19 de out. de 2013

Sergipe com bibliotecas públicas em todos os municípios


Fonte: Secretaria da Cultura de Sergipe. Data: 14/10/2013.

A última sexta-feira, 11, foi histórica para a política do livro, leitura e literatura em Sergipe com a inauguração da Biblioteca Pública Municipal Professora Maria Alves dos Santos Bispo, na cidade de Pedrinhas, o Estado passa a ter 100% dos municípios com biblioteca pública.

Segundo a coordenadora do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas, Sonia Carvalho, que representou a Secretaria de Estado da Cultura (Secult) no evento, este é mais um grande passo para o desenvolvimento educacional e cultural de Sergipe.

"Para nós é uma grande alegria zerar os municípios sergipanos sem bibliotecas públicas. Com essa inauguração, todas as cidades do Estado passam a ter bibliotecas públicas. Agora, só resta a cada um desses gestores municipais fazer com que elas funcionem adequadamente, com acervo atualizado, público participando, e adquirindo, assim, seu direito de cidadão", frisou Sonia.

O prefeito do município, José Antônio Silva, esteve presente na inauguração e lembrou do esforço da prefeitura para inaugurar o espaço e reforçou o compromisso com a biblioteca municipal. "Ficamos muito felizes com mais essa realização da nossa comunidade e vamos fazer o possível para fazer a população usufruir o máximo possível deste espaço. Nossa expectativa é em breve, transferir a biblioteca para um espaço ainda maior", ressaltou.

População aprova

A Biblioteca Pública Municipal Professora Maria Alves dos Santos Bispo está localizada em um espaço de aproximadamente 70m2 e conta com um acervo inicial de 2000 exemplares. Entre os títulos estão obras informativas, técnicas, didáticas, literárias e infantil.

Diversas pessoas da cidade estiveram presentes na solenidade e mostraram sua alegria em receber uma biblioteca municipal na cidade. O jovem adolescente Ronaldo Santos, por exemplo, afirmou que está ansioso em poder pegar livros emprestados. "Vai ser muito legal, pois teremos a oportunidade de sair um pouco do mundo da internet e termos mais acesso ao mundo da literatura", observou.

A jovem Adrilene de Sousa compartilha da idéia do amigo e completa que a chegada da biblioteca será fundamental também para incentivar o hábito da leitura nas crianças. "Assim elas aprenderão de cedo a gostar de ler", argumentou.

Bibliotecas Públicas em SE

Com a inauguração da biblioteca de Pedrinhas, o Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas consolida um trabalho que vem sendo desenvolvido desde o ano de 2007, com a chegada do Governando Marcelo Déda à gestão estadual. De lá para cá mais de dez municípios tiveram suas bibliotecas inauguradas, além de muitas terem sido reativadas, passando a operar de forma mais eficaz e com maior presença da população e da comunidade escolar.

“É muito gratificante para nós ver que agora temos todos os nossos municípios com bibliotecas públicas. Mas isso não quer dizer que o nosso trabalho nesse segmento cultural chegou ao fim. Ainda temos muito por fazer e daremos suporte às prefeituras no que diz respeito ao uso desses espaços”, comentou a secretária de Estado da Cultura, Eloísa Galdino.

Emprego no setor cultural cai 15,6%


Fonte: Estado de S. Paulo, Caderno 2. Data: 19/10/2013.

Autoria: Luciana Nunes Leal.

Desde a crise de 2009, a Cultura vem perdendo espaço na economia nacional e o cenário é mais preocupante na geração de emprego. Entre 2009 e 2012, o número de pessoas ocupadas no setor cultural caiu 15,6%, enquanto na economia geral a quantidade de trabalhadores subiu 2,2%. O resultado é o oposto do que a Cultura registrou entre 2007 e 2009, quando o crescimento dos empregados no setor superou o desempenho nacional. Há avanços em relação aos gastos públicos, mas muito lentos: apenas 0,3% do total de despesas da União, Estados e municípios em 2010 foram destinados à Cultura, proporção pouco maior que o 0,25% de 2007.

Os dados estão na terceira edição da pesquisa Sistema de Informações e Indicadores Culturais, divulgada ontem pelo IBGE, que consultou cinco diferentes bases de dados. A radiografia da cultura como atividade econômica mostra que, em 2012, havia 3,6 milhões de empregados em atividades culturais, 673 mil a menos que em 2009.

Presente à cerimônia de divulgação do estudo, na manhã de ontem, o secretário executivo do Ministério da Cultura, Marcelo Pedroso, disse que a Cultura é mais sensível aos percalços da economia, mas apostou na recuperação do setor a partir de 2013 e nos efeitos positivos do Vale-Cultura, que começa a funcionar este mês. "O período retratado na pesquisa foi de crise mais intensa, e os empreendimentos culturais são mais suscetíveis a crises desse tipo, A Cultura cresce, mesmo não sendo no mesmo ritmo que a economia geral. O Vale-Cultura vai propiciar muitas mudanças, aumentar a demanda, criar novos negócios, oportunidades. E difícil apontar qual é a proporção ideal de gastos públicos em Cultura, mas o importante é o crescimento constante do investimento", disse Pedroso. O Vale-Cultura poderá ser usado por 42 milhões de trabalhadores contratados em regime de CLT e prevê crédito mensal de R$ 50.

Em 2010, o total de gastos públicos em Cultura foi de R$ 7,25 bilhões e de R$ 4,41 bilhões em 2007. Descontada a inflação do período, houve aumento de 41%. Os municípios têm os maiores gastos em Cultura, chegando a 1,1%. Os Estados reservam para a Cultura 0,5% das despesas e a União, só 0,1%, Os gastos somam investimentos, custeio (manutenção, pagamentos de fornecedores, etc.) e folhas de pagamento. A despesa per capita com Cultura tem crescido ano a ano, segundo o IBGE. Em 2010,chegou a R$ 38,04 por pessoa, quase três vezes o valor de 2003, de R$ 12,9 per capita.

O estudo informa que uma possibilidade para a redução das pessoas ocupadas no setor cultural é que os trabalhadores tenham encontrado emprego formal em outras áreas da economia. O número de trabalhadores em Cultura sem carteira assinada caiu 8% entre 2009 e 2012 enquanto a queda dos trabalhadores formais foi de 4%. Os dados não permitem saber que setores absorveram os ex-empregados na Cultura e se houve formalização desses profissionais.

"A qualidade do emprego na Cultura melhorou", resume o coordenador de Trabalho e Renda do IBGE, Cimar Azeredo. "É possível que trabalhadores em Cultura, no período mais agudo, tenham procurado outra forma de garantir remuneração. Acredito que a Cultura deixou de ser a atividade principal, mas não que esses profissionais deixaram de atuar em Cultura", diz Pedroso.

A Cultura cresceu em ritmo mais lento que a economia geral na criação de empresas e geração de receita. Em 2010, havia 400 mil empresas e outras organizações (órgãos públicos e instituições sem fins lucrativos) no setor cultural, 9% a mais que em 2007. O número total de empresas e organizações formais cresceu 16% no período. Em 2007, 8,3% das empresas formais do País eram do setor cultural, proporção que caiu para 7,8% em 2012. Mais da metade (55,5%) é do setor de serviços, 39,7% do comércio e 4,8% da indústria.

A Cultura perdeu espaço também na geração de receita. Em 2007, as empresas do setor cultural geraram 8,9% de toda a receita do País. Em 2010, a participação caiu para 8,3%.

● Números

0,3% foi o valor do total de despesas da União, Estados e municípios destinados à Cultura em 2010.

8,3% foi a receita gerada pelas empresas do setor cultural em 2010.

R$ 38,04 foi a despesa per capita com Cultura em 2010 - quase três vezes o valor de 2003.

Dedo na ferida


Fonte: Estado de Minas. Data: 19/10/2013.

Autor: Sérgio Rodrigo Reis.

Pesquisa com dados sobre a Economia da Cultura no país revela informalidade no setor e gastos públicos de apenas 0,3% das despesas consolidadas nas três esferas de governo

O Brasil não tem noção exata da Cultura que produz. Por isso mesmo, entra governo e sai governo e as ações de política pública para o setor têm sido orientadas mais pela intuição do que por informações obtidas de forma confiável. A falta de dados atinge também o planejamento de artistas e produtores e até mesmo do público interessado. O quadro começa a mudar. Acaba de ser concluída pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com o Ministério da Cultura, uma ampla pesquisa que estampa a radiografia da Economia da Cultura no país. Os dados são reveladores.

O estudo, batizado de Sistema de Informações e Indicadores Culturais, consolida dados cadastrais, estatísticos e documentais, já disponíveis, para assim elaborar resultados que destacam as diferentes faces da Cultura brasileira, pelo lado da produção, do consumo, do emprego, dos gastos das famílias e do governo, bem como informações sobre a população ocupada. Ao cruzar as fontes, chegou-se a um painel inédito, cujo principal objetivo foi sistematizar informações para a construção de indicadores realistas do setor cultural.

A concepção de Cultura adotada no estudo é ampla, relacionada às atividades econômicas geradoras de bens e serviços, e adota como referência a definição da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) sobre o setor. O órgão da ONU entende a Cultura como a soma das atividades relativas "à criação, produção e comercialização de conteúdos que são intangíveis e culturais em sua natureza. Esses conteúdos estão protegidos pelo Direito autoral e podem tomar a forma de bens e serviços. São indústrias em trabalho e conhecimento, e que estimulam a criatividade e incentivam a inovação dos processos de produção e comercialização".

O Sistema de Informações e Indicadores Culturais fornece a análise dos resultados dos principais indicadores econômicos da área e apresenta também um conjunto de tabelas e gráficos com informações sobre o número de empresas, pessoal, salários e outras remunerações, salário médio, custo do trabalho, receita líquida e valor adicionado. Contabiliza também os gastos das famílias e da administração pública com Cultura e sintetiza as características da população ocupada em atividades relacionadas ao setor.

A pesquisa classifica ainda as ações culturais em setores. Um dos grupos de atividades reúne o patrimônio, artes performáticas, artes visuais, edição e impressão, Audiovisual e mídia interativa, design e serviços criativos. Outro segmento congrega ações nas áreas de educação, Patrimônio imaterial, preservação e arquivo, equipamento e material de suporte. E, por fim, estão atividades que se relacionam à Cultura por meio do turismo e do esporte.

Primeira etapa

A motivação para realização do estudo surgiu em 2003, ainda na gestão do então ministro Gilberto Gil. Incomodava a ele a falta de parâmetros para calcular a participação das atividades culturais no Produto Interno Bruto (PIB) do país. Na América do Sul, Chile, Colômbia e Uruguai já conhecem seus índices, que são utilizados como subsídios para definição da Política Cultural.

O Brasil ainda vai ter que esperar um pouco para saber ao certo esse dado, tendo em vista que o estudo atual é apenas uma das etapas para se chegar à informação desejada pelo ex-ministro. "O que estamos fazendo agora é medir a dimensão socioeconômica da Cultura. É um estudo novo e um passo inicial para desenvolvermos outras pesquisas. Partimos de um patamar em que não tínhamos nada", afirma Cristina Lins, coordenadora técnica do Sistema de Informações e Indicadores Culturais.

Principais dados da pesquisa

» Os trabalhadores da área recebem, em média, 4,2 salários mínimos, acima da média geral do trabalhador brasileiro, que é de 3,2. Dados de 2010.

» O setor de serviços foi responsável pelo pagamento de mais de 71,6% dos salários das atividades culturais.

» O número de empresas e organizações atuando no setor passou de 370 mil (2007) para 400 mil (2010). O crescimento foi de 8,1%, aquém do desempenho nacional. As demais empresas brasileiras cresceram 16%.

» As empresas que mais impactam na atividade cultural são as da área da informação e comunicação. Nesse grupo estão as editoras, atividades cinematográficas, de rádio e televisão, e serviços de tecnologia.

» Os gastos governamentais com a Cultura nas três esferas - federal, estadual e municipal -, saltaram de R$ 4,4 bilhões (2007) para R$ 7,3 bilhões (2010). Eles totalizam 0,3 % das despesas consolidadas na administração pública.

» O governo federal ampliou o volume de gastos na área de R$ 824,4 milhões (2007) para R$ 1,5 bi (2010). Os dados se referem apenas às despesas orçamentárias e não incluem a Lei Rouanet.

» As famílias gastaram em média, por mês, em produtos e serviços relacionados à Cultura, no período de 2008 a 2009, em torno de 5% do total de despesas.

» Houve redução da população ocupada na Cultura. Em 2007, eram 4,2 milhões e o número caiu, em 2012, para 3,7 milhões de trabalhadores vinculados a ocupações e atividades. A queda coincide com a crise de 2009, provocada pela turbulência internacional dos mercados.

» A redução de pessoas ocupadas caiu em quase todo o país. A maior diminuição foi no Ceará: de 6,4 % para 4%. Em Minas, saiu de 4,4% para 3,4%. Em São Paulo, era 6,2% e chegou em 5,1%.

» Existe um predomínio de trabalhadores do sexo masculino na área. De 2007 para 2012, houve aumento da participação de 51,5% para 53%. Já em relação às mulheres, a queda foi de 48,5% para 47% no mesmo período.

» O número de trabalhadores com carteira assinada ampliou. Saiu de 34,4% para 39,8% de 2007 para 2012. Com isso, houve aumento da contribuição da arrecadação da Previdência Social de 46,3% para 55,8%, refletindo a profissionalização do setor. A informalidade, no entanto, ainda é alta.

» O estudo cruzou dados do Cadastro Central de Empresas (Cempre), da Pesquisa Industrial Anual-Empresa (PIA Empresa), da Pesquisa Anual de Comércio (PAC), da Pesquisa Anual de Serviços (PAS) e dos gastos públicos com a Cultura. Ainda serviram de base a Pesquisa de Orçamentos Familiares (de 2008 a 2009) e a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (de 2007 a 2012).

Opinião dos gestores

Saber para mudar

"Sem conhecer a realidade é impossível realizar intervenções sobre ela. Está fadado ao erro. As questões analíticas ou assembleias públicas são fundamentais para se conhecer a realidade para, enfim, propor as políticas públicas. Preocupa-me o dado que mostra a profissionalização do setor. Em nossos editais públicos em BH, cerca de 80% dos inscritos são pessoas físicas, o que mostra uma dificuldade da classe artística de formalização das suas ações. A situação acarreta problemas, pois diminuiriam-se os ganhos em razão dos altos impostos para as pessoas físicas. Conhecer a realidade é importante para que possamos propor ações primordiais."

. Leônidas Oliveira é presidente da Fundação Municipal de Cultura de BH

Economia Criativa

"A sistematização de informações sobre a importante e crescente economia advinda do setor cultural no país é imprescindível para a consolidação de políticas públicas culturais mais efetivas e assertivas. O Governo de Minas dedica especial atenção às questões da Economia Criativa, em suas diversas pastas. Na Secretaria de Cultura, vivenciamos, diariamente, a criação de valor por meio da riqueza e Diversidade cultural mineira. A pesquisa vem se somar aos nossos esforços para crescimento das macrorregiões de nosso estado."

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Nota: o relatório completo está disponível no URL:

18 de out. de 2013

Curso: Técnico em Biblioteca

Curso técnico do Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza, do governo do estado de São Paulo.
 
Trata-se do Curso Técnico em Biblioteca, que iniciará na ETEC Parque da Juventude (próximo da estação Carandiru do Metrô - São Paulo) e é totalmente gratuito, além de formar técnico em apenas 1 ano.

Se vocês conhecem auxiliares de biblioteca (e outros candidatos) que se interessem em ter um melhor preparo profissional, oriente-os a buscar mais informações e se inscreverem no vestibulinho (http://www.vestibulinhoetec.com.br), cuja inscrição está aberta e vai até às 15h de 24/10/2013.

Peço, também, que vocês repassem esta informação para seus contatos.

 Obrigado e Abraço

José Manoel Pereira Antunes

Bibliotecário e Analista de Sistemas

CEETEPS

Seleção do novo diretor do IBICT

O processo seletivo da lista tríplice se dará no dia 25 de outubro 2013,
conforme programação disposta.
As apresentações públicas dos candidatos serão realizadas no
auditório do IBICT, com transmissão para a COEP (Rio) via
videoconferência.

Relação dos candidatos:

Alfredo Tiomno Tolmasquim
Ana Claudia Soares Cavalcante Gama
Cecília Leite Oliveira
Clóvis Ricardo Montenegro de Lima
Leonardo João da Silva
Nilton Bahlis dos Santos
Ricardo Crisafulli Rodrigues

Evento: Livro eletrônico

Conferência Internacional de Educação 2013

Segunda, 28 out 2013  |  09:00 - 19:00  |  Entrada livre

Auditório 2

Programa

9h30 – Sessão de Abertura
Artur Santos Silva
Eduardo Marçal Grilo
José Gomes Canotilho                             
Jürgen Habermas


10h00 –  Conferência de Abertura
"A Democracia na Europa"
Jürgen Habermas

11h00 – Gramática do Português – Apresentação da obra
Eduardo Paiva Raposo
Maria Fernanda Bacelar do Nascimento
Viriato Soromenho Marques 
          
Presidente: Manuel Carmelo Rosa
15h - Conferência "O Futuro do Livro"
John Thompson
Presidente: Eduardo Marçal Grilo
16h15
- "A Leitura Digital e a Transformação do Incentivo à Leitura e das Instituições do Livro"
Gustavo Cardoso
Carla Ganito
Luis Gonzalez Martin
José Afonso Furtado

Presidente: Ana Paula Gordo
17h30 – Sessão de Encerramento
Eduardo Marçal Grilo
Manuel Carmelo Rosa
Henrique Monteiro
Debater o papel do livro e da leitura na era da internet é um dos objetivos desta Conferência Internacional, organizada pelo Programa Gulbenkian Qualificação das Novas Gerações. Em simultâneo, a Fundação assinala nesta ocasião os 51 anos da existência do seu Plano de Edições, criado para editar obras pouco atrativas comercialmente, mas essenciais para o mundo académico e para a formação das pessoas.
 
 
Detalhes no URL:

17 de out. de 2013

Plano Nacional do Livro e da Leitura deve virar lei


Fonte: Câmara dos Deputados.

O brasileiro lê, em média, quatro livros por ano – menos da metade do que é lido, por exemplo, em Portugal, onde a média é de 8,5 livros por ano. O dado é apontado na pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, divulgada em março deste ano e revela um decréscimo do número de livros lidos pela população, que em 2007 era de 4,7 livros por ano. Para debater a importância de políticas públicas que incentivem a leitura e democratizem o acesso ao livro, as comissões de Educação e de Cultura realizaram uma audiência pública na Câmara dos Deputados.

De onde vem o "cheiro de biblioteca"?


Autor: Guilherme de Souza.

Fonte: Hypescience. Data: 6/10/2013.

URL: http://hypescience.com/de-onde-vem-o-cheiro-de-biblioteca/

Adorado por alguns e detestado por outros (especialmente por quem tem rinite alérgica), o cheiro típico de lugares abarrotados de livros antigos normalmente surge de um composto chamado lignina, presente em livros fabricados entre a metade do século 19 e meados dos anos 2000 (e, em alguns países, em livros fabricados até hoje).

Essa substância entrou na jogada quando fabricantes de livros substituíram o algodão ou o linho por fibras de celulose. Infelizmente, a lignina é bastante instável, e com o passar do tempo diminui a acidez do papel, o que pode torná-lo frágil e quebradiço. Esse processo pode ser interrompido por substâncias como óxido de magnésio, mas o tratamento deve ser feito com cautela, para não causar estragos ainda maiores.

Produções da USP, UNICAMP e UNESP num único lugar


Autor: Elton Alisson.

Fonte: Agência FAPESP. Data: 10/10/2013.

URL: http://agencia.fapesp.br/18026

A produção científica das universidades de São Paulo (USP), Estadual de Campinas (Unicamp) e Estadual Paulista (Unesp) poderá ser encontrada e acessada livremente em breve em um único portal na internet. Trata-se do Repositório da Produção Científica do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas, lançado durante a sessão de abertura da 4ª Conferência Luso-Brasileira de Acesso Aberto (Confoa), dia 6 de outubro.

Criado por iniciativa e com apoio da FAPESP, alguns dos objetivos do portal são reunir, preservar e proporcionar acesso aberto, público e integrado à produção científica dos pesquisadores das três universidades estaduais paulistas, que são as que mais publicam artigos científicos no país, de acordo com a última edição do SIR World Report, divulgada em julho pela Scimago Lab.

O portal reunirá teses, dissertações, artigos, livros, resumos e trabalhos completos apresentados em reuniões e congressos científicos, entre outras publicações disponibilizadas pelas três instituições nos repositórios de dados na internet que começaram a desenvolver nos últimos anos.

“A USP começou a criar em 2009 um sistema de gestão de sua produção científica em meio eletrônico – que envolve acesso ao conteúdo, preservação digital e, principalmente, o controle dos direitos autorais – e, no final de 2012, lançou sua Biblioteca Digital da Produção Intelectual”, disse Sueli Mara Soares Pinto Ferreira, diretora do Sistema Integrado de Bibliotecas (Sibi) da USP, à Agência FAPESP.

“Uma vez que fomos a primeira das três universidades estaduais paulistas a iniciar esse processo, a FAPESP começou em 2012 a conversar conosco sobre a possibilidade de desenvolvermos uma estratégia para possibilitar que, além da USP, a Unesp e a Unicamp também tivessem seus repositórios e para criarmos um portal do Cruesp [ Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas] que reunisse os repositórios das três instituições”, contou Ferreira.

A metodologia utilizada na construção da Biblioteca Digital da Produção Intelectual da USP foi seguida pela Unesp para desenvolver seu Repositório Institucional , lançado em fevereiro.

Por sua vez, a Unicamp também começou a desenvolver a sua Biblioteca Digital da Produção Científica e Intelectual, que atualmente está incubada no Sibi da USP e deve migrar, em breve, para o servidor da universidade campineira.

Agora, com os repositórios das três universidades paulistas prontos para operar, a ideia é integrá-los pouco a pouco no portal do Cruesp que conta com uma ferramenta de busca já utilizada pela USP para integrar as bibliotecas digitais de suas unidades.

“A ferramenta de busca do sistema se conecta todos os dias com os repositórios das três universidades, extrai os dados armazenados, desduplica [elimina os duplicados] e os insere na base do portal do Cruesp para que possam ser acessados pelos usuários”, afirmou Anderson de Santana, gestor de acervos do Sibi da USP e um dos pesquisadores participantes do projeto.

Conteúdo inicial

Por enquanto, o portal do Cruesp reúne cerca de 56 mil artigos científicos, publicados entre 2008 e 2012 em revistas indexadas na Web of Science. De acordo com os coordenadores do projeto, a meta é publicar artigos científicos também incluídos em outros indexadores científicos, como o Scopus, além de outros tipos de publicações, como livros, resumos e trabalhos completos apresentados em reuniões e congressos científicos.

Individualmente, as bibliotecas digitais das três universidades já vêm trabalhando com outros conteúdos, que não apenas artigos científicos.

A biblioteca digital da USP, por exemplo, já dispõe de vídeos e dá acesso ao portal de teses da universidade – o maior do país, que será integrado ao portal do Cruesp. O repositório da Unesp também possui, além de artigos, recursos educacionais, livros e teses, entre outros materiais.

“Esses cerca de 56 mil artigos já incluídos no portal do Cruesp representam apenas o embrião do projeto e uma infraestrutura básica para iniciar os trabalhos”, disse Ferreira. “A ideia é que as bibliotecas digitais das três universidades comecem a inserir, a partir de agora, cada vez mais materiais no portal.”

Desse total de artigos, 29 mil foram publicados por pesquisadores da USP, 25 mil pela Unesp e outros 2 mil pela Unicamp – que ainda possui poucos artigos no portal porque iniciou mais recentemente a gestão de sua produção científica na internet.

Muitos desses trabalhos foram escritos em coautoria – reunindo pesquisadores de mais de uma das três instituições – e são registrados e armazenados no portal do Cruesp como documentos únicos.

“Os artigos que estão armazenados nos repositórios das três universidades só aparecem uma vez no portal, porque não faria sentido registrá-los três vezes”, explicou Ferreira.

“Se fôssemos somar o conteúdo dos três repositórios, daria mais de 60 mil documentos. Mas, 56 mil documentos únicos já é um número muito expressivo e tende a crescer muito”, avaliou.

Vantagens operacionais

Do total de 56 mil artigos já armazenados no portal do Cruesp, 70% estão disponíveis em acesso aberto e os outros 30% ainda são de acesso restrito às universidades – que são assinantes das respectivas revistas nas quais os trabalhos foram publicados – ou estão embargados pelas editoras para publicação em acesso aberto.

De acordo com os coordenadores do projeto, uma das vantagens da integração dos repositórios das três universidades estaduais paulistas no portal do Cruesp é facilitar o acesso e a busca de informação pelo usuário, que não precisará pesquisar nas bases de dados individuais das três universidades para encontrar um determinado artigo científico.

Além disso, o portal possibilitará gerar outras informações que não poderiam ser encontradas facilmente nos repositórios individuais das universidades, como os trabalhos feitos em colaboração.

O principal benefício do portal, no entanto, será instituir uma política de publicação de trabalhos científicos em acesso aberto no Estado de São Paulo, ressaltaram os participantes de uma mesa-redonda sobre políticas públicas de acesso aberto realizada no dia 7 de outubro, que integrou a programação da 4ª Confoa.

“O lançamento do Repositório da Produção Científica do Cruesp é essencial para o funcionamento de uma política de publicação de resultados de pesquisas científicas financiadas com recursos públicos em acesso aberto, como a que a FAPESP está instituindo, porque garante o autoarquivo de artigos publicados por pesquisadores da USP, Unicamp e Unesp nos repositórios dessas instituições, vencido o período de embargo estabelecido pelas revistas científicas nas quais os trabalhos foram publicados”, disse Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP durante o evento.

De acordo com Brito Cruz, inicialmente a FAPESP exigirá dos pesquisadores que tiveram seus trabalhos financiados pela Fundação que, após publicarem os resultados de pesquisas apoiadas nas revistas científicas que escolheram, disponibilizem o artigo em um repositório (pessoal ou institucional) de acesso aberto o mais rápido possível após o término do período de embargo (que varia de uma publicação científica para outra).

“Estamos implantando a primeira fase da política de publicação de resultados de trabalhos científicos apoiados pela FAPESP, que é relativamente suave, porque diz ao pesquisador que ele pode publicar seus trabalhos onde quiser, mas em um prazo mais breve possível deve disponibilizá-los em um repositório de acesso aberto”, avaliou.

Brito Cruz ressalvou que esse trabalho de disponibilização dos artigos científicos em repositórios de acesso aberto deve ser feito pelas próprias universidades às quais os pesquisadores estão vinculados, de modo que eles não tenham que interromper suas atividades de pesquisa por esse motivo.

“Isso tem que ser feito pelas instituições porque, se criarmos mais esse ônus para o tempo do pesquisador, ele terá menos tempo para se dedicar à pesquisa”, ponderou.

Segundo Brito Cruz, além do acesso aberto a artigos científicos de pesquisas financiadas pela FAPESP, a Fundação analisa formas de implementar o acesso aberto aos dados que geraram os resultados obtidos nos estudos para que toda a comunidade científica possa utilizá-los, como já faz o Programa de Pesquisas em Caracterização, Conservação, Recuperação e Uso Sustentável da Biodiversidade do Estado de São Paulo (BIOTA-FAPESP).

Estabelecido pela FAPESP em 1999 para conhecer, mapear e analisar a biodiversidade paulista, o programa possui uma base de dados aberta – o Sinbiota –, abastecida continuamente de informações levantadas por pesquisadores que tiveram projetos financiados, como dados georreferenciados de coleta, descrição de espécies e mapas de localização, entre outras.

Experiências estrangeiras

A mesa-redonda também contou com a participação de Heather Joseph, diretora executiva da Scholarly Publishing and Academic Resources Coalition (Sparc), dos Estados Unidos, e João Nuno Ferreira, da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), de Portugal, que relataram as experiências dos respectivos países na implementação de políticas públicas de acesso aberto.

De acordo com Joseph, o National Institutes of Health (NIH), dos Estados Unidos, foi a primeira instituição do país norte-americano a adotar uma política de acesso aberto à informação em 2009 em nível nacional.

Em fevereiro, o governo norte-americano emitiu uma diretiva estabelecendo que outras 20 agências federais do país também desenvolvessem políticas de publicação de informação em acesso aberto, de forma que o público em geral também tivesse acesso aos resultados de pesquisas financiadas com recursos públicos.

A diretiva foi resultado de uma petição pública, que coletou no prazo de 13 dias 65 mil assinaturas de defensores do acesso aberto aos resultados de pesquisas financiadas com recursos públicos, além da própria iniciativa do governo federal que, com a diminuição dos investimentos em pesquisa por causa da crise econômica, pretende mostrar aos contribuintes que os recursos do Tesouro norte-americano são gastos de maneira responsável, contou Joseph.

“Ficamos contentes com essa diretiva emitida pela Casa Branca, mas ela ainda não é uma regulamentação; trata-se de uma sugestão para as agências federais dos Estados Unidos e esses órgãos não sofrerão consequências se não adotarem políticas de acesso aberto às informações”, disse Joseph. “Queremos que o acesso aberto se torne uma lei nos Estados Unidos.”

Já em nível estadual, nos últimos meses os Estados de Illinois, Califórnia e, mais recentemente, Nova York, demonstraram interesse em implementar políticas de acesso aberto a informações geradas por suas respectivas universidades e instituições de pesquisa.

“Estamos um pouco atrasados em relação às universidades brasileiras, mas vemos um grande aumento no número de universidades norte-americanas interessadas em implementar políticas de acesso aberto à informação”, contou Joseph.

“É a primeira vez que os Estados Unidos discutem proposta de implementação de políticas de acesso aberto, ao mesmo tempo, em níveis federal e estadual e no Poder Executivo”, afirmou.

Por sua vez, a FCT de Portugal – com a qual a FAPESP assinou no início de outubro um memorando de entendimento –, anunciou a implementação de sua política de acesso aberto em outubro de 2012, durante a 3ª edição da Confoa, realizada em Lisboa.

A política da instituição estabelece que os resultados de pesquisas realizadas com financiamento total ou parcial da FCT devem ser depositadas no Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal (Recap) tão logo expire o período de embargo.

“O Recap tem um papel fundamental na política de acesso aberto à informação da FCT, e a comunicação de que os resultados das pesquisas financiadas pela instituição devem ser publicados posteriormente no repositório é feita ao pesquisador no momento em que submete seus projetos à FCT”, contou Ferreira.

Novo número: Revista ACB Biblioteconomia


Acaba de ser publicado o v. 18, n. 2 (2013), da “Revista ACB: Biblioteconomia”.

Sumário:

Editorial. Evandro Jair Duarte, Priscila Sena.

Artigos

  • Sistemas Eletrônicos de Editoração de Periódicos Científicos: a questão da usabilidade. Helen Beatriz Frota Rozados, Gonzalo Rubén Alvarez.
  • Diretrizes para a gestão da informação em ambientes virtuais de aprendizagem. André Anderson Cavalcante Felipe.
  • Interatividade e colaboração via Web 2.0: estudo de caso em Bibliotecas Públicas do município de Goiânia. Lais Pereira de Oliveira, Carlos Eduardo da Silveira.
  • Grupo Bibliotecários do Brasil: análise das relações informacionais na rede social LinkedIn. Guilherme Wandscheer, Elisa Cristina Delfini Corrêa.
  • Biblioteconomia conectada: análise da biblioblogosfera brasileira. Ronaldo Ferreira de Araujo, Josemar Coltt da Silva Teixeira.
  • Gestor e usuários: duas visões da proposta de valor de um Centro de Informação. Priscila Machado Borges Sena, Orestes Trevisol Neto, Gregório Varvakis.
  • Agregar valor à serviços de unidades de informação. Danielly Oliveira Inomata, Sirlene Pintro.
  • A necessidade de informação dos integrantes do Batalhão de Choque da Polícia Militar do Estado de Goiás. Valmira Perucchi, Paulo Roberto Danelon Lopes, Tatiane Ferreira Vilarinho.
  • Pesquisa bibliográfica na área médica. Sonia Pedrozo Gomes.

Relato de pesquisa

  • Mídias sociais nas bibliotecas universitárias brasileiras. Alberto Calil Junior.

Evento: Inclusão e acessibilidade

Temos o prazer e a honra de convidá-lo(a) a participar conosco do Encontro SIBiUSP sobre inclusão e acessibilidade - evento sistêmico comemorativo à XVI Semana do Livro e da Biblioteca 2013, a realizar-se conforme detalhes a seguir:



Data: 21 de outubro de 2013

Horário: 9h30 - 12h20

Local: Auditório SIBiUSP

Piso Embasamento - Prédio da Brasiliana

Rua da Biblioteca s/n

Cidade Universitária - São Paulo - SP



PROGRAMAÇÃO



9h30 - 10h - Credenciamento e visita às novas instalações do Departamento Técnico do Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo - SIBiUSP
10h - 10h30 - Lançamento do novo Portal do SIBiUSP - versão preliminar - Profa. Dra. Sueli Mara Ferreira - Chefe Técnica do Departamento Técnico do SIBiUSP.
10h30 - 11h - Inclusão e Acessibilidade -  Profa. Dr. Maria Lucia Filgueiras - Docente da Escola Politécnica da USP e Coordenadora do Programa USP Legal - Rede SACI.
11h - 11h20 - Intervalo para café
11h20 - 11h50 - Desafios do Livro Acessível - Sr. Ricardo Quintão Vieira - Diretor administrativo da Biblioteca do Centro Universitário SENAC.
11h50 - 12h20 - Perguntas

Visando a melhor organização do Encontro, solicitamos o preenchimento do formulário disponível no link: http://bit.ly/Encontro_SIBi_Inclusao

Certos de contar com sua presença, colocamo-nos à disposição para esclarecimentos sempre que necessário.

Atenciosamente,

Profa. Titular Sueli Mara Soares Pinto Ferreira
Chefe Técnica do Departamento Técnico
Departamento Técnico do Sistema Integrado de Bibliotecas - DT/SIBi
Universidade de São Paulo
atendimento@sibi.usp.br

16 de out. de 2013

A chefia de biblioteca por um bibliotecário

Abaixo consta a Nota Técnica n. 58/2013, da Secretaria de Gestão Pública do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão  sobre o exercício da profissão de bibliotecário, notadamente em cargos de chefia de biblioteca.
=====


MINISTÉRIO DO PLANEJAMENTO, ORÇAMENTO E GESTÃO



Secretaria de Gestão Pública

Departamento de Normas e Procedimentos Judiciais de Pessoal

Coordenação-Geral de Elaboração, Orientação e Consolidação das Normas
 
NOTA TÉCNICA Nº 58 /2013/CGNOR/DENOP/SEGEP/MP
 
Assunto: Questionamentos acerca da aplicação do Ofício Circular nº 01/2012 - SEGEP-MP e do art. 53 da Portaria nº 3.965 /BG/MS, de 2010



SUMÁRIO EXECUTIVO
 
1. O Ministério da Saúde - MS, por intermédio do Ofício nº 123/SAA/SE/MS, de 27 de julho de 2012, solicita esclarecimentos a respeito da aplicação do Ofício Circular nº 01/2012/SEGEP-MP, bem como as atribuições previstas no art. 53 da Portaria nº 3.965 /BG/MS, de 2010 (Regimento Interno do MS).
ANÁLISE
 
 
2. A Consultoria Jurídica junto ao Ministério da Saúde emitiu o PARECER Nº 727/2012/EHSN/CODELEGIS/COGEJUR/CONJUR-MS/CGU/AGU, de 20 de junho de 2012, que trata da matéria em questão, todavia em vista das dúvidas ali suscitadas, a Secretaria de Assuntos Administrativo desse Ministério houve por bem encaminhar os autos a este Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão - MP.

3. Em apertada síntese, observa-se nos autos que o Conselho Regional de Biblioteconomia da 1ª Região - CRB lavrou auto de infração em nome do Ministério da Saúde, alegando que a formação acadêmica da Coordenadora da Biblioteca desse Órgão - Ciências Contábeis, não condiz com a exigida por aquele Conselho.

4. É cediço que a nomeação para ocupar a função de Coordenador, não exige do eventual ocupante do cargo, conhecimento prévio das atribuições as quais ele irá desempenhar em razão da ocupação do cargo comissionado.
5. Todavia, em atendimento à orientação da Câmara de Conciliação e Arbitragem da Administração Federal, da Advocacia-Geral da União, no Termo de Conciliação nº CCAF-CGU-AGU-37/2011-GHR, de 12 de dezembro de 2011, este Ministério emanou o Ofício Circular nº 01/2012/SEGEP-MP, em 15 de fevereiro de 2012, instruindo os Órgãos integrantes do Sistema de Pessoal Civil no sentido de que a direção e a administração das bibliotecas sejam realizadas por bibliotecário, com registro profissional no Conselho Regional de Biblioteconomia, conforme dispõem as Leis nºs 4.084, de 30 de julho de 1962 e 9.674, de 26 de junho de 1998 (grifo nosso).

6. Assim, a nosso ver, ainda que o cargo de Coordenador seja de livre nomeação e exoneração, não nos parece que as competências constantes do art. 53 da Portaria nº 3.965/BG/MS impeçam que as atribuições daquele cargo colidam com a formação de bibliotecário. Assim, não há dúvidas a serem dirimidas a respeito deste ponto.

7. Com relação às atribuições previstas no art. 53 da Portaria nº 3.965/BG/MS, de 2010, questiona aquela Consultoria Jurídica se a elaboração de políticas de gestão de informação bibliográfica e de legislação em saúde encontra-se nas atividades intrínsecas e exclusivas de Bibliotecário ou se tais atribuições resvalam em atribuições de profissionais diversos ou lhes permitem a atuação (item 32 do PARECER Nº 727/2012/EHSN/CODELEGIS/COGEJUR/CONJUR-MS/CGU/AGU).

8. Há que se esclarecer que regimento interno é um conjunto de regras estabelecidas visando ao cumprimento da função pública regularmente instituída, de modo a regulamentar o funcionamento do órgão, não definindo, portanto, atribuições específicas de cargos públicos.
CONCLUSÃO
9. Por fim, sugere-se o encaminhamento dos autos à Subsecretaria de Assuntos Administrativos do Ministério da Saúde, para as providências que se fizerem necessárias.

À consideração superior.

Brasília, 13 de março de 2013
ANA PAULA DE OLIVEIRA FERNANDES
 
 
Chefe da Divisão de Planos de

Cargos e Carreiras

De acordo. Encaminhe-se à Subsecretaria de Assuntos Administrativos do Ministério da Saúde.

Brasília,13 de março de 2013
ANA CRISTINA SÁ TELES D’ÁVILA
 
 
Coordenação-Geral de Elaboração, Orientação e

Consolidação das Normas

Aprovo. Encaminhe-se, conforme proposto.

Brasília, 14 de março de 2013.
ROGÉRIO XAVIER ROCHA
 
 
Diretor do Departamento de Normas e

Procedimentos Judiciais de Pessoal

15 de out. de 2013

Evento: Periódico cientifico

XIV ENCONTRO NACIONAL DE EDITORES CIENTÍFICOS (XIV ENEC)



O XIV ENCONTRO NACIONAL DE EDITORES CIENTÍFICOS (XIV ENEC) ocorrerá no período de 10 a 13 de novembro de 2013, no Hotel Fonte Colina Verde em Estância de São Pedro – SP.

O ENEC é uma realização da Associação Brasileira de Editores Científicos (ABEC).

Durante o evento, acontecerão o VIII Seminário Satélite para Editores Plenos e o IV Encontro Nacional de Bibliotecários. Organizado em parceria com o SIBiUSP - Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo, o XIV ENEC terá como tema; Gestão Integrada de Periódicos Científicos.

Durante o ENEC acontecerá a 7ª Edição do Prêmio Editor do Futuro (pós-graduandos) e a Sessão de Pôsteres no dia 12 de novembro de 2013.


Maiores informações em <http://www.abecbrasil.org.br/index.asp>

10 de out. de 2013

12 de outubro: Dia Nacional da Leitura


Gol: Museu e biblioteca sobre futebol


Fonte: O Serrano. Data: 7/10/2013.

URL:  http://www.oserrano.com.br/view.asp?tipo=Local&id=30595

Inauguração do Centro de Referência do Futebol Brasileiro (CRFB) ocorreu na manhã do dia 4

O Museu do Futebol - instituição da Secretaria de Estado da Cultura, localizada no Estádio do Pacaembu - inaugurou na manhã desta sexta-feira (04) o Centro de Referência do Futebol Brasileiro (CRFB).

O Centro oferece uma biblioteca e midiateca com 1.700 livros sobre futebol e um banco de dados com mais de 150 referências sobre a prática do futebol na cidade de São Paulo e informações sobre 260 pessoas entrevistadas e 493 instituições, como clubes de futebol profissional e amador, torcidas organizadas, estádios.

A solenidade de abertura contou com a presença do governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, o Secretário de Cultura do Estado de São Paulo, Marcelo Araújo, Luiz Laurent Bloch, diretor executivo do IDBrasil, organização social de cultura que faz a gestão do Museu do Futebol, além de outras personalidades, jogadores, dirigentes e representantes do futebol de várzea.

"O Museu do Futebol é um gol que completa cinco anos com mais de um milhão e setecentos mil visitantes. A Instituição comemora esta data com a inauguração do Centro de Referência do Futebol Brasileiro que é um case de sucesso internacional. Agora vou poder pesquisar o melhor ataque de todos os tempos composto por Mengalvio, Pelé, Coutinho e Pepe", afirmou o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Luiz Laurent Bloch, diretor executivo do IDBrasil, organização social de cultura que faz a gestão do Museu do Futebol, completa: "Agora o acervo do Museu, assim como suas pesquisas, poderão ser consultados em qualquer lugar do mundo".

Serviço

Centro de Referência do Futebol Brasileiro/Museu do Futebol

Endereço: Praça Charles Miller, s/n

Quanto: gratuito* Todas as quintas a entrada é gratuita* Crianças até sete anos não pagam entrada

* Pessoas com deficiência não pagam entrada

 

A biblioteca/midiateca funcionará de terça a sábado, das 10h às 17h. A entrada é gratuita. Para acessar o visitante tem de retirar um crachá na Bilheteria do Museu. A biblioteca não é circulante, consultas somente no local.

Evento: Bibliotecas públicas e comunitárias



O evento acontecerá nos dias 4, 5 e 6 de dezembro de 2013, no Auditório Simon Bolívar do Memorial da América Latina.
Os temas dessa edição são: Acessibilidade, Bibliotecas como espaços além da leitura, Iniciativas para o público jovem, Interação entre bibliotecas e escolas, Leitura nas diversas mídias, Novos serviços para públicos específicos, Soluções inovadoras e criativas para ambientes em bibliotecas, Sustentabilidade. A participação é gratuita e aberta a todos os profissionais que atuam em bibliotecas e para estudantes da área. Nos próximos dias, será divulgada a programação e abertas as inscrições.

Inscreva seu projeto

Até o dia 6 de outubro, a comissão organizadora receberá inscrições de interessados em expor seus projetos em painéis do evento. Basta enviar email para bibliotecaseleitura@sp.gov.br, com as seguintes informações: nome do projeto, nomes dos profissionais envolvidos, nome da instituição, contatos (e-mails e telefones) e um resumo da ação com até 300 palavras. As propostas selecionadas serão divulgadas no blog da Unidade de Bibliotecas e Leitura e no site www.bibliotecaviva.org.br

Acervo da biblioteca de Nísia Floresta (RN) está em caixas de papelão


Fonte: Portal G1. Data: 02/10/2013.

Autor: Igor Jácome .

São cerca de 1,5 mil livros armazenados em caixas de papelão e estantes divididas em locais improvisados. O acervo que por anos atendeu à comunidade de Campo de Santana, no município de Nísia Floresta, na Grande Natal, não pode mais ser visitado por crianças e moradores da região desde 2010. Quem explica o motivo é o professor de educação física Marcos Aurélio Rodrigues, de 39 anos, que idealizou com amigos um centro de cultura para atender, em 2007, cerca de 1500 crianças e jovens da localidade. Três anos depois, a prefeitura pediu o prédio que havia cedido à comunidade e, desde então, ele está abandonado. Os livros ficaram guardados em quartos cedidos por moradores. "Uma parte ainda ficou na minha casa. Doamos muitos para outros projetos porque é muito triste ficarem se estragando guardados”, afirmou. A secretária de Administração do município, Maria do Rosário Araújo, disse ao G1 que desconhecia a situação. "Eu vou tomar conhecimento dessa situação para saber o que podemos fazer. Isso aconteceu na gestão passada e eu não sabia", afirmou.

Anais sobre preservação digital


Anais sobre preservação digital:
iPRES 2013: proceedings of the 10th International Conference on Preservation of Digital Objects . 2013. ISBN: 9789725654934

Editores:  José Borbinha, Michael Nelson, Steve Knight

Os trabalhos apresentados estão no URL: http://purl.pt/24107

8 de out. de 2013

Curso: Biblioteca digital


Já estão abertas as inscrições para a décima sétima edição do curso Bibliotecas Digitais.

O objetivo é capacitar profissionais de informação a conhecerem as principais tecnologias, metodologias e padrões referentes a bibliotecas digitais, bem como planejar, implantar e operar estes serviços.

Tem um caráter eminentemente prático, centrado em metodologias que visam a operacionalização de bibliotecas digitais, através do estudo de modelos e casos, conhecimento, análise teste e avaliação de padrões de tecnologia da informação aplicáveis às bibliotecas digitais, uso de sistemas de metadados, uso de sistemas de gestão de bibliotecas digitais, especificação da infraestrutura tecnológica necessária a um projeto de biblioteca digital. Agende-se, são poucas as vagas.

Curso BIBLIOTECAS DIGITAIS

Carga horária: 20 horas / aula

Horário: 13 às 18 horas

Endereço: UniverCidade - Unidade Carioca (Estação  do Metrô-Carioca)

 

Mais informações:


 

Livros de Dom Pedro II sobre árabes ganha catálogo


URL: www.anba.com.br/noticia/21840144/artes/livros-de-dom-pedro-ii-sobre-arabes-ganham-catalogo/

São Paulo – As obras que o imperador brasileiro Dom Pedro II mantinha em seu acervo pessoal, no idioma árabe ou sobre os árabes, e que hoje fazem parte da coleção da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, foram catalogados pelo pesquisador e professor João Baptista Vargens e viraram um livro. A obra, que leva o título "D. Pedro II, o primeiro arabista do Brasil?", foi lançada há cerca de uma semana pela editora de Vargens, a Almádena, especializada em livros sobre a temática árabe.

Vargens é professor titular do Setor de Estudos Árabes da Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ele fez a pesquisa sobre a biblioteca do imperador depois de receber uma bolsa da Biblioteca Nacional para levantamentos no acervo da instituição. O trabalho foi feito há dois anos e levou cerca de um ano para a sua conclusão, entre a metade de 2010 e a metade de 2011. Vargens se deparou com 151 livros.

Dom Pedro II era um amante da cultura árabe e fez várias viagens à região. Por isso tinha uma vasta bibliografia sobre o tema. Além de identificar as obras dentro da Biblioteca, o professor as leu e resumiu. Depois as catalogou por temas: ficção, história, impressões de viagens, língua árabe, medicina, religião, zoologia e botânica. Além da listagem dos livros e da sua descrição, Vargens escreve uma introdução contextualizando o interesse do imperador pelos árabes.

A maioria das obras encontradas pelo pesquisador está no idioma francês. Entre as obras levantadas por Vargens estão “A poesia árabe pré-islâmica”, de René Basset, “Pelayo: um épico do antigo tempo mourisco”, de Elizabeth Beach, “A novela do Egito. Viagem imaginária à abertura do Canal de Suez”, de José de Castro y Serrano, “História verdadeira do Rei Dom Rodrigo”, de Tarif Abentárik Abulcacim, “Viagem da Índia a Meca”, de Kérym Abdoul, entre outras. Os títulos são uma tradução de Vargens dos originais.

Vargens afirma apresentou o seu trabalho em forma de relatório ao final do período e depois resolveu publicá-lo como livro-catálogo para não deixá-lo restrito apenas à Biblioteca Nacional. Ele acredita que a obra despertará interesse principalmente junto ao público especializado, como pessoas interessadas em arabismo e acadêmicos. “Há também muitos interessados em Dom Pedro II, descobri que ele tem um fã clube”, afirmou Vargens à ANBA.

Dom Pedro II incentivou a imigração árabe para o Brasil e chegou a realizar visitas para o Egito, Jordânia, Palestina, Líbano e Síria, entre 1871 e 1888. Em função do interesse, inclusive pelo aprendizado do idioma árabe, ele traduziu as 140 primeiras noites do livro "As mil e uma noites" diretamente do original. Depois da Proclamação da República, em 1889, e do exílio do imperador na França, ele doou sua biblioteca pessoal para o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

Segundo informações escritas por Vargens no livro, no século 20, em função do precário estado de conservação dos volumes, os livros foram incorporados ao acervo da Biblioteca Nacional. Eles, no entanto, estão dispersos no setor de Obras Gerais e de Obras Raras, o que demandou atenção especial. Vargens descartou alguns da pesquisa por não se enquadrarem no tema proposto e também os do Egito Antigo.

Autor de livros sobre idioma árabe e islamismo, além de tradutor e organizador da publicação de obras árabes em português, Vargens ganhou o prêmio Unesco-Sharjah para a Cultura Árabe no ano passado. O prêmio é promovido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e pelo governo de Sharjah, dos Emirados Árabes Unidos, para homenagear pessoas e instituições que promovem a cultura árabe. Ele também receberá, neste mês, o Prêmio Internacional de Tradução King Abdullah, na categoria Esforços de Tradução de Indivíduos. O prêmio é oferecido pela Biblioteca Pública King Abdulaziz, da Arábia Saudita.

O livro sobre Dom Pedro II deve ser comercializado em breve nas livrarias do País, mas por enquanto pode ser adquirido por meio da editora Almádena (contatos abaixo).

Serviço

VARGENS ,João Baptista de Medeiros. D. Pedro II, o primeiro arabista do Brasil? Catálogo comentado dos livros sobre a cultura árabe que pertenceram ao Imperador, encontrados no acervo da Biblioteca Nacional. Rio de Janeiro: Almádena, 2013. 80 p.

 

URL da editora: www.almadenaeditora.com.br

Site reúne 160 constituições


Autora: Aline Pinheiro.

Fonte: Revista Consultor Jurídico. Data: 24/09/2013.

A Organização das Nações Unidas tem hoje 193 Estados-membros. Desses, 160 têm uma Constituição em vigor para chamar de sua. A carta constitucional mais recente é a do Zimbábue, aprovada neste ano, e a mais antiga é a dos Estados Unidos, de 1789. Três países mantém em vigor Constituição aprovada no século XIX: Noruega (1814), Bélgica (1831) e Luxemburgo (1868). Desde 2011, quando começou a chamada Primavera Árabe, quatro países árabes, além do Zimbábue, aprovaram um novo texto constitucional: Líbia (2011), Marrocos (2011), Somália (2012) e Síria (2012).

Todos esses dados foram obtidos a partir de uma consulta no site Constitute Project, recentemente lançado por um grupo de acadêmicos dos Estados Unidos chamado Comparative Constitutions Project e patrocinado pela Google. O projeto, como o nome indica, permite a comparação entre todas as Constituições existentes no mundo. Para isso, o grupo conseguiu reunir as 160 cartas constitucionais atualmente em vigor e traduzir todas para o inglês.

O objetivo anunciado pelo grupo é claro: ajudar os novos legisladores. Os acadêmicos consideram fundamental que os legisladores tenham conhecimento das leis dos outros países antes de produzir as suas próprias. Mas, muito mais do que isso, a reunião de todas as cartas constitucionais do mundo permite também entender a evolução do Direito e de garantias consideradas fundamentais.

A página do Constitute Project é bastante fácil de navegar. As constituições podem ser consultadas por países ou por data. Dá para pesquisar, por exemplo, por 1988 e descobrir que o Brasil foi o único país a aprovar uma nova carta constitucional naquele ano. É possível também fazer pesquisas por assuntos determinados, como direitos das minorias e sistema judiciário. Todas as constituições que tratam desses temas irão aparecer como resultado da busca.

As consultas podem ser ainda mais detalhadas como, por exemplo, a idade mínima para virar juiz da Suprema Corte ou do Tribunal Constitucional. O assunto é tratado como matéria constitucional em apenas 21 países, quando se trata do Tribunal Constitucional, e em 28, para a Suprema Corte (o Brasil está entre esses).

Para ser juiz constitucional, a maioria dos Estados exige uma idade mínima de 40 anos, mas ainda há uma parte considerável que exige 30, 35 ou 45 anos. O extremo fica por conta da Rússia, que permite que um jovem de 25 anos chegue à corte constitucional, desde que tenha formação em Direito e cinco anos de experiência.

Os números não variam muito para ser juiz da Suprema Corte. O Brasil está entre o grupo majoritário, que exige 35 anos dos seus juízes. Boa parte dos outros Estados que tratam do assunto na Constituição fixam o mínimo em 30 ou 40 anos. A Rússia, mais uma vez, fica com a idade mais baixa exigida, de 25 anos. Dessa vez, no entanto, está acompanhada do Cazaquistão e da Ucrânia, que também permitem que alguém com um quarto de século de vida chegue à instância máxima da Justiça.

O Constitute Project não deve parar por aí. O grupo que mantém o site promete alimentar a página com mais conteúdo em breve. A proposta é incluir todas as Constituições já escritas desde 1789, estejam elas em vigor ou não. O Brasil, por exemplo, teria todas as suas seis Constituições, além da atual de 1988, disponíveis para consulta. Ainda não há data prevista para isso.

Aline Pinheiro é correspondente da revista Consultor Jurídico na Europa.

6 de out. de 2013

Necessidade de informação do usuário com deficiência visual


Acaba de ser publicada a pesquisa de Tania Milca de Carvalho Malheiros intitulada “Necessidade de informação do usuário com deficiência visual: um estudo de caso da Biblioteca Digital e Sonora da Universidade de Brasília”. Essa pesquisa é uma dissertação apresentada no Curso de Mestrado do Programa de Pós-Graduação em Ciência

Resumo:

Esta pesquisa apresenta um estudo de usuários deficientes visuais da Biblioteca Digital e Sonora (BDS) da Universidade de Brasília, com o objetivo de identificar suas necessidades de informação e colher subsídios para a definição de uma política de desenvolvimento de coleção. A metodologia utilizada foi a técnica de pesquisa qualitativa por entrevistas, sendo também utilizados a análise documental e o estudo de caso. O perfil dos usuários foi descrito por meio de dados demográficos, dados sobre a condição visual, e sobre necessidade de informação e acesso às informações digitais. A coleta de dados foi realizada com o universo de 20 usuários, e o instrumento utilizado foi a entrevista semiestruturada, com perguntas abertas e fechadas. Após a coleta e análise dos dados, concluiu-se que: a informação em meio digital é fundamental para os usuários, sendo a mais utilizada, seguida da informação em áudio e em Braille; os usuários acessam todo tipo de informação no computador, mas buscam principalmente informações didáticas e profissionais, tendo suas necessidades de informação em maior parte satisfeitas. Todos têm computador em casa e a maioria o acessa diariamente. Em relação à dificuldade de acesso às informações, a falta de acessibilidade dos sites foi a mais citada. Sobre as fontes onde mais buscam informações, foram citados vários sites, e sobre as estratégias de busca, a opção mais usada é ir direto à internet. Por meio das falas dos usuários pode se observar o impacto que a tecnologia da informação teve em suas vidas.

 

O texto completo está no URL:

Verbas para bibliotecas comunitárias


Edital de Apoio as Bibliotecas Comunitárias e Pontos de Leitura - 2013.

O edital tem o objetivo de ampliar o acesso à informação, à leitura e ao livro através da modernização e qualificação de espaços e serviços das bibliotecas comunitárias e pontos de leituras.

Serão selecionadas 100 (cem) propostas e cada uma delas ganhará o prêmio de R$ 32.000,00 (trinta e dois mil reais).

As inscrições ficarão abertas por 30 dias e deverão ser realizadas por meio do Sistema de Gestão de Projetos do MinC - SALIC-WEB.

O Edital dá a oportunidade para que as instituições, ou pessoas físicas responsáveis por Bibliotecas Comunitárias, ou Pontos de Leitura, apresentem uma proposta dentro de um dos 6 (seis) eixos abaixo relacionados:

 Eixo 1 – Ação Cultural - manutenção de ações culturais regulares, ou criação de novas ações culturais voltadas para a dinamização dos espaços da Biblioteca Comunitária e/ou Ponto de Leitura.

Eixo 2 – Aquisição de Bens - aquisição de acervo, mobiliário e equipamentos para a qualificação dos espaços e serviços da Biblioteca Comunitária e/ou Ponto de Leitura.

Eixo 3 – Serviços - organização e tratamento do acervo e, informatização dos serviços de controle e empréstimo dos livros da Biblioteca Comunitária e/ou Ponto de Leitura.

Eixo 4 – Formação de pessoal - capacitação de funcionários e gestores para atividades específicas no campo da leitura, da biblioteconomia e da gestão de espaços culturais, com vistas a qualificação dos serviços prestados pela Biblioteca Comunitária e/ou Ponto de Leitura.

Eixo 5 – Mobilização - ações de envolvimento e mobilização da comunidade na gestão da Biblioteca Comunitária e/ou Ponto de Leitura.

Eixo 6 – Manutenção - manutenção do espaço e dos serviços da Biblioteca Comunitária e/ou Ponto de Leitura

 

Detalhes no URL: http://snbp.bn.br/

O texto oficial foi publicado no Diário Oficial da União, URL: http://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp?jornal=3&pagina=16&data=17/09/2013

Nova biblioteca pública de Birmingham


Fonte: Diário Digital. Data: 18/09/2013.

URL: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=656664

Localizada a cerca de duas horas de Londres, a nova biblioteca de Birmingham deve atrair 3,5 milhões de frequentadores por ano, de acordo com as expectativas da organização. Com wi-fi gratuito nos seus 10 andares e jardins suspensos, o prédio faz parte do plano de renovação da segunda maior cidade inglesa, mas já serve como referência a outras grandes bibliotecas no velho continente.

O espaço foi inaugurado a 3 de Setembro pela jovem paquistanesa Malala Yousafzai. A activista, que foi levada para Birmingham para receber tratamento após ser baleada pelos talibãs por defender a educação de meninas no seu país, mora actualmente na cidade.

Num momento em que o governo britânico tem fechado bibliotecas públicas pelo país, abatidas pela recessão, os números estimados para o espaço impressionam.

O prédio de 31 mil metros quadrados é um projecto de arquitectos holandeses para abrigar um milhão de volumes impressos – o maior acervo público no Reino Unido. Desses, 400 mil estão disponíveis para o público.

Conforme o director, Brian Gambles, o projecto totalizou 188,8 milhões de libras, 4,2 milhões de libras a menos do que o estimado.

«É sobretudo um local de transformação: sobre como temos transformado a vida das pessoas, com educação, e sobre como adaptar uma biblioteca para a era digital», sublinhou.

Em Outubro, o espaço deverá receber escritores de renome como Lionel Shriver e Carol Ann Duffy durante o festival de literatura de Birmingham.

A expectativa é que a biblioteca se torne um novo destino turístico na região central de Inglaterra

Descoberta de manuscrito de Bellini


Fonte: Portal Terra. Data: 18/09/2013.

URL: http://musica.terra.com.br/biblioteca-nacional-da-espanha-descobre-manuscrito-de-bellini,b340d717c9c21410VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.html

Um fragmento manuscrito de uma partitura da ópera "Il Pirata", do compositor italiano Vincenzo Bellini, foi descoberto nos fundos da Biblioteca Nacional da Espanha (BNE), informou a instituição nesta quarta-feira.

"O fragmento corresponde a um esboço ou rascunho de uma pequena passagem de cena e dueto 'Tu m'apristi in cor ferita' de sua ópera 'Il Pirata', que estreou na Scala de Milão em 27 de outubro de 1827", explicou a BNE.

A partitura, além das habituais notas musicais, mostra em uma de suas margens a frase "Manoscrito di Vicenzo Bellini y suoi fratelli Mario e Carmelo", o que contribuiu para estabelecer a veracidade da descoberta.

O fragmento tem, além disso, um grande interesse musical, segundo a BNE, porque "a peça em questão não corresponde à versão final que Bellini publicou, apesar de o texto sofrer apenas variações".

Bellini (1801-1835), que compôs sua primeira obra aos 6 anos, escreveu música sacra e de câmera, mas seus sucessos principais chegaram no terreno lírico e precisamente "Il Pirata" foi a obra que, depois de sua estreia, difundiu seu nome por toda a Itália e o resto do mundo.

No entanto, sua composição mais famosa é a ópera "Norma", na qual se inclui a célebre Casta Diva, uma das árias mais interpretadas do mundo.