22 de jul. de 2011

O bibliotecário do rei

Fonte: Isto É. Data: 15/07/2011.

URL: http://www.istoe.com.br/reportagens/146717_O+BIBLIOTECARIO+DO+REI

 

Conheça Luís Joaquim dos Santos Marrocos, que trouxe a biblioteca de dom João VI para o Brasil e se tornou um dos primeiros cronistas do Rio de Janeiro

Marcos Diego Nogueira

A história é contada por vitoriosos – certamente pelos seus protagonistas e quase nunca por seus figurantes.

Na vinda da família real portuguesa para o Brasil, em 1808, quem foi motivo de relatos heróicos foi o futuro rei dom João VI e sua mulher, Carlota Joaquina. Mas outro personagem, um figurante, teve seu papel no rumo dos acontecimentos. Ele se chamava Luís Joaquim dos Santos Marrocos (1781-1838), era um mero bibliotecário, e também veio para o País devido à invasão de Portugal pelas tropas napoleônicas. Sua missão, contudo, foi mais prosaica: Marrocos ficou encarregado de trazer para o Rio de Janeiro os 60 mil volumes da Biblioteca Real, orgulho da corte e retida no cais de Belém por três anos – na pressa, foram deixados para trás os livros e a prataria. Napoleão levou o que era de metal – deixou os papéis. Marrocos cuidou bem deles. Embora não tenha sido objeto de qualquer retrato, o bibliotecário gostava de escrever cartas e por meio de sua correspondência com a família, que ficou em Lisboa, fica-se conhecendo preciosos detalhes do cotidiano carioca no século XIX, agora recontados no livro “O Guardião dos Livros” (Casa da Palavra), da argentina radicada em Portugal Cristina Norton.

Tema de um capítulo no best-seller “1808”, de Laurentino Gomes, Marrocos não era dado a grandes pensamentos em suas missivas. “O que diferencia suas cartas de outras desse período é que elas são depoimentos simplórios de uma pessoa comum dando informações aos familiares”, afirma Gomes. “Não são relatos diplomáticos sobre os passos dos reis como estamos acostumados.” Foi o autor de “1808” que presenteou Cristina Norton com uma transcrição das 186 cartas, editada em 1936. Elas tratam de assuntos cotidianos como a violência no Rio de Janeiro, a doença de dom João VI ou a compra de um escravo por 98 mil réis. O presente foi bem dado. Cristina diz ter se apaixonado pelas histórias contadas pelo personagem – e foi por isso que escreveu “O Guardião de Livros”. Para não conferir à obra um ar de compêndio escolar ou histórico, ela adicionou à trama um “pouco de sal e pimenta”: “Tudo o que se refere ao que Marrocos viveu é não ficção.Evidentemente, inventei certas coisas, já que não sei se ele as disse exatamente com aquelas palavras”, diz a autora. Ainda assim, passagens reais como a história do escravo comprado por Marrocos dão a impressão de serem fictícios e esse jogo só enriquece a obra.

O escravo, que gostava de vigiar seu senhorio nos cochilos tirados por ele após o almoço, foi adquirido por Marrocos pouco depois da sua chegada ao Brasil. “Um aspecto interessante de sua personalidade é o seu processo de conversão”, diz Gomes. “Sua primeira correspondência trata o Rio com ódio, como um lugar que ele não suportava.” Aos poucos, contudo, foi se adaptando à vida da colônia até contar em uma carta três anos depois: “A aversão a este país é um grande erro de que há muito tempo me considero despido”. À época, o bibliotecário conheceu Anna Maria de São Thiago Souza, uma jovem de 22 anos com quem teve três filhos – e suas cartas exprimem o bom humor dos apaixonados. “Dez anos depois, Marrocos escreveu a última carta à família dizendo que Portugal era um atraso e o Brasil, o futuro”, diz Gomes. Marrocos apoiou a Independência do Brasil em 1822 e foi o escrivão da primeira Constituição brasileira. A despedida da condição de colônia custou aos bolsos de dom Pedro I a fortuna de dois milhões de libras esterlinas, mas um terço desse valor foi destinado à compra da Biblioteca Real, a mesma que havia sido transportada e se encontrava sob os cuidados de Marrocos. Foi esse tesouro bibliográfico que deu origem à Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, em cujo acervo se encontram raridades como a “Bíblia de Mogúncia”, a primeira a trazer a data, lugar de impressão e nome dos impressores, Fust e Schoeffer, ex-sócios de Gutenberg. Já os originais das cartas escritas pelo bibliotecário estão na Real Biblioteca da Ajuda, em Lisboa. Estranha coincidência: esse era o mesmo local que, no passado, abrigava os livros pelos quais Marrocos nutria tanta dedicação.
Acordo vai permitir preservação do acervo da ABL
Fonte: Instituto Brasileiro de Museus. Data: 14/07/2011.
Autora: Tatiana Brandão.
O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC) e a Academia Brasileira de Letras (ABL) assinaram, nesta quinta-feira (14) acordo de cooperação. O objetivo é promover a preservação, gestão e difusão dos acervos documentais, bibliográficos e artísticos da ABL e de seus acadêmicos.
O acordo foi assinado pelo presidente do Ibram, José do Nascimento Junior, e pelo presidente da ABL, Marcos Vinicios Vilaça, na sede da Academia, no Rio de Janeiro. “Assinar um termo de cooperação com uma Casa como a ABL é uma honra e motivo de orgulho para o Ibram”, disse o presidente do Instituto.
Caberá ao Ibram prestar consultoria aos técnicos da Academia nas ações de gestão, preservação e divulgação de suas coleções, assim como promover, em conjunto com a ABL, planos de trabalho para a identificação de coleções pessoais de interesse para a memória da literatura brasileira. Também será atribuição do Instituto orientar sobre processos legais de proteção a coleções e sobre a criação de museus relacionados à literatura brasileira.
À ABL caberá tornar disponíveis fontes e bases de dados sobre a história da literatura brasileira. Outra atribuição será a de fornecer dados sobre as coleções pessoais que estão sob a guarda da Academia. O acordo permite, ainda, que as duas instituições estabeleçam novos campos de cooperação.
Nascimento destacou que a assessoria a ser prestada pelo Ibram faz parte da missão do instituto de apoiar entidades que produzem suporte à memória do país. Em sua avaliação, a difusão desses acervos aos cidadãos reforça o conceito de direito à memória e ajuda a manter as produções para conhecimento das futuras gerações. “Só preserva quem conhece. Por isso, quanto mais a população conhecer esses acervos, melhor será a preservação para as próximas gerações”, afirmou.
Para o presidente da ABL, o acadêmico Marcos Vilaça, havia grande disposição e interesse da ABL em efetivar a cooperação com o instituto. “Somos, de certa forma, uma casa de memórias muito solidária com a ideia de sistematização de uma cadeia de museus no Brasil”, disse.
Nascimento informou que, de acordo com o Cadastro Nacional de Museus (mantido pelo Ibram), o Brasil possui hoje 73 instituições museológicas que desenvolvem atividades ligadas à memória da literatura brasileira, sendo que 17 delas têm nomes de escritores da Academia Brasileira de Letras.
ABL
Fundada em 20 de julho de 1897, a Academia Brasileira de Letras tem por fim o cultivo da língua e a literatura nacional. É composta por 40 membros efetivos e perpétuos, eleitos em votação secreta, e 20 sócios correspondentes estrangeiros. A Memória da ABL é formada por acervos arquivísticos e museológicos relacionados com a história da Academia e com a vida e a obra dos patronos, membros efetivos e sócios correspondentes.
Seu acervo museológico é formado por obras de arte, mobiliário de época e peças de arte decorativas, assim como objetos de uso pessoal dos acadêmicos. O Arquivo da ABL tem grande variedade de documentos textuais e iconográficos. É composto por correspondências, discursos, originais de obras literárias, fotografias e periódicos.
Complexo da Maré ganha primeira biblioteca infantil em favelas do Rio
Fonte: Portal UOL Educação. Data: 14/07/2011.
Autora: Fabíola Ortiz.
Pela primeira vez uma favela no Rio de Janeiro ganhou uma biblioteca especializada para atender o público mirim. Com um acervo de três mil obras infantis, a biblioteca popular Lima Barreto localizada em Nova Holanda, uma das 16 comunidades do Complexo da Maré, tem agora um espaço dedicado às crianças e vai promover atividades com autores, “contação” de histórias e jogos lúdicos, além de oferecer uma sala multimídia. Ela foi inaugurada nesta quinta-feira (14).
O espaço da biblioteca Lima Barreto já existia para adultos desde 2005, mas foi ampliado e reequipado, e conta hoje com 12 mil obras. Agora a novidade é o acervo infanto-juvenil, um laboratório fotográfico, além de salas de leitura e midiateca.
A coordenadora-geral e uma das fundadoras da Rede de Desenvolvimento da Maré (a organização não-governamental responsável pela biblioteca), Eliana Silva, disse ao UOL Educação que, antes, o espaço da biblioteca era apenas para adultos e jovens de cursos de pré-vestibulares, mas “as crianças começaram a ocupar o espaço e a gente viu a necessidade de construir numa biblioteca mesmo”.
As obras do prédio de dois andares localizado na Rua Sargento Silva Nunes, no coração na Nova Holanda, começaram em outubro de 2010. Foram gastos cerca de R$ 200 mil para equipar as salas e os espaços da biblioteca.
“Falta espaço de bibliotecas públicas de uma maneira geral no Rio de Janeiro. [Elas] Ainda são muito escassas, e nas favelas, é mais escasso ainda”, admitiu Eliana. “O conceito que a gente trabalha é o direito à leitura e acesso aos livros. É um desafio garantir o direito à leitura para todas as crianças, por isso tem que haver políticas públicas”, disse.
‘A literatura permite conhecer um mundo novo’
A agente de saúde Amanda da Silva Adriano, de 33 anos, nascida e criada na Maré, disse que desde pequena sempre gostou de ler. Aos 13 anos, ela conta que ia à biblioteca mais perto no centro da cidade para ler. E hoje, mãe de dois filhos, uma adolescente de 14 anos e um menino de sete, Amanda afirma que conseguiu passar para os filhos o amor que tem pela literatura.
“Eu adoro ler. Esse amor eu consegui passar para a minha filha e para meu filho, eles também adoram. A biblioteca é um lugar com calma e paz. Através da leitura, eu aprendi tanta coisa na minha vida e também a direcionar meus filhos. Meu pai não teve alfabetização e a minha mãe chegou só até a segunda série”, contou Amanda ao UOL que se diz fã das obras de Clarice Lispector.
Amanda disse que não apena gosta de ler como também incentiva que seus filhos cultivem este hábito. “A minha visão de mundo mudou e hoje tenho prazer de sentar para ler. Reparei que a leitura ajuda na memória e no aprendizado. A literatura permite conhecer um mundo novo.”
Já a moradora Leni Gomes Barcelos, conhecida como dona Leninha, de 49 anos, pouco teve acesso à leitura e, com a neta Ludmila de quatro meses no colo, olhava com curiosidade para a nova biblioteca
“As crianças precisam de uma biblioteca para não ficar no meio da rua. Se toda comunidade tivesse uma biblioteca para distrair e conhecer. Aqui perto nunca teve uma biblioteca. Para ler um livro de histórias, só comprando”, disse Leninha.
Mãe de dois filhos e avó de três netos ainda pequenos, ela diz que vai incentivar os netos a aprenderem a ler e a escrever.
“Na minha época eu estudei até os 14 anos, até a quinta série  depois tive que parar para trabalhar. Não dava tempo para ler e o livro era caro”, lembrou Leninha que hoje reconhece a importância de estudar. “Sem estudo, ninguém chega a lugar nenhum. Eu dou a maior força para a minha filha que tem 21 anos e está terminando os estudos”.
Falta de bibliotecas
Dentro do complexo, existem 12 escolas municipais com Ensino Fundamental e outras duas estaduais que contemplam o Ensino Médio. Em toda a Maré, existe apenas uma biblioteca municipal na lona cultural Herbert Vianna e outras sete bibliotecas comunitárias de pequeno porte que, geralmente, são iniciativas individuais dos próprios moradores.
Edson explica que a ausência de bibliotecas públicas era uma crítica dos próprios moradores. Só nesta localidade da Nova Holanda, vivem quase 20 mil pessoas, e a Lima Barreto é a única biblioteca. “A gente começou com uma sala pequenininha. A comunidade respondeu tão bem e a demanda aumentou tanto que a gente teve que construir um prédio”.
Depois de 17 anos em sala de aula, Diniz reconhece que ainda é um desafio atrair os estudantes para a biblioteca. “O brasileiro infelizmente não tem hábito de ler. Aqui é mais difícil ainda porque os livros são caros e o acesso aos livros é ainda limitado. Mas quando a gente abre um espaço, a resposta é sempre muito boa. É só ter oportunidade que as pessoas aproveitam”.
O Complexo da Maré reúne 16 favelas onde vive uma população de cerca de 130 mil habitantes. Estima-se que cerca de 70% dos moradores da Maré tenham até 24 anos.
A biblioteca Lima Barreto tornou-se a primeira Biblioteca Pública Comunitária do Estado do Rio de Janeiro e foi incorporada à rede oficial de bibliotecas públicas estaduais. Ela já tem cadastrados seis mil sócios.

Sem leituras obrigatórias, Enem cobra escritores brasileiros

Fonte: Portal Terra Educação. Data: 19/07/2011.
Apesar de não cobrar leitura obrigatória, diferente da maioria dos vestibulares do País, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) exige que o aluno tenha conhecimentos sobre obras de escritores brasileiros, principalmente sobre literatura no período do Modernismo. A maioria das questões referentes à literatura estão na parte de Código de Linguagens e suas Tecnologias, mas algumas também podem aparecer nas Ciências Humanas e suas Tecnologias.
Uma das características da literatura no Enem é cobrar apenas escritores brasileiros, o que elimina parte dos conteúdos exigidos em outros vestibulares, como é o caso da literatura portuguesa, na figura de Camões. Professor de Português e Literatura do cursinho Anglo, de São Paulo, Eduardo Calbucci salienta que a prova sempre deu ênfase ao período modernista, movimento iniciado na primeira  metade do século 20 e que tem como principal marco a realização da Semana de Arte Moderna.
Ao apontar os autores mais valorizados pelo exame, Calbucci cita Manuel Bandeira, Graciliano Ramos, João Cabral de Melo Neto e Carlos Drummond de Andrade, porém ele alerta que não é necessário os estudantes lerem todas as obras e se aprofundarem muito. "O que precisa ter é familiaridade com as características do Modernismo, até porque não adianta conhecer a fundo os livros, pois a prova não vai pedir alguma questão específica", explica.
Segundo o professor, nas questões envolvendo literatura, existem três modelos de perguntas que são mais frequentes no Enem. O primeiro consiste em analisar um poema e compreender o texto literário, para indicar sobre o que está tratando o exemplo. O segundo apresenta o poema de um  autor para que o aluno analise e identifique suas principais características.
O Enem também pede para o aluno relacionar dois textos: o literário e uma crítica feita por um especialista. "Nesse caso, podemos ter um crítico falando sobre como Machado de Assis conversava com o leitor, a partir daí, o aluno terá que identificar, na obra, onde isso está indicado", exemplifica o professor. Para Calbucci, é fundamental rever as provas anteriores para saber como elas são, pois assim a pessoa vai estar preparada para o Enem desse ano, que ocorre nos dias 22 e 23 de outubro. "O exame é caracterizado pela previsibilidade, não ocorrem grandes mudanças nas perguntas de um ano para o outro, assim o estudante já vai para o Enem com alguma noção", afirma.

Compartilhar músicas pela internet, sem fins comerciais, deve ser delito, crime ou um direito na nova lei dos direitos autorais

Autor: Marcelo Branco.
Fonte: O Globo. Data: 20/07/2011; Coluna Opiniao, p. 7.
O debate sobre a reforma do direito autoral se insere num contexto das transformações nas relações sociais e econômicas provocadas pela internet, num choque entre os modelos bem-sucedidos da era industrial com as novas possibilidades e oportunidades deste período que vivemos: a era da informação.
No caso da música, para que chegasse ao grande público, além dos custos de produção e gravação num estúdio, necessariamente deveria passar por um processo industrial fabril. Nessa cadeia produtiva, o intermediário industrial assumiu papel preponderante em relação a toda cadeia produtiva e impôs o modelo aos demais elos da cadeia. A partilha da arrecadação do direito autoral também privilegiou o intermediário industrial, que fica com grande parte da receita em detrimento dos autores, produtores, músicos, técnicos de gravação etc.
Na era da internet, as obras que circulam não são produtos industriais materiais, portanto é inaceitável que justamente o modelo de negócios que evaporou com a internet imponha as regras. Devemos buscar o reequilíbrio do direito levando em conta apenas os interesses dos autores, dos novos atores dessa cadeia produtiva e do público.
Através do avanço da tecnologia, abrem-se novas possibilidades, mais baratas e universais de produzir, distribuir e consumir os conteúdos culturais. Mudaram também os hábitos do público consumidor e isso deve ser valorizado e não combatido. O público não é inimigo dos autores, pelo contrário.
Temos que acabar com a confusão entre “cópia privada” e pirataria. Pirataria é o uso e comercialização de cópias ilegais, para benefício econômico. Não devemos confundir “os limites ao direito do autor, com certas atividades que deveriam ficar à margem da proteção ao direito do autor”. O direito a uma cópia privada sem o intuito de lucro, na verdade, é uma expressão do princípio da liberdade do uso privado.
Quando compartilhamos conteúdos P2P pela internet, não estamos baixando de uma máquina central ou aderindo à pirataria. São conteúdos pessoais, disponibilizados por dispositivos de compartilhamento de arquivos, para uso privado. A única forma de tentar coibir essa nova prática social seria a colocação de filtros na porta de cada usuário, instituindo uma vigilância generalizada e a quebra de privacidade dos cidadãos, inaceitável no Estado de direito democrático. A nova lei dos direitos autorais deve admitir os avanços da internet e descriminalizar as práticas de compartilhamento de arquivo P2P, pois é uma relação privada de pessoa para pessoa, sem fins lucrativos.
É claro que a mudança da lei do direito autoral é uma oportunidade para atualizar e estabelecer um novo equilíbrio entre o direito do autor, a liberdade do uso privado e novas formas de remuneração da cadeia produtiva. A nova lei deve projetar o futuro e não se espelhar num modelo do passado.

* Marcelo Branco é profissional de tecnologia de informação

21 de jul. de 2011

Quase metade das cidades paulistas usa apostila nas escolas municipais

Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 21/07/2011.
Autora: Andrea Vialli.
Dos 644 municípios do Estado de São Paulo, 282 - ou 44% - utiliza sistema apostilado de ensino, de acordo com levantamento feito neste ano pelo Anglo, um dos mais tradicionais métodos do País. Dentre eles estão 115 cidades que abandonaram totalmente os livros didáticos, distribuídos gratuitamente pelo governo federal, e outros que continuam utilizando o material, mas também aderiram às apostilas. É um aumento vertiginoso. Em 1998, não havia sequer um convênio dos sistemas com as prefeituras paulistas. De 2008 para 2011, o número de prefeituras que adotam as apostilas passou de 187 para 282. Para atuar nesse nicho, os sistemas que antes atendiam à rede privada agora desenvolvem material específico para as escolas públicas.

Eleições nos Conselhos de Biblioteconomia

Fonte: Conselho Federal de Biblioteconomia
Data: 20/07/2011.

Em novembro de 2011 ocorrerão as eleições para os Conselhos Regionais de Biblioteconomia em todo o Brasil. A novidade será a forma de realização do pleito via internet, o que permitirá agilidade ao processo e facilitará os procedimentos previstos pela legislação. A modalidade será empregada de forma pioneira e, nesse primeiro momento, somente nos locais onde houver a participação de chapa única a votação poderá ocorrer totalmente em modo eletrônico. Ao passo que quando houver mais de uma chapa concorrente, será mantido o processo tradicional com emprego de cédulas de papel.
Os candidatos eleitos comporão a gestão 2012/2014 nos quatorze conselhos regionais, que têm sob sua responsabilidade manter e ampliar as conquistas alcançadas ao longo da trajetória da Biblioteconomia e da profissão de Bibliotecário no país.
Essa é a oportunidade para os profissionais que desejam colaborar e dedicar seu tempo, ideias e competências em prol da classe de forma voluntária. É importante que os temas de relevância e interesses comuns sejam debatidos e se transformem em ações concretas com resultados para o coletivo.
Em breve, será divulgado o calendário eleitoral. A participação de todos é fundamental!

20 de jul. de 2011

O ativista que exagerou nos downloads

Fonte: Inside Higher Ed. Data: 20/07/2011.

Um júri federal condenou Aaron Swartz – um ativista e inovador tecnológico – pelo roubo de milhões de artigos de revistas por meio da conta assinada pelo Massachusetts Institute of Technology no banco de dados JSTOR.
O veredicto
O veredicto descreveu esforço de Swartz para utilizar uma conta de convidado do MIT para fazer o download dos artigos, mesmo que ele não tivesse o direito legal de fazê-lo. Nesse tempo ele era afiliado à Harvard University, podendo então ler os artigos. Ele pode ter uma pena na prisão por 35 anos e uma multa de até um milhão de dólares.
Swartz tem sido envolvido em inúmeros esforços para tornar a informação disponível com acesso livre à população. Mas a sentença que ele foi penalizado não faz distinção entre os seus objetivos filosóficos daqueles relacionados com roubo. “O roubo é roubo se você usa o comando do seu computador ou se você tira documentos, dados ou dólares. É igualmente prejudicial para a vitima se você vender o que tem roubado ou dá-lo”, disse a Procuradora Federal Carmen M. Ortiz.
Enquanto Swartz não pôde ser contatado para comentar, os seus inúmeros fãs mobilizados dão um suporte online, cobrando que o governo erra ao tratá-lo como um criminoso por violar os termos de prestação de serviços de bases de dados no MIT, bem como os membros da JSTOR. Mais de 15.000 pessoas já assinaram petições em seu nome em poucas horas após a divulgação das acusações enfrentadas por ele.
O blog Demand Progress - um grupo que Swartz anteriormente trabalhou como diretor executivo -- publicou uma nota dizendo que "ele está sendo acusado de supostamente executar downloads de muitos artigos de periódicos acadêmicos da Web O governo alega que o download dos referidos artigos é realmente crime informático e deve ser deve ser punido com pena de prisão.”
David Segal, atualmente diretor executivo do grupo, disse: "É como tentar colocar alguém na prisão por supostamente ter emprestado muitos livros da biblioteca." Segal também disse que Swartz resolveu as suas disputas com o JSTOR, tornando inapropriada essa ação legal.
O JSTOR é um serviço amplamente utilizado e por meio dele as bibliotecas obtém acesso digital a numerosos periódicos. O JSTOR divulgou um comunicado indicando que não poderia comentar o indiciamento, mas esclarecendo o que sabia sobre o caso:
"No último outono e inverno, o JSTOR experimentou um significativo mal uso de nossa base de dados. Uma parte substancial do conteúdo dos nossos parceiros foi baixada de forma não autorizada utilizando-se a rede no Massachusetts Institute of Technology, uma das nossas instituições participantes. O conteúdo foi “baixado” de forma sistemática usando uma abordagem destinada a evitar a detecção por nossos sistemas de monitoramento”, disse o comunicado. "O conteúdo “baixado” incluiu mais de quatro milhões de artigos, resenhas de livros e outros itens de revistas nossos parceiros acadêmicos e outras publicações, mas não incluem qualquer informação de identificação pessoal sobre os usuários JSTOR."
O JSTOR "parou essa atividade de download, e o indivíduo responsável, Sr. Swartz, foi identificado. Obtivemos do Sr. Swartz a confirmação de que o conteúdo que foi “baixado”, e ele recebeu a confirmação de que esse conteúdo não foi e não poderia ser usado, copiado, transferido ou distribuído".
A nota do JSTOR afirma que era "importante notar que apóia e incentiva o uso legítimo de grandes conjuntos de conteúdos do JSTOR para fins de pesquisa. Nós fornecemos regularmente aos estudiosos o acesso a conteúdos para este fim." No entanto, o comunicado acrescenta: "Mesmo quando trabalhamos para aumentar o acesso, uso e impacto da pesquisa, também devemos ser administradores responsáveis por esse conteúdo informacional. Nós monitoramos o uso para proteção contra o uso não autorizado do material hospedado no banco de dados do JSTOR, que é quando tomamos conhecimento deste incidente em particular.

Comentário:
É sabido que a maioria dos sistemas de bancos de dados e bibliotecas digitais possui instrumentos para coibir a cópia exagerada por parte dos seus consulentes.
Esse tipo de controle, também denominado de gestão de direitos autorais (Digital Rights Management, DRM, em inglês) é essencial notadamente quando o usuário-final possui acesso a esses sistemas por meio de contratos ou autorizações legais que geralmente envolvem pagamentos pelo acesso à informação. A função básica do DRM é monitorar o acesso a conteúdos digitais e, ao mesmo tempo, assegurar e administrar os direitos autorais sobre esses conteúdos pelo ângulo do detentor desses direitos.
Já sob o ponto de vista de inúmeros consumidores, especialmente da Free Software Foundation, o termo DRM deveria ser Digital Restrictions Management (Gestão de restrições digitais)! Optando por uma das acepções, é pacifico que ambas permitem definir parâmetros e controlar conteúdos informacionais digitais com níveis de restrições.
            Assim, os nossos usuários devem ser informados desse detalhes legais e as possíveis implicações decorrentes do uso inadequado (ou ilegal) desses acessos.
Murilo Cunha

URL importantes:
Free Software Foundation: www.fsfla.org/svnwiki/texto/drm-deliberdefect.pt.html

19 de jul. de 2011

Bibliotecas e livrarias poderão adaptar-se para atender deficiente

Fonte: Agencia Câmara. Data: 18/07/2011.
Tramita na Câmara o Projeto de Lei 319/11, do deputado Walter Tosta (PMN-MG), que obriga livrarias e bibliotecas públicas ou privadas a providenciar meios de acesso aos seus acervos para as pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida.
Além disso, esses estabelecimentos deverão dispor de pelo menos um exemplar impresso em braile para cada título do seu acervo. Para as pessoas com deficiência que, por qualquer razão, não puderem realizar a leitura em braile, a biblioteca deverá dispor de arquivo em áudio do título desejado, ou então de funcionário capaz de ler o texto.
Arquivo em áudio
Conforme a proposta, o arquivo em áudio da biblioteca deverá contar com fones de ouvido, para prover acesso efetivo ao livro desejado. Para o caso de retirada do arquivo em áudio para sua execução em local diverso, deverão ser disponibilizados CD ou mídia equivalente compatível com os computadores domésticos.
Os arquivos em áudio deverão ser protegidos contra cópias não permitidas. Em caso de disponibilização de funcionário para a leitura do material desejado, a biblioteca deverá disponibilizar espaço reservado, de modo que a leitura em voz alta não atrapalhe as demais pessoas que utilizam o espaço.
O projeto obriga as bibliotecas também a instalar rampas de acesso, mesas e estações de leitura adaptadas para receber cadeirantes, inclusive com suportes de mesa para livros. Aquelas com mais de um pavimento, e sem condições físicas para as rampas de acesso, deverão dispor de elevadores capazes de prover o deslocamento das pessoas com deficiência ao piso superior.
Sinalização visual
As bibliotecas deverão possuir sinalização visual indicativa da localização dos seus setores internos e externos, de modo que os deficientes auditivos possam ter pleno acesso e orientação.
De acordo com o projeto, todas estas disposições, “no que couber”, aplicam-se também às livrarias.

Walter Tosta afirma que seu objetivo é “proteger o direito social dos seres humanos que necessitam de assistência especial”. Ele explica que o projeto pretende “alcançar um patamar civilizatório mínimo e satisfatório a todos aqueles que buscam a leitura de obras contidas em bibliotecas, públicas ou privadas, ou aquisição de obras literárias em livrarias”.
O deputado lembra que, pela Constituição, a educação é direito social. Portanto, diz ele, o acesso à leitura é dever do Estado e direito de todos. “É sabido que a educação, a informação e o acesso às obras didáticas ou culturais, promovem a ampliação da capacidade técnica e do padrão cultural ostentados pelo nosso povo, de uma forma que promove indistintamente melhorias na qualidade de vida, nos avanços das pesquisas em geral, do ensino, bem como de toda a bagagem intelectual que uma nação é capaz de produzir”.
Tramitação
A proposta foi apensada ao PL 7699/06, do Senado, que institui o Estatuto do Portador de Deficiência e está pronto para a pauta do Plenário.
URL do projeto de lei: http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/ASSISTENCIA-SOCIAL/98189-PROJETO-INSTITUI-ESTATUTO-PARA-PESSOAS-COM-DEFICIENCIA.html

Pedido de apoio ao Projeto de Lei 387/2011

Prezados colegas,

a mensagem abaixo tem como propósito convidá-lo a apoiar o PLS 387/2011, assim como, solicitar a todos que providenciem a sua publicação nos sítios de suas universidades, instituições, ou listas de discussão. Enfim, solicito que dêem a maior divulgação possível.

Segue a mensagem:

Há poucas semanas foi publicado no blog do Kuramoto a tradução da entrevista concedida pelo reitor da Université de Liège  (ULG), prof. Bernard Rentier, na qual ele descreve com muita propriedade e orgulho os resultados de sua iniciativa de implantar o repositório institucional (RI) de acesso livre (ORBi) daquela universidade. Esta iniciativa foi uma das mais bem sucedidas do Open Access, visto que o repositório institucional daquela universidade, após 14 meses do seu lançamento, registrou cerca de 30.000 referências bibliográficas e mais de 20.000 registros em textos completos.  

Hoje, o ORBi é o RI mais ativo, entre seus similares, no mundo (primeiro do ranking de 1418 RIs). Os pesquisadores da ULG estão começando a ver os benefícios de ter aderido à estratégia da via Verde do OA, tanto em termos de aumento de citações  e de prestígio, quanto em termos da emoção de ver alguns de seus artigos mais velhos começarem, como diz Rentier, “a viver uma nova vida”.

No Brasil, o senador Rodrigo Rollemberg apresentou, no início de Julho/2011, o projeto de lei 387/2011, que tem objetivo similar à política adotada pela ULG. A grande diferença é que Rentier empreendeu uma política local de acesso livre, válida apenas para a ULG, enquanto o PLS 387/2011 propõe, nos mesmos moldes, uma política nacional de acesso livre, válida para todas as universidades e instituições de pesquisa públicos brasileiras. ). Nos países ou instituições onde a a política de acesso livre foi adotada, os portais de periódicos científicos não foram desativados, ambas as iniciativas convivem pacificamente. Ambas as iniciativas são complementares.

É importante esclarecer que este PLS não propõe um novo mecanismo de comunicação científica. A idéia é manter a mesma rotina de publicação de artigos, complementando-a com o depósito desses artigos em um RI.

Assim, solicitamos o seu apoio a este PLS, que poderá ser efetivado inserindo sua assinatura nesta petição pública. 

Antecipadamente agradeço a atenção e eventual providências.

Atenciosamente.
--
Hélio Kuramoto
Doutor em Ciência da Informação
Telephone number: 1 480 343-2493
1522, E Southern Apt 1073
Tempe, AZ 85282
Nota do blog:
A petição pública pode ser assinada no URL: http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N12168
Colabore para que o acesso livre à informação científica tenha sucesso em nosso país.
Murilo Cunha

18 de jul. de 2011

À procura de fundos para comprar o livro mais antigo da Europa

Fonte: Público (Portugal). Data: 16/07/2011.
Autora: Ana Gerschenfeld.
A British Library precisa de 2,75 milhões de libras para conseguir comprar "o livro intacto mais antigo da Europa" - conhecido como Evangelho de São Cuthbert. Por isso, a biblioteca nacional britânica anunciou oficialmente o lançamento de uma campanha de angariação de fundos. O Evangelho de São Cuthbert custa mais de dez milhões de euros. O livro é uma cópia manuscrita, em latim, do Evangelho de São João, data de finais do século VII e teve uma história atribulada. Foi enterrado em Lindisfarne, por volta do ano 698, juntamente com o corpo de São Cuthbert. Em 875, quando os vikings invadiram Lindisfarne, o caixão e o seu conteúdo foram levados por um grupo de monges em fuga. Após sete anos de andanças, os monges enterraram o santo naquilo que viria a ser a catedral de Durham. O livro, que foi descoberto em 1104 quando o caixão de São Cuthbert foi reaberto, foi depois colocado numa capela atrás do altar da catedral

Eco reescreve O nome da rosa

Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 16/07/2011.
Umberto Eco vai reescrever O nome da rosa. Segundo informou o jornal italiano La Reppublica, o escritor quer tornar o romance que lhe alçou à fama mundial "mais acessível aos novos leitores". A Bompiani, editora dos livros de Eco, que publicou originalmente o romance em 1980, anunciou que a data de relançamento será dia 5 de outubro.

Lobato em iPad

Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 16/07/2011.
Autora: Josélia Aguiar.
Começou com A menina do narizinho arrebitado, que saiu em versão interativa para iPad no ano passado. A editora Globo coloca agora no formato outros seis livros de Monteiro Lobato, além de cinco adaptações em quadrinhos. O leitor pode baixar o aplicativo na App Store, da Apple. Os livros são vendidos separadamente e custam entre US$ 9,90 e US$ 26,90.

Clássicos em e-book

Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 16/07/2011.
Autora: Por Josélia Aguiar.
Os cem clássicos brasileiros mais populares vão ser escolhidos pela Fundação Biblioteca Nacional para lançá-los em e-book, informa a coluna Painel das Letras. Em até dois anos, cerca de 4.500 obras de referência adquirem esse formato para serem lidas por empréstimo on-line. Em outra frente, a casa tem como meta digitalizar, no mesmo prazo, dez vezes o volume de títulos que está on-line. São hoje 23 mil peças, entre obras raras e periódicos em domínio público - ainda é pouco, ante os 9 milhões que constituem seu acervo.

8 de jul. de 2011

Biblioteca Volante traz programação especial no mês das férias

Fonte: Ceará. Secretaria da Cultura. Data: 4/7/2011.

Com o objetivo de dinamizar o uso do livro e propagar a leitura como uma atividade prazerosa, realizando atividades lúdicas de contação de histórias e rodas de leitura, a Biblioteca Volante, ação do Governo do Estado, por meio da Secretaria da Cultura (Secult), traz uma programação especial para o mês de julho. A partir desta terça-feira (05) até o dia 28 de julho, a Biblioteca passará por vários bairros de Fortaleza, com uma parada especial nos dias 26, 27 e 28 de julho na Praia do Icaraí, em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza. O objetivo é garantir o acesso da população aos bens de cultura.
O acervo da Biblioteca Volante conta com mais de três mil livros, para empréstimo e consulta, composto por obras gerais, de literatura de infanto-juvenil, de referência, de periódicos (jornais e revistas), e obras em Braile. A diretora do Projeto, Enide Chaves, acrescenta ainda que a Biblioteca conta com computadores para pesquisa em obras digitais e equipamento para exibição de filmes.

Associação Comercial de Araxá cria Biblioteca Empresarial

Fonte: Jornal de Araxá (Minas Gerais). Data: 8/7/2011.
URL: http://www.jornalaraxa.com.br/noticias/?SESSION=noticias&PAGE=noticia&ID=1739

A Associação Comercial e Industrial de Araxá - ACIA está criando mais um serviço para os seus associados. Trata-se da biblioteca empresarial que proporcionará aos empresários araxaenses o acesso a livros e publicações voltados para temas ligados ao empreendedorismo.
O presidente da ACIA, Marcio Antonio Farid, explica que a biblioteca empresarial que passa a funcionar na própria sede da Associação Comercial e Industrial de Araxá será importante como fonte de pesquisa, consulta e enriquecimento cultural dos empresários araxaenses.
 “O nosso objetivo é oportunizar aos empresários um local onde possam buscar uma literatura voltada aos diversos assuntos relacionados ao comércio e a indústria”, explica Farid. Neste primeiro momento a ACIA está montando a sua biblioteca com os primeiros exemplares.
A Associação Comercial e Industrial de Araxá está aceitando doações de livros e revistas para a formação do seu acervo. Os empresários poderão tomar por empréstimo todas as publicações disponíveis de forma gratuita. Os primeiros exemplares já estão à disposição como, por exemplo, os seguintes títulos: Negócios Internacionais - Manuel Portugal, Nuno Rosa e Fernando Serra; Vantagem Competitiva - Michael Porter; O outro lado da inovação - Vijav Govindarajan e Chris Trimble; Cérebro Global - Satish Nambisan e Mohanbir Sawhney; Motivação 3.0 - Daniel Pink; Idéias que colam - Chip Heath e Dan Heath; Decifrar Pessoas - Jo Ellan Dimitrius e Wendy Mazzarella; As intrépidas aventuras de um Jovem Executivo - Daniel Pink; A Guinada - Chip e Dan Heath.
A ACIA funciona na sua sede própria localizada na avenida Getúlio Vargas, 365, Centro. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (34) 3691-1331.

Biblioteca Nacional de Portugal tem cópia do Códice Calixtino

Fonte: A Bola (Portugal). Data: 8/07/2011.

Existe uma cópia do Códice Calixtino, obra desaparecida da Catedral de Santiago de Compostela, em Espanha, na Biblioteca Nacional de Portugal.
A cópia em questão é datada de 1175, sendo contemporânea do Códice Calixtino, embora não seja tão rica a nível iconográfico.
Recorde-se que a obra do século XII foi dada como desaparecida da caixa-forte onde estava guardada, sendo já encarada em Espanha como um dos maiores roubos de obras artísticas e históricas.

Brasil prepara Feira do Livro de Frankfurt 2013

Fonte: Público (Portugal). Data: 7/07/2011.
Autora: Isabel Coutinho.
URL: http://www.publico.pt/Cultura/brasil-prepara-feira-do-livro-de-frankfurt-2013_1501895
A ministra da Cultura brasileira, Ana de Hollanda, foi à abertura da FLIP-Festa Literária Internacional de Paraty, lançar um programa de apoio à tradução de obras brasileiras no estrangeiro. Até 2020 vão ser investidos 12 milhões de reais (cerca de 5 milhões de euros).
Até 2020, o Brasil vai investir 12 milhões de reais, cerca de 5 milhões de euros, para que a literatura brasileira fique mais conhecida no estrangeiro e para que a quantidade de livros traduzidos aumente. A ministra da Cultura brasileira e o presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Galeno Amorim, estiveram na Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP), que está a decorrer no Brasil desde ontem à noite até domingo, a apresentar este Programa de Bolsas de Tradução e Publicação de Reedições.
Em 2013 , o Brasil volta a ser país convidado da Feira do Livro de Frankfurt e o país quer aproveitar a "imagem rica e extraordinária" que tem actualmente a nível internacional" para apostar na construção de uma nova política do livro. Este é, para a ministra brasileira, um momento propício para um programa desse tipo. "O Brasil é o país do momento", disse Ana de Hollanda que acabou de regressar da Europa: esteve na Bélgica no lançamento da Europalia 2011 que tem o Brasil como convidado. “O português é um idioma muito falado, mas pouco conhecido”, acrescentou a ministra que espera que a situação se modifique, para melhor, se houver uma maior internacionalização de textos produzidos por literatos e pensadores brasileiros.
Por isso, a Fundação Biblioteca Nacional "planeia destinar, em dez anos, 12 milhões de reais (cerca de 5 milhões de euros)" a serem investidos em editoras estrangeiras interessadas em traduzir ou reeditar autores brasileiros. "O valor, que será de 1 milhão de reais em 2011, será ampliado anualmente, até chegar a 1,4 milhão de reais em 2020", explicou na conferência de imprensa Galeno Amorim, presidente da Fundação Biblioteca Nacional brasileira. "Para a edição que compreende o triénio 2010/2013, com reflexos já na Feira do Livro Frankfurt em 2013, serão investidos 3,2 milhões de reais." Estes recursos vão sair do Fundo Nacional de Cultura.
Para que se tenha uma ideia da dimensão desta nova política: entre 2001 e 2010 o Brasil investiu, em média, 100 mil reais por ano, o que foi suficiente para apoiar 160 bolsas de tradução para outros idiomas. Os autores brasileiros estão actualmente traduzidos em 26 países diferentes.
Da estratégia de divulgação deste programa faz parte a participação do Brasil em seminários internacionais e feiras do livro a serem realizadas em cidades como (Bogotá, Frankfurt e Bolonha) e estão a ser elaborados catálogos com as obras que estão disponíveis para publicação em outras línguas, bem como material de apresentação dos autores clássicos brasileiros a editores estrangeiros. Amanhã, às 19h30, na Casa da Cultura, em Paraty a Fundação Biblioteca Nacional apresentará em detalhe este programa para editores, tradutores, agentes literários, autores e para o público da Flip.

Londrina vai recolher livro tido como racista

Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 08/07/2011.
Autora: Natália Cancian.
A Prefeitura de Londrina vai recolher 13.500 livros didáticos da rede municipal de ensino, por recomendação do Ministério Público do Paraná, por terem conteúdo considerado racista. A coordenadora do Núcleo de Estudos Afro-Asiáticos da UEL (Universidade de Londrina), Rosane Borges, diz que os livros da coleção Vivenciando a Cultura Afro-Brasileira e Indígena (editora Ética) contêm expressões preconceituosas e são "historicamente incorretos", além de terem erros de português. Borges cita o exemplo do desenho que mostra um menino branco fazendo xixi em um garoto negro, reproduzida em uma das publicações. O presidente do comitê do Fórum das Entidades Negras de Londrina, Edmundo Novais, que analisou o material, também aponta outros erros que considera "graves". Um deles é colocar a foto de presidente dos EUA, Barack Obama, que é negro, em um contexto que "dá a entender que ele é afro-brasileiro". Em outro trecho, o material cita a África como um país, e não como continente. Novais também questiona o fato de o movimento negro ser definido como "de cunho racista" no material e de boa parte da bibliografia vir de fontes da internet.

6 de jul. de 2011

Ibope projeta consumo de R$ 7,18 bi com livros em 2011

Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 05/07/2011.
Pesquisa Ibope projeta que o brasileiro deve gastar R$ 7,18 bilhões em livros e publicações impressas neste ano. De acordo com o estudo, o Sudeste é o mercado com maior potencial: a região, sozinha, deve responder por 57,9% das vendas em todo o País em 2011, com gasto médio de R$ 55,08 por habitante.
Em segundo lugar no potencial de vendas, mas bem atrás do Sudeste, está a Região Sul, com 15,28% da comercialização de livros e impressos, com consumo per capita de R$ 46,70. De acordo com o Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os sete Estados destas duas regiões estão entre os dez mais alfabetizados do País. A pesquisa inclui todos os tipos de livro, inclusive os didáticos.
É a primeira vez que o levantamento é realizado, por isso não há base de comparação. De acordo com a pesquisa Ibope, o potencial de consumo de livros e publicações impressas no Sudeste em 2011 é de R$ 4,16 bilhões, enquanto no Sul é de R$ 1,1 bilhão. O Nordeste aparece como terceiro maior mercado, com potencial de R$ 1,03 bilhão e consumo per capita de R$ 26,34, seguido pelas regiões Centro-Oeste, com potencial de R$ 560 milhões e gasto médio de R$ 44,33 por habitante e Norte, com potencial de R$ 330 milhões e consumo per capita de R$ 27,43.
O Ibope aponta que na classe B está o grande filão do mercado editorial. Mais da metade, ou 51,97% dos consumidores de livros e impressos em 2011 está nessa faixa, que corresponde a 23,51% dos domicílios do País. Isso significa, conforme a pesquisa, um potencial de consumo de R$ 3,73 bilhões.
A classe A deve gastar até R$ 1,52 bilhão (21,15%). "Juntas, as classes A e B são responsáveis por 73,12% dos gastos com livros", afirma o estudo. A classe C, que se expandiu nos últimos anos com o crescimento econômico do Brasil, deve ser responsável por R$ 1,65 bilhão de vendas (22,94% do potencial de consumo). "O grande desafio do setor editorial é fazer o livro crescer na classe C, que já consome informações pela internet, mas não investe tanto em livros", diz o diretor de Geonegócios do Ibope Inteligência, Antônio Carlos Ruótolo, no site da instituição. As editoras devem arrecadar com as classes D e E R$ 280 milhões em livros, o que corresponderá a 3,93% das vendas em 2011.

BNDES aprova R$ 32 mi para a FBN

Fonte: Biblioteca Nacional. Data: 05/07/2011.
O BNDES vai destinar o maior patrocínio cultural de sua história para a Fundação Biblioteca Nacional. Serão R$ 32 milhões, aprovados na semana passada pelo banco, para um conjunto de iniciativas, entre as quais as obras da Hemeroteca Brasileira, na Zona Portuária do Rio de Janeiro.
Os recursos também serão utilizados para obras no prédio sede da BN, no Centro do Rio, e a implantação de um DataCenter. O presidente da FBN, Galeno Amorim, se reuniu esta semana com a diretoria do banco para definir o cronograma básico.

5 de jul. de 2011

Lei obriga bibliotecas do Rio de Janeiro a terem um exemplar da Bíblia no acervo

Fonte: Portal UOL. Data: 04/07/2011.
Todas as bibliotecas situadas no Estado do Rio de Janeiro são obrigadas, a partir de hoje, a manter um exemplar da Bíblia no acervo. A lei sancionada pelo governador Sérgio Cabral (PMDB) foi publicada nesta segunda-feira (4) no Diário Oficial estadual.
O autor do projeto é o deputado Edson Albertassi (PMDB). Ele é ligado a uma igreja evangélica.
As unidades que não cumprirem a medida podem levar uma multa que varia entre R$ 2.135 e R$ 4.270 em caso de reincidência.
Abaixo o texto da lei.

LEI Nº 5998, DE 01 DE JULHO DE 2011.


TORNA OBRIGATÓRIO QUE AS BIBLIOTECAS SITUADAS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO MANTENHAM EXEMPLARES DA BÍBLIA SAGRADA, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Faço saber que a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º Ficam as bibliotecas situadas no Estado do Rio de Janeiro obrigadas a manterem exemplares da Bíblia Sagrada à disposição dos usuários.
Art. 2º O descumprimento do dispositivo desta Lei implicará em multa equivalente a 1.000 UFIRs-RJ (mil Unidades Fiscais de Referência do Estado do Rio de Janeiro) e, na hipótese de reincidência, o equivalente a 2.000 UFIRs-RJ (duas mil Unidades Fiscais de Referência do Estado do Rio de Janeiro).
Art. 3° O Poder Executivo regulamentará esta lei.
Art. 4° Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
Rio de Janeiro, 01 de julho de 2011.
SÉRGIO CABRAL
Governador

Comentário do blog
A Bíblia Sagrada e os demais livros religiosos devem constar do acervo básico de uma biblioteca. Entretanto, na lei deveria constar também a obrigatoriedade do Poder Público reservar recursos financeiros para a aquisição de outros tipos de documentos para essas bibliotecas.
Murilo Cunha

'Temo que a internet se torne uma TV a cabo', diz sociólogo

Autor: Pedro Faustini.
Fonte: Jornal do Brasil. Data: 01/07/2011.
O sociólogo Sérgio Amadeu afirmou nesta sexta-feira, após a palestra O cerco à internet - ACTA e ataques técnicos, no 12º Fórum Internacional Software Livre (fisl12), em Porto Alegre, temer que a internet se torne como uma TV a cabo, onde o fluxo de informações pode ser controlado. Ele afirmou ainda que a internet é um bem público e, como tal, deve estar acessível a todos.
Durante a palestra, ele citou o caso do projeto de lei conhecido como Lei Azeredo, de 1999, que, após passar pela Câmara, sofreu alterações no Senado e encontra-se novamente na Casa de origem. Da maneira como está, a lei permitiria que o ato "corriqueiro de passar adiante" uma música seja crime. "Eles querem intimidar todo mundo que compartilha", afirmou.
"A lei quer acabar com a navegação anônima. É inadmissível o AI-5 digital", afirmou. O apelido, de acordo com o professor, ocorre porque o projeto "transforma exceção em regra, e a regra deve ser liberdade, navegação sem vigilância". "A internet não é culpada de nada, é uma rede usada por todos nós, como as ruas, utilizadas por gente do bem e de todo o tipo, e não é por isso que vamos proibir o uso das ruas", disse.
ACTA
Outra palestrante, Fátima Conti, comentou o Acordo Comercial Antipirataria (ACTA, na sigla em inglês), tratado sobre propriedade intelectual que envolve os países-membros do G8. "Um tempo atrás, começaram rumores que estavam fazendo um movimento contra pirataria e procurávamos informações e não achávamos. Começou a ter gente com informações meio que vazadas e começaram a falar muito de falsificação e de pirataria. Na prática, parecia que eles estavam muito preocupados com downloads", afirmou.
"As leis que o ACTA prevê não são só sobre direito autoral, mas de propriedade intelectual, que agrega também marca e patente", afirmou. De acordo com Fátima, o copyright foi instituído para proteger quem vende a cópia de um determinando produto, não seu autor. "A editora quer fazer o menor trabalho possível e vender pelo máximo preço possível". Ela exemplifica os perigos do tratado: se dois países que não assinaram o acordo realizarem uma transação de remédios, e durante o traslado o navio com a carga faz uma parada em um país signatário, este pode confiscar os medicamentos se julgar que eles violam alguma regra. "A população do outro país morre de aids", disse.
Ataques a sites
Amadeu afirmou na palestra que os ataques de negação de serviço (DDoS, na sigla em inglês), em que invasores sobrecarregam um sistema para tirá-lo do ar e foram registrados nos últimos dias no País nos sites do governo, são "primários". "Em 2009 e antes já sofremos ataques de DDoS muito mais poderosos. O grosso dos ataques, segundo o Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados), veio de computadores zumbis (aqueles controlados remotamente por invasores sem que o proprietário da máquina tenha conhecimento do fato) com Windows na Itália. Se a lei do Azeredo tivesse valendo, os donos desses zumbis estariam sendo processados judicialmente", disse.
Marco Civil
Durante a palestra O futuro do Marco Civil da internet em debate, o publicitário João Caribé, também presente na exposição sobre a ACTA, afirmou que o Marco Civil da internet seria uma espécie de resposta à Lei Azeredo. "(O Marco Civil) é feito para garantir nossos direitos à liberdade e tem cláusulas muito bem pensadas para garantir neutralidade da rede. Quem ganha dinheiro com a internet não quer que ela seja neutra", afirmou.
De acordo com o outro palestrante, Paulo Rena, militante do Partido Pirata brasileiro (que ainda se organiza no recolhimento de assinaturas para ter o registro deferido pela Justiça Eleitoral), o Marco Civil da Internet surgiu no próprio fisl há dois anos. O Ministério da Justiça abriu uma plataforma na qual foram colocadas perguntas sobre a regulação da internet, que se referiam a itens como liberdade, segurança e privacidade. Porém, segundo Rena, "com a mudança do governo, tudo teve que ser refeito". "O Marco Civil vai ser o que a sociedade quiser que ele seja. Ele deve estabelecer que a internet seja direito fundamental do Brasil", afirmou.

Quanto vale hoje uma informação?

Autor: Eduardo Vilela. Fonte: DCI.
Extraído do Lexias, de Aldo Barreto.
É fato que para uma organização sobreviver no mercado altamente competitivo, fatores como tecnologia, organização e visão estratégica são indispensáveis. Nesse sentido, as empresas estão buscando a reorganização e a integração dos processos de negócio, implantando Sistemas de Gestão Empresarial (ERP), a fim de conquistar uma base de informação única e íntegra de toda empresa - da produção às finanças -, agilizando a tomada de decisão. O objetivo da reorganização é a obtenção de um fluxo de informação seguro e imediato, oferecendo maior controle do negócio. A informação é um valioso ativo em qualquer organização, quer seja impressa ou escrita em papel, armazenada eletronicamente ou enviada por e-mail ou meios eletrônicos. Para uma efetiva gestão das ameaças e riscos para a informação de sua organização, é recomendável estabelecer um Sistema de Gestão de Segurança da Informação .
O acesso à informação correta em tempo real pode representar a diferença entre o lucro e o prejuízo de uma companhia, sendo necessária a obtenção dos dados 24x7 (24 horas durante sete dias), ou seja, ininterruptamente. E essa dependência das informações não é só da própria empresa, ela atinge também o público externo composto por fornecedores, distribuidores, revendas, clientes finais, etc. Nesse sentido, a área de tecnologia da informação exerce um papel fundamental no acesso direto aos dados. Prestadores de serviço de TI podem lutar muito para manter altos níveis de serviço para os seus clientes, particularmente devido à crescente diversidade de tecnologias disponíveis. Frequentemente, muito tempo é despendido trabalhando-se de forma reativa com pouco tempo gasto para planejamento, treinamento, investigação e no trabalho com os clientes.
Ao mesmo tempo, estes prestadores de serviço também são solicitados a melhorar a qualidade, baixar custos e dar respostas mais rápidas aos clientes.
Uma estrutura integrada para entrega e gerenciamento de serviços de TI pode fornecer controle, maior eficácia e oportunidades para melhoria dentro da organização. Pois, a preocupação com o risco de perda de informações e de ativos é imensa, uma vez que, as consequências seriam maléficas, tanto pelos prejuízos tangíveis (faturamento, clientes) como pelos intangíveis (imagem e aceitação no mercado). De maneira simplista, a empresa deve se envolver e se empenhar na prevenção, pois na etapa de recuperação de incidentes é tarde - e os prejuízos intangíveis podem danificar definitivamente a credibilidade e o futuro da companhia.
Existem vários tipos de eventos não programados que podem causar falhas, interrupções ou perda de dados. Podemos considerar alguns principais: incêndio, enchentes, roubo, atos de vandalismo, sabotagens, blecautes, invasão de sistemas, interrupção de comunicação de dados e voz. Para esses incidentes geralmente as organizações não estão preparadas, causando impacto desastroso. Mas, é possível estar preparado para enfrentar todos os riscos existentes? A resposta à pergunta está diretamente relacionada ao tamanho do investimento que a empresa esteja disposta a realizar. A garantia de continuidade dos negócios, das operações e do fluxo de informação, proporciona perenidade e permite a construção de relacionamento sólido e de longo prazo com os clientes e fornecedores.
A administração de crises começa e termina com o planejamento. As atividades relacionadas à administração de crises são abrangentes e integradoras, iniciando-se antes de um processo de interrupções. À medida que mais e mais normas de Sistemas de Gestão são desenvolvidas e as empresas lutam para alinhar os seus procedimentos em uma estrutura, há necessidade crescente de se desenvolver um Sistema de Gestão mais abrangente. Uma estratégia de continuidade de negócios irá contribuir cada vez mais para a administração de crises.
É necessário que a alta direção das organizações entenda a continuidade das operações como algo maior e que certamente não será feito apenas uma vez, criando um verdadeiro ciclo. O maior bem da empresa é sua marca e relação de confiança com os clientes e parceiros. Por isso, é fundamental para o fortalecimento dessa imagem.
À medida que os clientes se tornam mais informados e suas expectativas crescem a única maneira do negócio prosperar é com a disponibilidade da informação.

1 de jul. de 2011

Como ensinar a seu filho que ler é um prazer

Fonte: Revista Educar para Crescer. Data: 29/06/201.

Pesquisas do mundo todo mostram que a criança que lê e tem contato com a literatura desde cedo, principalmente se for com o acompanhamento dos pais, é beneficiada em diversos sentidos: ela aprende melhor, pronuncia melhor as palavras e se comunica melhor de forma geral. "Por meio da leitura, a criança desenvolve a criatividade, a imaginação e adquire cultura, conhecimentos e valores", diz Márcia Tim, professora de literatura do Colégio Augusto Laranja, de São Paulo (SP).
A leitura frequente ajuda a criar familiaridade com o mundo da escrita. A proximidade com o mundo da escrita, por sua vez, facilita a alfabetização e ajuda em todas as disciplinas, já que o principal suporte para o aprendizado na escola é o livro didático. Ler também é importante porque ajuda a fixar a grafia correta das palavras.
Quem é acostumado à leitura desde bebezinho se torna muito mais preparado para os estudos, para o trabalho e para a vida. Isso quer dizer que o contato com os livros pode mudar o futuro dos seus filhos. Parece exagero? Nos Estados Unidos, por exemplo, a Fundação Nacional de Leitura Infantil (National Children's Reading Foundation) garante que, para a criança de 0 a 5 anos, cada ano ouvindo historinhas e folheando livros equivale a 50 mil dólares a mais na sua futura renda.

Paraitinga vai ganhar biblioteca moderna ''com jeito antigo''

Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 01/07/2011.
Autor: Vitor Hugo Brandalise.
A cidade histórica de São Luiz do Paraitinga, devastada pelas chuvas de janeiro de 2010, ganhará uma biblioteca pública - dentro do projeto de reconstrução do município, a 140 quilômetros de São Paulo. O novo prédio será semelhante a construções dos séculos 18 e 19. As obras da biblioteca, a cargo do governo do Estado, começam na semana que vem. O investimento total será de R$ 1,4 milhão, conforme contrato publicado anteontem no Diário Oficial do Estado. O contrato prevê que a obra fique pronta em 12 meses. O novo prédio terá 930 metros quadrados e seguirá o conceito da Biblioteca de São Paulo, no Carandiru, apontada como "modelo" no Estado - ambiente moderno, com estantes baixas, semelhante às de livrarias.