Mas ela agregou que ficou contente com as milhares de pessoas que compareceram à sua sessão de leitura.

Guia de carreiras: Biblioteconomia

Internet amplia o mercado de trabalho dos bibliotecários.

Fonte: Portal G1.

URL: http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/guia-de-carreiras/noticia/2011/03/guia-de-carreiras-biblioteconomia.html

Autora: Vanessa Fajardo.

Considerado organizador de informações e dicionário de sinônimos, o bibliotecário não vê seu mercado de trabalho ameaçado pela internet. Pelo contrário, William Okubo, de 36 anos, bibliotecário da Mário de Andrade, em São Paulo, diz que toda a informação, independente do formato, precisa ser organizada, e sites como o Google acabam ampliando o mercado para estes profissionais.
 “Nem sempre a informática tem a solução para tudo. Organizar a informação será sempre necessário, por mais que a tecnologia se desenvolva, o homem estará por trás dela”, afirma Okubo.
Para Okubo, enciclopédias e dicionários podem cair em desuso, porém as bibliotecas ainda guardam documentos, memórias e histórias que não estão digitalizadas. “Pode acontecer de daqui a 50 anos, o bibliotecário não ter mais o espaço físico de trabalho dentro de um escritório, por exemplo. Vai trabalhar on-line, dando informações a distância e fazendo o trabalho de filtro para as pessoas não perderem tanto tempo pesquisando.”
O profissional formado em biblioteconomia está habilitado a trabalhar em bibliotecas e centros de documentação e memória. No curso de graduação, o estudante aprende técnicas e códigos para organizar acervos de livros, documentos ou fotografias.
Segundo Okubo, que se formou em 1998 pela Universidade de São Paulo (USP), o mercado de trabalho para os profissionais formados em biblioteconomia está aquecido em virtude do crescimento da economia. “Toda empresa produz conhecimento, e o bibliotecário pode atuar como buscador e organizador de informações. Dificilmente um recém-formado fica desempregado, a oferta de estágios é grande. E depois de formado se insere com rapidez.”
Cada livro publicado possui uma catalogação na fonte, é uma espécie de ficha onde há o endereço da obra que pode ser identificado no mundo todo. Por meio desta ficha que está cadastrada no sistema do computador das bibliotecas, os bibliotecários conseguem localizar determinado livro através do título, nome do autor, ou outro dado, em poucos minutos.
Outra função do bibliotecário é ter habilidade para interpretar o que usuário pesquisa. “Fazemos papel de dicionário de sinônimos. Quadrinhos podem ser chamados de HQ ou literatura em movimento. E tudo isto tem de estar no sistema”, diz.
Um dos desafios atuais dos profissionais, segundo Okubo, é criar uma rede nacional das bibliotecas, assim como ocorre nos Estados Unidos. No Brasil, a única iniciativa do gênero é a Unibibliweb que reúne em um portal os acervos da USP, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade Estadual Paulista (Unesp). 

4 de mar. de 2011

Geladeiras e .... livros!

            A Ponto Frio, uma das grandes cadeias de venda de geladeiras, fogões e outros produtos domésticos – a chamada “linha branca” – começou, a partir de setembro de 2010, a vender livros impressos. Em janeiro de 2011, iniciou a comercialização de livros eletrônicos; em quatro de março de 2011 o seu catálogo de livros eletrônicos incluía 221 títulos. O livro “1822”, best-seller de Laurentino Gomes, está sendo ofertado por R$ 26,90 (arquivo no tamanho de seis MB); o impresso está um pouco mais caro, com o preço de R$ 32,90. Com essa decisão surgiu mais um tipo de ponto de venda para o livro, o das lojas que vendem eletrodomésticos!
O livro eletrônico pode ser utilizado usando o programa mais adequado ao equipamento e sistema operacional, a saber:
• Windows: Adobe Digital Editions, Calibre, FBReader ou MobiPocket.
• Linux: Calibre
• Mac: Calibre
• Android: Aldiko
• Firefox: EPUBReader
            Também é possível usar o formato mobi que é aceito pelo leitor Kindle.
Murilo Cunha

No radar dos Civita, um novo sócio e aquisições

Fonte: Valor Econômico. Data: 3/03/2011.
Autora: Denise Carvalho.
Depois de dedicar cinco décadas a transformar a Editora Abril no maior conglomerado de revistas da América Latina, Roberto Civita agora está empenhado em fazer com que outra empresa da família se torne um negócio igualmente vultoso: a Abril Educação, dona das Editoras Ática e Scipione e do Anglo. Civita colocou em curso um intenso movimento de negociações para aquisições e está em busca de sócios investidores para ajudar a consolidar a Abril Educação como uma das maiores empresas de sistema de ensino do país. Segundo apurou a reportagem do Valor, a Abril Educação está em conversas com investidores da rede de colégios Ponto de Ensino Pensi, instituição de ensinos infantil, médio e fundamental do Rio de Janeiro, para adquirir uma fatia da empresa carioca. Há cerca de pouco mais de duas semanas, a Abril Educação informou, em nota publicada no site Exame.com, que tinha encerrado o período de "private placemente" (colocação privada). Segundo Civita, a empresa estuda fazer a oferta inicial de ações ainda em 2011.

Lançamento da Saraiva Conecta

            A Editora Saraiva lançou em São Paulo, em 28 de fevereiro de 2011, o Saraiva Conecta, sistema de avaliação e gerenciamento de aprendizagem para o Ensino Médio. O sistema provê às escolas e aos professores a possibilidade de obterem um diagnóstico das dificuldades enfrentadas pelos estudantes na sala de aula durante o ano letivo. O produto traz milhares de questões que podem ser usadas na aplicação de testes com respostas de múltipla escolha. Assim que o teste é concluído, o programa gera relatórios gráficos e qualitativos que apontam quais são as deficiências da classe, no geral, e também de cada aluno. O acesso ao sistema é mediante assinatura.

Dia Mundial do Livro

           

O Dia Mundial do Livro (World Book Day) é comemorado em três de março no Reino Unido e na Irlanda. Essa data visa difundir a importância da leitura para o cidadão moderno.
Nota do blog:
            No Brasil o Dia do Livro é comemorado em 19 de março.

Editora Ciência Moderna passa a vender livro eletrônico

            Saindo na frente a Editora Ciência Moderna acaba de lançar 28 títulos no formato de livro eletrônico e que estão sendo comercializados em seu sítio. Ela é uma das primeiras editoras brasileiras a vender diretamente para os seus leitores os livros no formato em pdf.

Cursos para bibliotecários em São Paulo

Maiores informações no URL: www.febab.org.br
A Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições (FEBAB) está promovendo uma série de cursos presenciais na cidade de São Paulo, a saber:
  1. Captação de Recursos para Projetos. Docente: Rejane Gontow. Carga Horária: 16 horas. Data: 26 de março e 02 de abril.
  2. Planejamento e Gestão de Serviços Bibliotecários. Docente: Rosa Villares. Carga Horária: 8 horas. Data: 09 de abril.
  3. Ética e Etiqueta na Disseminação da informação nas redes sociais e colaborativas. Docente: Maria Cristina Palhares Valencia. Carga Horária: 8 horas. Data: 16 de abril.
  4. Marc 21 Bibliográfico e Autoridades. Docente: Concilia Teodósio. Carga Horária: 16 horas. Data: 30 de abril e 07 de maio.
  5. Tesauro. Docente: Maria Edith Giusti Serra. Carga Horária: 16 horas. Data: 14 e 21 de maio.
  6. AACR2. Docente: Rosa Correa. Carga Horária: 8 horas. Data: 28 de maio.
  7. Introdução aos metadados com ênfase no Dublin Core. Docente: Concilia Teodósio. Carga Horária: 16 horas. Data: 04 e 11 de junho.
  8. Pesquisas Acadêmicas na Web. Docente: Suely de Brito Clemente Soares. Carga Horária: 8 horas. Data: 10 de junho.

3 de mar. de 2011

Chefes de Mozilla e Opera rebatem "morte da web"

Autor: Diogenes Muniz.
Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 3/03/2011.
A web está morta, anunciou, em setembro de 2010, a revista "Wired". Nada disso, quem vai morrer são os apps para dispositivos móveis, respondem agora, em coro, os chefes da Mozilla e da Opera Software, na maior feira de tecnologia do mundo, a Cebit.
Uma breve sinopse desta batalha: a web é a interface gráfica por onde navegamos, desde 1992, usando os "browsers" --como o Internet Explorer, da Microsoft, o Firefox, da Mozilla, e o Opera. A morte deste universo relativamente livre, anunciada pela polêmica revista norte-americana, ocorreria por conta do avanços dos aplicativos para dispositivos móveis, negociados em ambientes fechados como a App Store, da Apple.
Wired" anuncia o fim da internet em uma edição de 2010; executivos de Mozilla e Opera rebatem a tese na Cebit.
Mas Gary Kovacs, executivo-chefe da Mozilla, e Jon von Tetzchner, cofundador da Opera, não veem as coisas dessa forma. A dupla falou aos visitantes e jornalistas nesta quinta-feira (3), na Alemanha.
"Só precisamos solucionar esse problema comum chamado plataforma, e a questão toda gira em torno do fato de que a web é a plataforma", disse Kovacs. Segundo ele, o mercado de app para web é potencialmente maior do que o mercado de apps para aparelhos móveis, já que existem cerca de 3 milhões a 5 milhões de desenvolvedores comparados com os mais de 50 mil que trabalham fazendo programinhas para sistema Android (do Google) ou iOS (da Apple).
"Faz-se muito barulho sobre os mais de 350 mil aplicativos na Apple Store. É impressionante, ótimo, mas quantos sites existem por aí?", questionou von Tetzchner.
Ambos apostam em aplicativos para web que rodariam de forma nativa nos navegadores, ou seja, apareceriam automaticamente em nossas telas sem precisarem ser baixados, como acontece com os aplicativos móveis.
ALIADOS POR ORA
Embora tenham se unido para combater um inimigo em comum, que ameaça o modelo de negócio com que trabalham, os desenvolvedores de navegadores para web têm sua própria guerra particular, que já dura décadas.
O Internet Explorer ainda é o líder deste mercado, com 59,26% de participação. Logo em seguida, vem o Firefox, da Mozilla, cujas versões totalizam 22,82% do mercado. O Chrome vem com participação de 8,47%, enquanto o Safari figura com 5,33%. O quinto navegador mais usado é o Opera, cuja participação é 2,28%.
Kovacs aproveitou a Cebit para informar que a versão final do Firefox 4 sairá em até um mês, com suporte para conteúdo na linguagem HTML5, sucessora do Flash.

1 de mar. de 2011

Buenos Aires: capital mundial do livro em 2011

A capital argentina foi escolhida pela UNESCO como a Capital Mundial do Livro para 2011. Isto significa que durante um ano toda a produção literária portenha será mostrada ao mundo em inúmeras atividades vinculadas ao livro e à leitura.

Racha agita área de direitos do MinC

Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 01/03/201.
Autor: Jotabê Medeiros.
Um racha atingiu ontem a Diretoria de Direitos Intelectuais do Ministério da Cultura em Brasília. A internet foi tomada com diversas manifestações de protesto pela exoneração do diretor da área, Marcos Alves de Souza. O imbróglio deve se radicalizar: 16 pessoas ameaçam afastar-se daquele setor do ministério nos próximos dias, segundo informações obtidas pelo Estado. O Ministério da Cultura ofereceu a Souza, especialista jurídico em direitos de autores e um dos principais consultores do novo anteprojeto da reforma da Lei de Direitos Autorais, a possibilidade de assumir outra função na Diretoria de Direitos Intelectuais, mas ele recusou. Em seu lugar, foi nomeada a advogada carioca Márcia Regina Vicente Barbosa, de 56 anos, que integrou o Conselho Nacional de Direito Autoral (CNDA) entre 1982 a 1990.
Comentário:
No ano passado o Ministério da Cultura (MINC) promoveu inúmeros encontros de discussão sobre mudanças na legislação do direito autoral. Parece que agora essas discussões estão paralisadas. Este tópico é muito importante notadamente em tempos de internet.
Murilo Cunha

28 de fev. de 2011

Terremoto atinge biblioteca

Fonte: Auckland New Zealand Herald, Feb. 22, 2011.
O terremoto que atingiu a cidade de Christchurch, na Nova Zelândia, em 21 de fevereiro, causou enormes estragos na biblioteca publica. Outras bibliotecas da cidade também foram atingidas, a saber: a Biblioteca Nacional, a biblioteca de Direito e a da Universidade de Canterbury. Essas bibliotecas permanecem fechadas desde o cataclismo geológico.